26/09/2016 Homenagem ao Serginho Chulapa

O Imortais do Esporte, edição de número 21, relembrou os momentos marcantes da carreira do maior artilheiro da história do São Paulo Futebol Clube. Com personalidade forte, mas exímio fazedor de gols, revivemos à carreira espetacular de Serginho Chulapa! Simplesmente sensacional! Imperdível! 

Nascido em São Paulo, no dia 23 de dezembro de 1953 (62 anos), Sérgio Bernardino, o Serginho Chulapa, deu seus primeiros passos no futebol atuando em times de várzea na zona norte da capital paulista. Entre eles, o Cruz da Esperança e o Vasco da Gama. Contudo, seu grande sonho era atuar por um clube de expressão e foi atrás, para fazer esse sonho se tornar realidade. Na várzea, se destacava jogando na frente e rapidamente foi ganhando destaque pela facilidade de balançar às redes adversárias. Seu primeiro teste em um clube renomado aconteceu em 1968, na Portuguesa. Lá foi aprovado, mas rapidamente foi dispensado dos juvenis da Lusa. Passou por um longo período de dificuldades e se viu obrigado a ajudar nas despesas da casa, trabalhando como entregador de leite e ajudando sua mãe a etiquetar cortinas e camisas. A situação era muito difícil. Mas Serginho Chulapa era insistente e não queria abandonar seu maior desejo, que era ser jogador profissional de futebol. Voltou a fazer em uma peneira, realizada no bairro da Casa Verde, novamente na zona norte de São Paulo. Sua atuação encantou o técnico dos juvenis do São Paulo, que o chamou para jogar em seu time.

São Paulo:

Serginho se destacou na peneira realizada para garotos que queriam ser grandes jogadores e rapidamente foi integrado ao Tricolor Paulista, clube que anos mais tarde, seria sua porta de entrada à seleção brasileira. Sua estreia com a camisa do São Paulo aconteceu em um amistoso contra o Bahia, no dia 06 de junho de 1973. Neste ano, Telê Santana era o técnico do São Paulo (anos depois imortalizado pela torcida tricolor) e resolveu promover à estreia do atacante. Não marcou neste jogo, mas quatro jogos mais tarde, faria seu primeiro gol como jogador profissional. E foi um gol pra lá de especial, justamente no Majestoso, contra o Corinthians, no empate por 1 a 1. Vale lembrar que naquele mesmo ano de 1973, Chulapa foi emprestado ao Marília, mas voltou ao São Paulo no ano seguinte. E aí em diante, deixou seu nome marcado na história do clube e até hoje ninguém superou Serginho Chulapa na artilharia do Tricolor. Jogou de 1973 a 1982, jogando 401 partidas e marcando 242 gols. Um aprovitamento extraordinário, de 60,35% dos gols. Nesse período, conquistou o Campeonato Paulista de 1975, 1980 e 1981 e o Campeonato Brasileiro de 1977. Aliás, no 1º título brasileiro do São Paulo, contra o Atlético-MG, Serginho foi vice-artilheiro, com 15 gols, cinco a menos que Reinaldo, um dos maiores jogadores do Galo. O São Paulo venceu nos pênaltis e Serginho Chulapa caiu de vez nas graças da torcida.

Confusões e Seleção Brasileira:

A carreira de Serginho Chulapa também foi marcada por muita polêmica. Com um temperamento explosivo, Chulapa colecionou confusões atrás de confusões. Mesmo assim, seus gols eram muitos, que a torcida aclamava sua presença na seleção brasileira. Era nome certo para a Copa de 1978, porém acabou perdendo a chance de jogar quando teve que cumprir um ano de suspensão por agredir um bandeirinha. Isso aconteceu no dia 12 de fevereiro de 1978, em uma partida em Ribeirão Preto, contra o Botafogo, o São Paulo perdia por 1 a 0, quando Serginho empatou, aos 45 do segundo tempo. O árbitro Oscar Scolfaro, entretanto, anulou o gol, seguindo a indicação de impedimento do bandeirinha Vandevaldo Rangel. Serginho ficou inconformado e acabou desferindo um chute no auxiliar. Serginho, no entanto, negou à agressão. Uma página negra na história do jogador, que era nome certo para o Mundial da Argentina. 

Em 1982, foi convocado para a reserva e acabou se tornando titular na Copa, quando Careca se machucou antes da estreia. Fez parte de uma das maiores seleções de todos os tempos. A derrota para a Itália até hoje é sentida por nós, mas Serginho marcou seu nome no hall dos maiores atacantes do nosso futebol. Na Copa da Espanha, Serginho fez dois gols contra a Nova Zelândia e Argentina.

Santos:

No Santos, chegou já experiente, com 29 anos. O atleta se identificou com o clube ao longo de quatro passagens. A partir de 1983, conquistou a artilharia do Campeonato Brasileiro e a artilharia e o gol do título no Campeonato Paulista de 1984 contra o seu maior rival, o Corinthians, por 1 a 0. 

Ao todo, incluindo outras passagens (1983–1984, 1986, 1988 e 1989–1990), marcou 104 gols com a camisa do Santos e, junto com o ponta-esquerda João Paulo e o atacante Neymar, é um dos três maiores goleadores da equipe após a "Era Pelé". Anos mais tarde, criou um vínculo muito forte com o Peixe, na condição de técnico e auxiliar. Daqui a pouco eu falo desta fase importante na carreira de Serginho Chulapa, nosso homenageado de hoje.

Rápida passagem pelo Corinthians:

Vendido ao Corinthians, Serginho chegou junto com outros jogadores consagrados, no início de 1985, e o time ganhou o apelido de "Seleção Corintiana". Mas a experiência não deu certo, e em outubro o atacante já falava que gostaria de voltar ao Santos e que já estava "em ritmo de férias". Isso fez com que o Corinthians buscasse uma maneira de rescindir o contrato com o jogador antes do fim, previsto para janeiro de 1986. Quando voltou à Vila Belmiro, Serginho deu uma declaração que deixou os corintianos revoltados: "Estou de volta, depois de um ano de férias no Corinthians." Mais um episódio polêmico na carreira do atacante. Mas Serginho era assim e seus gols sobressaiam a qualquer ato polêmico.

Outros Clubes e final da carreira como jogador:

Serginho ainda jogaria no Marítimo Funchal (Portugal), no Malatyaspor (Turquia), no Atlético Sorocaba,[9] na Portuguesa Santista e no São Caetano, encerrando a carreira em 1993.

Artilharias de Serginho Chulapa:

Campeonato Paulista: 1975 - 22 gols (São Paulo)

Campeonato Paulista: 1977 - 32 gols (São Paulo)

Campeonato Brasileiro: 1982 - 20 gols (São Paulo)

Campeonato Paulista: 1983 - 22 gols (Santos)

 Campeonato Brasileiro: 1983 - 22 gols (Santos)

Campeonato Paulista: 1984 - 16 gols (Santos)

Carreira de Técnico e Auxiliar:

No Santos, começou como auxiliar técnico, passou rapidamente a técnico e técnico interino no clube, com bons resultados. Todavia, nervoso por uma derrota agrediu um repórter no vestiário, o que praticamente acabou com suas chances de dirigir outros clubes de ponta. Ficou afastado do clube no período em que Emerson Leão foi o treinador (2002-2004), mas retornou após a sua saída, deixando novamente o clube quando o técnico voltou ao clube, em 2008. Assumiu então o comando da Portuguesa Santista, tendo estreado em 2 de março, na vitória sobre o Taquaritinga por 3 a 2.[17] Com a saída de Leão, voltou a ser auxilar técnico e técnico interino em 2009, no Santos. Treinou ainda outros clubes do futebol paulista, como São Caetano e Sãocarlense. Atualmente, tem ainda muita participação nas decisões internas do Santos e é figura emblemática pelos lados de Vila Belmiro, além de ser ovacionado pela torcida peixeira.

Mas uma coisa é certa: independentemente da personalidade forte de Serginho Chulapa, ele tem um coração extraordinário. Sempre muito solícito, tive o prazer de conhece-lo em 2013 e é um cara do bem, muito boa praça e educado. A edição 21 do Imortais do Esporte homenageou um atacante que dificilmente será ultrapassado na artilharia do São Paulo. E olha que tivemos grandes atacantes pós era Serginho, mas nenhum deles alcançou à marca dos 242 gols no Tricolor paulista. Sensacional!

Material de Apoio: Wikipédia

Roteiro e Apresentação: Alexandre Cardillo.

Edição, Sonoplastia e Comentários: Mozart Conceição.


20/06/2016 - Homenagem a Cláudio Taffarel.

O Imortais do Esporte chegou no seu programa de número 10. E o homenageado, foi o ex-goleiro Taffael. Relembramos a história de um dos maiores goleiros que já vestiu à camisa da Seleção Brasileira.

Nascido na cidade de Santa Rosa (Rio Grande do Sul), Taffarel foi reconhecidamente, um dos maiores ídolos do futebol brasileiro. Teve também uma passagem marcante pelo futebol da Turquia. Pela Seleção Brasileira, Taffarel fez 123 jogos. Notabilizou-se por ser um exímio pegador de pênaltis. Um goleiro arrojado e com um reflexo impressionante.

Começou sua carreira no Internacional de Porto Alegre, no ano de 1985. De imediato, tornou-se um dos destaques do clube colorado e ídolo da torcida. No Campeonato Brasileiro de 1986, se destacou e ganhou o Prêmio de destaque da competição, aos 20 anos. Com atuações de encher os olhos, rapidamente teve seu nome na lista da Seleção Brasileira para a Olimpíada de Seul, na Coréia do Sul, em 1988. Lá, seu ápice nos pênaltis foi evidenciado. Na semifinal contra a Alemanha, defendeu três cobranças (um na prorrogação e dois nas penalidades máximas) e foi o responsável direto pela classificação brasileira à final, contra a União Soviética. O Brasil foi vice-campeão, mas Taffarel até hoje é lembrado por este feito. Ele ficou no Inter até 1990 e disputou 24 Gre-Nais.

Em 1990, Taffarel foi convocado para a Copa do Mundo da Itália. Na época, o técnico Sebastião Lazaroni não via outro goleiro à altura e sua titularidade foi incontestável. O Brasil fez uma Copa muito ruim, sendo eliminado nas oitavas de final para a Argentina. Porém, Taffarel ainda seria convocado para mais duas Copas.

Após a Copa de 90, Taffarel seguiu para o futebol italiano, para defender o Parma. Se destacou e conquistou dois títulos expressivos. A Copa da Itália, em 1992 e Recopa Europeia, em 1993. A primeira temporada do goleiro na equipe italiana foi de 1990-1993. Retornou, já no final da carreira, em 2001, permanecendo até 2003.

Copa de 94:

Convocado para a Seleção Brasileira, na disputa da Copa dos Estados Unidos, em 1994, Taffarel chegou um tanto que desacreditado pela torcida, apesar de ter a plena confiança de Carlos Alberto Parreira. Nas eliminatórias para a Copa, Taffarel falhou em um dos gols da Bolívia, na derrota do Brasil por 2 a 0, e La Paz, no ano de 1993. Isso ficou vivo na memória do torcedor. Mas ao longo daquele Mundial mostrou segurança, respaldado por um elenco que mostrou muita vontade, do início ao fim. Notabilizado por defender pênaltis, desde às categorias Sub-20, Taffarel pegou um pênalti na final contra a Itália e sagrou-se Tetracampeão, após ver Roberto Baggio isolar a última cobrança italiana.

Atlético Mineiro:

Em 1995, Taffarel foi comprado pelo Atlético Mineiro, na negociação mais cara de um goleiro, até então. O Galo pagou ao Parma R$ 1,3 milhões de reais para contar com o futebol do jogador. Foi recebido com grande festa pelas ruas de Belo Horizonte. O Atlético organizou uma carreata, com trio elétrico levando o goleiro, durando cerca de três horas. Teve boa atuação no Galo, onde atuou de 1995 a 1998. 

Galatasaray:

Foi contratado pelo Galatasaray, da Turquia. Lá, jogou de 1998 a 2001. Foi campeão da Copa da UEFA, em 2000, sendo este o primeiro título continental do time turco. Fez história ao conquistar quatro títulos neste mesmo ano e a consagração, ao conquistar a Supercopa da Europa, no mês de agosto, após vitória por 2 a 1, contra o Real Madrid, atual campeão da Champions League na época. Taffarel é idolatrado até hoje em Istambul.

Copa de 98:

Novamente convocado, desta vez por Zagalo, Taffarel foi o titular no gol da Copa da França, em 1998. Novamente se destacou na semifinal, contra a Holanda, defendendo duas cobranças, mas indo na bola em todos os lances. Garantiu o placar de 4 a 2 (após empate em 1 a 1), levando o Brasil à mais uma decisão, contra os donos da casa. O Brasil perdeu aquela Copa, mas Taffarel é lembrado até hoje com seus grandes feitos.

Homenagens e seus Prêmios:

A IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol), considera Taffarel como um dos melhores da história. No período entre 1989 e 2013, Taffarel já esteve presente em 13 listas. Quando era jogador, destacou-se por oito vezes entre os dez melhores do mundo. Finalizou sua carreira em 2003, aos 37 anos  e mesmo assim, novamente, segundo a IFFHS, ainda foi considerado o 10º melhor goleiro do mundo, por cinco anos consecutivos (2009,2010,2011,2012 e 2013). Taffarel foi o único goleiro a defender um pênalti em final de Copa do Mundo. Abaixo, seguem os prêmios conquistados:

- Bola de Ouro da Revista Placar, em 1988;

- Bola de Prata da Revista Placar, em 1987 e 1988;

- Terceiro melhor goleiro do mundo pela IFFHS, em 1991 e 1994;

- Quinto melhor goleiro do mundo pela IFFHS, em 1990

- Sétimo melhor goleiro do mundo pela IFFHS, em 1989, 1992, 1998 e 2000;

- Nono melhor goleiro do mundo pela IFFHS, em 1997;

- Terceiro melhor jogador das Américas em 1988, eleito pelo jornal uruguaio El País;

- Terceiro melhor goleiro da Copa do Mundo de 1994;

- Melhor jogador na Final da Copa da UEFA, em 2000;

- Segundo melhor goleiro da América do Sul nos últimos 25 anos, pela IFFHS

- Melhor goleiro brasileiro da história, na votação promovida pelo blog, no site globoesporte.com

O Imortais do Esporte levou ao Internauta os momentos épicos de Taffarel. O décimo programa foi emblemático e remeteram muitos ouvintes aos áureos tempos em que nosso futebol era jogado de forma vibrante e inesquecível.

Roteiro e Apresentação: Alexandre Cardillo.

Edição e Sonoplastia: Mozart Conceição.


25/04/16 – Homenagem a César Maluco

O programa Imortais do Esporte do dia 25/04/16 foi emblemático. Um dos maiores centroavantes do nosso futebol e o segundo maior artilheiro da história do Palmeiras foi o homenageado e participou com nossa equipe, contando seus grandes momentos no futebol. Isso mesmo! Estamos falando de César Maluco. 

O apelido de “Maluco” foi dado pelo saudoso locutor Geraldo José de Almeida, no final da década de 1960. Isso porque César foi um dos primeiros jogadores que comemorava seus gols escalando o alambrado para vibrar com a torcida. Isso surpreendeu o locutor e o apelido ganhou força. Até hoje, o ex-centroavante é conhecido desta forma.

A carreira de César Maluco começou no Flamengo. Rapidamente despontou para o futebol, com seu talento nato e facilidade em marcar gols. Sua personalidade forte e irreverente dividia espaço com seus gols. De imediato, o Palmeiras ficou extasiado com seu futebol e o destino do niteroiense foi escrito na geração da famosa Academia alviverde. Aliás, ele fez parte de duas gerações fantásticas desta Academia, nos anos 60 e 70. Sua chegada no Palmeiras aconteceu no ano de 1966. Caiu nas graças da torcida e no ano seguinte, foi artilheiro da Taça Roberto Gomes Pedrosa (Robertão), com 15 gols. Anos mais tarde, em 2010, a CBF resolveu acumular os títulos envolvendo Roberto Gomes Pedrosa e Campeonato Brasileiro, a partir de 1971. Com isso, o Palmeiras é o maior campeão do nosso futebol, com oito triunfos nacionais. No decorrer de sua magnífica carreira com o manto verde e branco, César Maluco chegou ao ápice de gols no clube, tornando-se o segundo maior artilheiro, com 180 gols oficiais contabilizados. O maior artilheiro é Heitor, que atuou pelo Palestra Itália, no final da década de 1920, anotando 327 gols. Mas se considerarmos Sociedade Esportiva Palmeiras, César Maluco é o maior artilheiro do Verdão. Lembrando aos internautas que o Palmeiras foi fundado no dia 26 de agosto de 1914, como Palestra Itália. Em virtude da Segunda Guerra Mundial, em 1942, o então presidente Getúlio Vargas, outorgou um decreto que baniu o nome de países do eixo (Itália, Estados Unidos e Japão) vinculado às instituições e clubes. Com isso, o Palestra Itália passou a se chamar Sociedade Esportiva Palmeiras.

O nosso homenageado do terceiro programa Imortais do Esporte jogou por exatos oito anos no Palmeiras (de 1966 a 1975), conquistando títulos importantes. Direto da Pizzeria Cézzane, localizada no bairro da Mooca, César Maluco relembrou seu início de carreira no Flamengo, sua passagem histórica e consagrada no Palmeiras, sua frustração de ter sido desligado do clube palestrino da noite para o dia, sendo contratado pelo maior rival, o Corinthians. No Timão, uma passagem discreta. Foi contratado para suprir a ausência de Rivellino, no que diz respeito à idolatria. Mas a identificação de César era enraizada no Palmeiras e isso o impediu de brilhar no alvinegro de Parque São Jorge. Além disso, esteve presente com o irmão Caio, que marcou época no Flamengo e conquistou títulos por praticamente todos os clubes que passou. O programa abriu espaço para Caio, que brevemente contou sua carreira vitoriosa no futebol. Mas em breve, o Imortais do Esporte fará, com exclusividade, um programa dedicado ao irmão de César Maluco. O Imortais do Esporte desta edição contou com a apresentação de Alexandre Cardillo e os comentários de Mozart Conceição. 

O nosso personagem desta edição conquistou inúmeros títulos. Entre eles: Campeão Brasileiro, em 1967 (Taça Roberto Gomes Pedrosa). Campeão da Taça Brasil (1967, 1969, 1972, 1973), Campeão Brasileiro (1972 e 1973), Campeão Paulista (1972, 1974), Campeão da Taça Ramón de Carranza, na Espanha (1969 e 1974). Em sua brilhante carreira, foi vice-campeão da Libertadores, no ano de 1968, com o Palmeiras. 

Abaixo seguem os clubes em que César Maluco jogou:

- Flamengo

- Palmeiras

- Corinthians

- Santos

- Fluminense

- Botafogo (SP)

O programa Imortais do Esporte agradece imensamente a César Maluco. Um grande goleador e jogador. Uma grande pessoa!

Imortais do Esporte, edição de 25/04/16:

Apresentação e Roteiro: Alexandre Cardillo.

Comentários: Mozart Conceição.

Apoio Técnico: Vanessa Máximo


19/09/2016 Homenagem ao craque Renato Gaúcho

A edição de número 20 do Imortais do Esporte relembrou os momentos marcantes da carreira de um dos atacantes mais polêmicos e habilidosos do nosso futebol. Com muita técnica, dribles curtos e explosão física, Renato Gaúcho brilhou em grandes clubes do nosso futebol, principalmente com as cores do Grêmio, ídolo maior da torcida tricolor dos pampas.

Nascido em Guaporé (RS), no dia 9 de setembro de 1962 (acabou de completar 54 anos), Renato Portaluppi, o Renato Gaúcho, começou sua carreira no Esportivo, na linda Bento Gonçalves, localizada na Serra Gaúcha. Aliás, Renato Gaúcho viveu toda sua infância lá. Jogando como um autêntico ponta-direita das antigas, com muita qualidade técnica e velocidade, aliada à explosão nos arranques com a bola dominada, rapidamente despertou o interesse do Grêmio, que via em Renato Gaúcho uma promessa iminente. E não demorou muito para o Tricolor Gaúcho oficializar uma proposta ao atacante. Em 1982, enfim, Renato Gaúcho assina contrato com o Grêmio. No clube que o projetou para o futebol, Renato Gaúcho fez valer às expectativas da diretoria gremista na época e conquistou títulos expressivos e históricos. Em 1983, Renato Gaúcho é fundamental na conquista áurea dos títulos da Libertadores da América, contra o Peñarol, do Uruguai e até então atual campeão das Américas e do Mundial (em 82), (vitória por 2 a 1, no Olímpico, após empate em 1 a 1 em Montevidéu) e Campeão Intercontinental de Clubes, o Mundial de Clubes, na vitória por 2 a 1 sobre o Hamburgo, da Alemanha. O jogo aconteceu no dia 11 de dezembro de 1983. O técnico Valdir Espinoza apostava todas às fichas em Renato Gaúcho e ele foi o cara, não decepcionou. Fez os dois gols gremistas e selou sua condição de grande jogador e ídolo maior da torcida. Festa no Sul do país, festa para o futebol brasileiro. Renato, como era chamado, passou a ser o grande Renato Gaúcho! A atuação do jogador foi premiada ao final da partida, com um carro, cedido pela Toyota, que por muitos e muitos anos, patrocinou o Torneio.

Após o Mundial de Clubes, Renato Gaúcho ainda levaria o Grêmio às conquistas do Bicampeonato Gaúcho, nos anos de 1985 e 1986. Após uma excelente campanha nas Eliminatórias, foi convocado para a Copa do Mundo FIFA de 1986, mas durante os preparativos para a competição foi cortado pelo técnico Telê Santana, por indisciplina, e acabou de fora do grupo que viajou até o México. Esse episódio foi o estopim para uma “guerra” entre o atacante e o treinador. Durante anos, não se falavam e o clima de animosidade era latente. Anos mais tarde, já com Telê Santana debilitado, Renato Gaúcho, já em final de carreira, fez às pazes com o mestre. Essa foi a primeira de muitas polêmicas do atacante.

Flamengo:

No final de 1986, Renato Gaúcho foi sondado pelo Flamengo. O clube da Gávea queria a todo custo, contar com o futebol do camisa 7. Foram longas especulações, até que à contratação se ratificou no ano seguinte, em 1987. No Mengão, Renato Gaúcho fez uma dupla de ataque inesquecível com Bebeto. De imediato, caiu nas graças da massa Rubro-Negra, que tinha no jogador, um dos seus maiores xodós. Foi incontestável à popularidade do ponta-direita com às cores do Flamengo. O jogo que marcou essa popularidade foi contra o Atlético-MG, no Mineirão, que garantiu à classificação para a Final da Copa União daquele ano (Módulo Verde), contra o Internacional. Renato foi eleito o melhor jogador do Brasileirão de 1987, recebendo a Bola de Ouro da revista Placar. Renato Gaúcho acabou sendo negociado no ano seguinte com a Roma (ITA), mas sua passagem pelo calccio foi rápida. Voltou ao Flamengo em 1989 e foi campeão da Copa do Brasil em 1990, jogando ao lado de Bobô e Gaúcho. Um trio que jamais sairá da memória do flamenguista.

Copa de 90, na Itália:

As excelentes atuações de Renato Gaúcho renderam à convocação de Sebastião Lazaroni para à disputa da Copa do Mundo na Itália, em 1990. No entanto, Renato ficou no banco de reservas e jogou apenas o segundo tempo do confronto que eliminou o Brasil, nas oitavas de final, contra a Argentina. Na minha opinião, um erro crasso de Lazaroni não escalar Renato Gaúcho desde o início do Mundial, justamente pelo momento áureo que vivia na carreira. Indignado e com muita personalidade, Renato Gaúcho esbravejou pela falta de oportunidade. E com razão. 

Botafogo e muitas polêmicas:

No ano seguinte, em 1991, Renato Gaúcho muda de clube no Rio de Janeiro. Sai do Flamengo e é contratado pelo Botafogo. O Glorioso desembolsou 450 mil dólares na época. Durante a sua passagem pelo clube de General Severiano, Renato colecionou polêmicas, numa delas, logo após fazer um decepcionante Brasileirão de 1991, e começar muito bem o Campeonato Carioca de 1991, aceitou uma proposta de empréstimo do Grêmio em meio ao torneio, disputado no segundo semestre daquele ano. Após os 3 meses de empréstimo, Renato retornou ao Botafogo em janeiro de 1992, integrando a boa equipe Alvinegra, que fez uma impecável primeira fase e chegou como franca favorita às finais do Brasileirão de 1992. O adversário do Botafogo naquela final foi um velho conhecido, o Flamengo, com craques como Júnior, Djalminha, Marcelinho, Zinho, entre outros, haja vista que "O Glorioso" tinha nomes como Márcio Santos, Carlos Alberto Santos, Carlos Alberto Dias e Valdeir, além dele, Renato Gaúcho, nosso homenageado de hoje. Porém, aquela final foi um dos maiores capítulos envolvendo polêmicas com relação a Renato. No primeiro jogo, o Flamengo venceu por 3 a 0 e no dia seguinte à massacrante vitória Rubro-Negra, Renato Gaúcho apareceu ao churrasco comemorativo ao lado do seu amigo e ex-companheiro de clube, o atacante Gaúcho (na casa do Gaúcho). A repercussão foi imediata nos jornais e emissoras de TVS cariocas no dia seguinte. Isso ocasionou o sumário afastamento de Renato. Na partida de volta, o Botafogo conseguiu um empate com o Flamengo (2 a 2) e, em consequência com desvantagem de três gols, perdeu o título para o rival.

Cruzeiro, Atlético Mineiro e novo retorno ao Flamengo:

Depois de sua saída do Botafogo, Renato foi para o Cruzeiro, onde ajudou o time mineiro nas conquistas do Campeonato Mineiro e da Supercopa Libertadores, ambos em 1992. Ainda em 1992, jogou no rival Atlético e retornou ao Flamengo, onde ainda seria vice-campeão da Supercopa da Libertadores, em 1993, perdendo a final para o São Paulo, de Telê Santana.

Fluminense:

Renato Gaúcho chegou às Laranjeiras em 1995. No Fluminense, virou ídolo. No Campeonato Carioca desse mesmo ano, Fluminense e Flamengo chegaram à última rodada do octogonal final como os únicos com chance de conquista do título. O Fla-Flu decisivo ganhou mais rivalidade ainda. Apesar de terminar o primeiro tempo em vantagem, o tricolor teve jogadores expulsos, o que permitiu a reação e o empate rubro-negro em 2 a 2, resultado que daria o título ao clube da Gávea. Entretanto, faltando quatro minutos para o final da partida, Aílton fez boa jogada e bateu para o gol. A bola escorou na barriga de Renato Gaúcho e tomou a direção do gol. Com o resultado de 3–2, o título ficou com o Fluminense e a jogada, conhecida como o gol de barriga, é um dos gols mais épicos em finais de um campeonato estadual. Um gol Imortal!!! 

Mais tarde, naquele ano, Renato colaborou para a chegada do Fluminense às semifinais do Brasileirão. Porém, em 1996, o Fluminense fez péssima campanha no Campeonato Brasileiro. Nas últimas rodadas, quando o time lutava contra o rebaixamento, Renato transmitiu confiança à torcida declarando publicamente que desfilaria nu caso o Fluminense jogasse na Série B no ano seguinte. Mas as palavras do craque não foram suficientes e, por fim, o Fluminense terminou o campeonato na penúltima posição. Renato não cumpriu a promessa; anos depois, bem-humoradamente, frisou que, de fato, o Fluminense não jogou na Série B em 1997, pois houve uma virada de mesa, referindo-se Caso Ivens Mendes.

Final da carreira como jogador:

Em 1997, Renato voltou a jogar novamente no Flamengo. Em 1999, o Bangu o contratou, na esperança de manter uma escrita: ter sido campeão estadual em anos múltiplos de 33 (havia sido em 1933 e 1966).[4] Todavia, o Alvirrubro ficou em penúltimo, e Renato decidiu aposentar-se ali mesmo para fazer faculdade de Educação Física e iniciar uma carreira de treinador.

Carreira como Técnico:

A primeira experiência de Renato como treinador aconteceu em 1996, quando ainda era jogador do Fluminense. Na luta contra o rebaixamento, o tricolor carioca, por duas vezes, chegou a usar Renato como treinador interino.

Mais tarde, após sua retirada dos gramados, Renato iniciou a carreira de treinador no Madureira. Ficou neste clube por dois anos, ganhando experiência na nova função.

Em setembro de 2002, Renato teve outra oportunidade como técnico, quando voltou a exercer o comando da equipe do Fluminense. Deixou o cargo quase um ano depois, em julho de 2003. Porém, poucos meses depois, entre outubro e dezembro daquele ano, teve nova passagem pelo clube carioca. Depois de sua saída do Fluminense, Renato ficou desempregado durante o ano de 2004.

Em 2005 o Vasco da Gama, clube que Renato nunca chegara a vestir a camisa como jogador, contratou-o como técnico. No Vasco, Renato conseguiu, definitivamente, solidificar sua carreira como treinador. Conseguiu levar sua equipe ao vice-campeonato da Copa do Brasil de 2006 e ao 6º lugar do Brasileirão do mesmo ano, sendo eleito o segundo melhor técnico do Brasil, pela votação da CBF. Depois de não conseguir levar o Vasco às finais do Estadual de 2007, foi demitido e acabou regressando ao Fluminense.

Na nova passagem pelo tricolor carioca, chegou novamente às finais da Copa do Brasil. Após o empate no primeiro jogo por 1–1, realizado no Maracanã, o Fluminense foi até Santa Catarina e derrotou o Figueirense por 1–0. Com isso, a Copa do Brasil de 2007 tornou-se o primeiro título na carreira de Renato como treinador. Com a conquista da Copa do Brasil, o Fluminense garantiu uma vaga para a Copa Libertadores da América de 2008, a primeira oportunidade de Renato disputar esta competição como treinador.

Nessa competição, o Fluminense conseguiu uma classificação contra o São Paulo de Muricy Ramalho, vencendo por 3–1 a equipe paulista e levando o Fluminense a uma inédita semifinal da Libertadores, com um gol do atacante Washington nos acréscimos do segundo tempo, de cabeça, em jogada treinada à exaustão pela equipe. Já nas semifinais, o Fluminense eliminou o poderoso Boca Juniors (empate por 2–2, em La Bombonera, e vitória por 3–1 no Maracanã), classificando o Tricolor para a inédita final, e escrevendo seu nome na história do clube.

Na decisão, foi derrotado pela LDU Quito do Equador, no primeiro jogo, em Quito, por 4–2. Para o jogo de volta, Renato deu declarações provocativas, convocando o torcedor tricolor ao Maracanã e dizendo que, com a vitória, seu time iria "brincar no Brasileiro". De fato o Fluminense reagiu e chegou ao empate (no placar agregado) por 5–5, porém perdeu o título nos pênaltis graças às defesas do goleiro equatoriano José Francisco Cevallos.

Após a derrota do Fluminense para o Ipatinga em Minas Gerais, ambos nas últimas posições do Campeonato Brasileiro, foi demitido na chegada da delegação ao Rio de Janeiro, ainda no Aeroporto Santos Dumont na madrugada de 11 de agosto de 2008.[6]

Em setembro do mesmo ano, acertou o seu retorno ao Vasco da Gama. Sua campanha não foi boa e o Vasco acabou rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Em 20 de julho de 2009, Renato foi contratado como novo treinador do Fluminense. Porém, no dia 1º de setembro de 2009, foi demitido do Fluminense. Para seu lugar foi contratado Cuca, ex-técnico do Flamengo.

Em 13 de dezembro de 2009, foi anunciado como novo treinador do Bahia para a temporada de 2010. Por lá, estava fazendo uma ótima campanha no Campeonato Brasileiro Série B de 2010, tendo deixado o Bahia em sexto lugar. Ficou até 10 de agosto de 2010, quando o Grêmio contratou-o para suceder Silas. Segundo seu empresário, a diretoria e os jogadores do Bahia ficaram chateados e tristes com a saída, mas agradeceram muito sua participação e se conformaram.

Logo que entrou, mudou o esquema tático da equipe, ajudando-a a dar um "salto" da zona de rebaixamento para o quarto lugar na classificação final (que, com a ajuda do Goiás, derrotado na final da Copa Sul-Americana, garantiu uma vaga para a repescagem da Copa Libertadores da América de 2011), com a melhor campanha no returno da competição. Consequentemente, foi um dos indicados ao prêmio de melhor treinador. Em 30 de junho do mesmo ano, pediu demissão do Grêmio, após uma série de maus resultados da equipe no Brasileirão e depois de perder o Campeonato Gaúcho para o Internacional.

A seguir teve rápida passagem pelo Atlético Paranaense, entre 4 de julho e 1º de setembro de 2011, por questões familiares e à derrota na Arena da Baixada por 1–0 para o Atlético-MG.[16] [17]

Após dois anos parado, em 1º de julho de 2013, Renato acertou seu retorno ao Grêmio. Mesmo levando a equipe ao vice campeonato brasileiro de 2013, não teve o seu contrato renovado.

Torna-se treinador do Fluminense, pela quinta vez, em 24 de dezembro de 2013. Após ser eliminado pelas semifinais do Carioca pelo Vasco da Gama e com consequência de resultados negativos na Copa do Brasil, ele foi demitido em 2 de abril de 2014.[19]

E ontem, acertou seu retorno ao Grêmio, sendo sua terceira passagem pelo clube gaúcho. Mais um dos inúmeros desafios na carreira deste gaúcho, acostumado com grandes triunfos e rondado de polêmicas e personalidade marcante.

Prêmios Individuais:

Melhor Jogador da final da Copa Europeia/Sul-Americana: 1983

7º Melhor jogador do Mundo "World Soccer": 1984

9º Maior jogador Sul-americano do ano pelo jornal El Mundo: 1985

Bola de Ouro da Revista Placar: 1987

Bola de Ouro da Revista Placar: 1987

Títulos conquistados como jogador:

Jogando pelo Grêmio:

Copa Libertadores da América: 1983

Copa Intercontinental: 1983

Campeonato Gaúcho: 1985 e 1986

Jogando pelo Flamengo:

Copa União: 1987 (Módulo Verde)

Taça Guanabara: 1988

Copa do Brasil: 1990

Jogando pelo Cruzeiro:

Supercopa Libertadores: 1992

Campeonato Mineiro: 1992

Jogando pelo Fluminense:

Campeonato Carioca: 1995

Pela Seleção Brasileira:

Copa América: 1989

Títulos conquistados como técnico:

Pelo Fluminense:

Copa do Brasil: 2007

Vale ressaltar o grande trabalho desempenhado na campanha do vice-campeonato da Libertadores, em 2008.

Pelo Grêmio:

Taça Piratini: 2011

Material de Apoio: Wikipédia

Roteiro e Apresentação: Alexandre Cardillo.

Sonoplastia, Edição e Comentários: Mozart Conceição.


11/08/2016 - Homenagem a Evair

O Imortais do Esporte relembrou os momentos marcantes da carreira de um dos maiores ídolos do Palmeiras. Ele está entre os dez maiores artilheiros da história do clube. Estou falando de um dos maiores atacantes do nosso futebol. Evair.

Nascido no distrito de Crisólia, em Ouro Fino (MG), no dia 21 de fevereiro de 1965, Evair era de uma família muito humilde. Já apaixonado por futebol desde pequeno, era torcedor fanático do Cruzeiro. No início da adolescência, Evair buscava incessantemente realizar o sonho de menino: ser um notável jogador de futebol. 

Em 1979, com apenas 14 anos, vem para São Paulo realizar testes no São Paulo Futebol Clube. Não é aprovado e volta para sua cidade natal. No ano seguinte, insiste no sonho e novamente tenta uma oportunidade. Desta vez, no Guarani, de Campinas. Incentivado pelo seu pai, Evair se encorajou, deixou o desânimo de lado e o prêmio veio com muito suor. Foi aprovado no Bugre e passou a morar no alojamento do clube alviverde. Nesse período, conheceu João Paulo, formando uma bela dupla de ataque. Sua estreia entre os profissionais aconteceu em 1984, promovido pelo então treinador, Lori Sandri. No começo, Evair atuava mais centralizado em campo. Com Lori Sandri, o jovem jogador passou a jogar no ataque. Sua estreia como profissional aconteceu contra a Internacional de Limeira, num jogo válido por um torneio amistoso, a Copa Rayovac. Após dois anos como profissional e jogando na nova posição, a sua carreira começou a subir. Durante o Campeonato Brasileiro de 1986 o jogador disputou o título de artilheiro da competição com Careca, perdendo no fim, pela diferença de um gol. Evair acabou sendo vice-campeão Brasileiro com o time, perdendo para o São Paulo, na grande decisão, disputada no início de 1987. No início deste ano, foi convocado para a Seleção Brasileira que ganhou os Jogos Pan-americanos de 1987. Em 1988 terminou o Campeonato Paulista como artilheiro (19 gols). Novamente ficaria com um vice-campeonato, vencido pelo Corinthians, no inesqucível go de carrinho, feito pelo então jovem atacante, Viola.

Itália:

Evair transferiu-se para a Itália para defender a Atalanta. Evair chegou ao clube nerazzurro em 1988, justamente após o acesso à Série A. A diretoria não poupou esforços para reforçar o time, que já contava com Stromberg, outro grande ídolo da torcida. Em 1989 fez grande dupla de ataque com o argentino Claudio Caniggia . Marcou 25 gols em 76 partidas, alem de muitas assistências a Caniggia. O jogador ficou por três anos até regressar ao Brasil, contratado pelo Palmeiras em 1991. Até hoje está no hall da fama do clube italiano. Recentemente, no ano de 2008, foi convidado para a festa de 100 anos do clube italiano.

Palmeiras, uma relação de idolatria e amor eterno ao “matador”:

Foi no Verdão de Palestra Itália que Evair se consagrou no futebol. Um atacante que é e sempre será lembrado com saudade pela torcida palestrina. Mas o começo de Evair com a camisa do Palmeiras não foi nada fácil. Chegou ao clube em 1991 e, no ano seguinte, acabou sendo afastado pelo técnico Nelsinho Baptista, por “deficiência técnica”. Mas Evair deu a volta por cima e mostrou a todos seu faro apurado de gols. Com a chegada do técnico Otacílio Gonçalves (o Chapinha), ainda em 1992, Evair volta a ser titular do time. Fez belos gols no Brasileirão daquele ano, foi vice-campeão paulista e já atuava ao lado de outros grandes nomes do futebol brasileiro, como César Sampaio e Zinho. 

Em 1993, Evair foi um dos principais jogadores da histórica conquista do Campeonato Paulista, que o clube não vencia há 16 anos. Na finalíssima da competição, disputada contra o Corinthians, marcou dois dos gols da vitória por 4 a 0 sobre o maior rival alviverde, sendo o último, o do título, por meio de cobrança de pênalti. Uma final conturbada, com expulsões de Tonhão e Ronaldo Giovanelli e título conquistado na prorrogração. O Palmeiras tinha uma verdadeira “seleção” em campo e Evair era o comandante, o grande “matador”, como era chamado pela torcida palmeirense. Ainda no mesmo ano, Evair foi campeão do Torneio Rio-São Paulo e do Campeonato Brasileiro, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo. Em 1994, conquistou mais um título paulista e outro brasileiro.

As boas atuações pelo Palmeiras fizeram com que o jogador voltasse a ser convocado para a Seleção, participando da disputa da Copa América de 1993 e dos jogos eliminatórios para a Copa do Mundo de 1994, porém ele não constou na lista final de jogadores convocados para a Copa do Mundo, tamanha à concorrência na posição. Vejam só, queridos ouvintes, como o futebol brasileiro. Hoje, vivemos um ostracismo de grandes jogadores. Triste, mas é a realidade. 

Rápida passagem pelo futebol japonês e retorno ao Brasil:

Ainda no final de 1994, Evair deixou o Brasil para jogar pelo Yokohama Flugels do Japão, por dois anos. O futebol no Japão ainda estava evoluindo e em 1997 o jogador decidiu que seria melhor voltar ao Brasil. Aceitou a proposta do Atlético Mineiro e regressou ao país para a disputa do Campeonato Mineiro. No segundo semestre desse ano ele trocou o clube mineiro por um carioca, o Vasco da Gama. A passagem também foi curta como no Atlético Mineiro, mas Evair, que voltou a formar dupla de ataque com Edmundo, repetindo o bom entrosamento da época de Palmeiras, teve a oportunidade de conquistar o seu terceiro Campeonato Brasileiro. Em 1998 voltou a São Paulo, agora para defender a Portuguesa. Foi desclassificado na seminfinal do Paulistão para o Corinthians, com um pênalti muito mal assinalado pelo árbitro argentino Javier Castrilli, na semifinal. Evair simplesmente ficou indignado e “disparou” contra o árbitro. E com razão. O São Paulo ficou com o título.

Conquista da Libertadores com o Palmeiras, em 1999:

Após um ano na Portuguesa, o jogador recebeu uma proposta do Palmeiras e voltou ao clube paulista, onde conquistou a Taça Libertadores da América de 1999, escrevendo mais uma vez o seu nome na história do clube ao marcar um dos gols da final. No Palmeiras fez um total de 245 jogos e nestes marcou 127 gols, obtendo assim a excelente média de 0,52 gol por jogo. É até hoje reverenciado como um dos melhores (senão o melhor) "camisa 9" que já jogou pelo clube.

São Paulo, Goiás e Coritiba:

No início de 2000, Evair teve então a oportunidade de defender o clube que o rejeitou quando ainda era jovem, o São Paulo. Pelo tricolor paulista, apesar das poucas oportunidades, foi campeão paulista deste ano e em julho, foi dispensado, transferindo-se para o Goiás.

Em 2001, com 36 anos e ainda em condições para contribuir, Evair foi contratado pelo Coritiba. Permaneceu no clube por pouco menos de um ano até ser dispensado pelo clube. Ele ficou dois meses sem clube, até voltar para o Goiás para mais um ano.

O fim da carreira como jogador:

No ano de 2003 transferiu-se para o Figueirense.[5] Foi nesse clube que Evair atingiu a marca de 100 gols em jogos válidos pelo Campeonato Brasileiros. Porém, o jogador não chegou a cumprir todo o período de contrato, tendo rescindido a sua ligação com o clube catarinense em Agosto. Evair sentiu que não poderia render o que esperavam dele e decidiu antecipar o fim da carreira, aproveitando também para se dedicar no tratamento de saúde do seu pai.

Artilharias de “El Matador”:

Campeonato Paulista de 1988 - 28 gols, jogando com a camisa do Guarani.

Campeonato Paulista de 1994 - 23 gols, pelo Palmeiras.

Títulos conquistados:

Palmeiras:

Campeonato Paulista: 1993 e 1994

Campeonato Brasileiro: 1993 e 1994

Torneio Rio-São Paulo: 1993

Taça Libertadores: 1999

Vasco da Gama:

Campeonato Brasileiro: 1997

Troféu Bortolotti (Itália): 1997

São Paulo Futebol Clube:

Campeonato Paulista: 2000

Carreira como técnico:

Quatro meses após encerrar a carreira como jogador Evair teve a oportunidade de iniciar a carreira de treinador ao receber uma proposta do Vila Nova de Goiás. No dia 8 de Fevereiro de 2004 ele fez a sua primeira partida como no comando do time, ganhando de 1 a 0 da Anapolina.

O seu início foi bom, terminando a primeira fase do Campeonato Goiano em 1º lugar e mais tarde garantindo uma vaga na final. Porém, após ganhar o primeiro jogo por 2 a 1, o Vila Nova perdeu o título ao ser derrotado por 3 a 0 para o CRAC.

Apesar da derrota Evair foi mantido no comando do time para a disputado da 2ª divisão do Campeonato Brasileiro. Mas após um início prometedor onde chegou a estar na liderança, o Vila Nova caiu de produção e Evair foi demitido. Sob o seu comando o Vila Nova disputou no total 33 jogos (14 vitórias - 9 empates - 10 derrotas). Entretanto, Evair manteve uma relação com o clube, chegando a trabalhar como olheiro na Copa São Paulo de Juniores.

Após trabalhar como olheiro, Evair passou um grande período preparando melhor a sua carreira de treinador, até que em 2007 acertou a sua ida para a Ponte Preta para exercer a função de auxiliar-técnico e coordenador das categorias de base, apesar dos protestos dos torcedores do clube que alegaram uma forte ligação com o maior rival, o Guarani. Em 2008 foi contratado pelo Anápolis para a disputa do Campeonato Goiano, e novamente mostrou que é um grande treinador levando o time as semifinais do campeonato estadual, no qual quase conseguiu surpreender o Goiás.

Em 2009 comandou outro time que iria disputar o Campeonato Goiano, desta vez o CRAC, onde também desempenhou um ótimo trabalho, chegando novamente as semifinais do torneio, onde de novo foi eliminado pelo Goiás, desta vez com 2 derrotas.

No ano de 2010 recebeu outra oferta do futebol goiano, e comandou o Itumbiara na disputa da campeonato estadual, entregando o cargo após algumas derrotas. 

Evair é um dos nomes mais expressivos do nosso futebol, quando o assunto é falar de atacantes. Uma das maiores especialidades de Evair é nas cobranças de pênaltis. Com muita frieza, Evair não olhava para a bola. Trotando e olhando para o goleiro, deslocava os arqueiros com muita facilidade. Esperava o deslocamento deles e não dava nenhuma chance de defesa. Evair é o sétimo maior artilheiro da história do Palmeiras, com 127 gols.

Material de apoio: Wikipédia

Roteiro e Apresentação: Alexandre Cardillo.

Sonoplastia, Produção e Comentários: Mozart Conceição.


18/07/2016 Homenagem a Cafú

A edição do Imortais do Esporte do dia 18 de julho relembrou os momentos de Cafu. O ex-jogador está marcado na história do futebol, por ser o único atleta presente em três finais consecutivas de Copa. 

Com uma carreira notável, Cafu se destacou na lateral-direita, apesar de ter começado como atacante, no final da década de 1980. Com muito vigor físico, Cafu passou a se destacar e ganhar rápida titularidade. No São Paulo, foi promovido na era Telê Santana e fez parte de um dos times mais espetaculares do Tricolor paulista. Conquistou uma série de títulos importantes, dentre eles, a Copa Libertadores da América, nos anos de 1992 e 1993, bem como o Torneio Intercontinental de Clubes (formato antigo do atual Mundial de Clubes), nos mesmos anos, respectivamente. No futebol brasileiro, foi protagonista de uma das maiores negociações na época, junto ao Palmeiras, em 1995. Vale lembrar que Cafu pertencia à Parmalat, empresa pioneira no chamado “futebol-empresa”. O Verdão já era uma potência, com os investimentos da empresa em questão e Cafu foi contratado para jogar no time alviverde, após rápida passagem pelo Juventude, de Caxias do Sul. O time da Serra Gaúcha também era patrocinado pela Parmalat. Cafu conquistou o Paulistão de 1996 com o Palmeiras, no famoso ataque dos 102 gols. Um time que está marcado até hoje na memória do torcedor palmeirense. Sua liderança em campo e atitude renderam a convocação à seleção brasileira. 

Com a camisa canarinho, Cafu fez história e marcou gerações. Durante toda a campanha, na Copa de 1994, nos Estados Unidos, ele ficou no banco de reservas. O titular era Jorginho. Mas o atual técnico do Vasco da Gama se machucou na final contra a Itália, aos 22 minutos do primeiro tempo e Cafu teve, enfim, sua oportunidade no jogo mais importante daquele mundial. Entrou em campo com personalidade e fez o torcedor ter confiança no seu futebol. Ajudou o Brasil a conquistar o Tetracampeonato e não saiu mais. Durante muito tempo, sua titularidade não ficou ameaçada. Disputou as Copas de 1998, na França e 2002, na Coréia e Japão, sendo o capitão em ambas. Levantou à Taça mais cobiçada do planeta bola, em 2002 e sagrou-se bicampeão mundial com a seleção. Entrou para a história como o jogador a disputar três finais seguidas de Copa do Mundo e foi reverenciado por muitos outros jogadores, que admiravam seu estilo de jogo. Ao todo, Cafu fez 149 jogos pelo Brasil, marcando cinco gols.

Na Europa, Cafu também ganhou muito destaque, com as camisas da Real Zaragoza, da Espanha e da Roma e Milan, da Itália. Na Roma, virou ídolo, assim como Paulo Roberto Falcão, o “Rei de Roma”. Lá, Cafu conquistou o scudetto em 2001 e ficou conhecido pelo apelido de Il Pendolino (o trem expresso), em virtude de sua força física, admirável no país da bota. Se transferiu para o Milan, conquistando títulos de expressão, entre eles, o Campeonato Italiano de 2004 e a Liga dos Campeões da UEFA, em 2007.

Abaixo, seguem os grandes prêmios e conquistas de Cafu:

Bola de Prata (Placar): 1992, 1993

Seleção do Campeonato Brasileiro (Placar): 1992 e 1993

Jogador Sul-Americano do Ano (El País): 1994

Melhor lateral-direito das Américas (El País): 1992, 1993, 1994 e 1995

Seleção das Américas (El País): 1992, 1993, 1994 e 1995

Melhor lateral-direito da Europa (UEFA): 2004 e 2005

Seleção da Europa (UEFA): 2004 e 2005

Melhor lateral-direito do Mundo (FIFA): 2005

Seleção do Mundo (FIFA): 2005

Títulos pelos Cubes que jogou:

Com a camisa do São Paulo, Cafu conquistou o Campeonato Paulista: 1989, 1991, 1992, o Campeonato Brasileiro de 1991, a Copa Libertadores da América, em 1992 e 1993, a Copa Intercontinental de Clubes, em 1992 e 1993, a Recopa Sul-Americana, em 1993 e 1994 e a Supercopa da Libertadores, no ano de 1993.

Com a camisa do time espanhol do Real Zaragoza, conquistou a Recopa Europeia, em 1995. 

Pelo Palmeiras, o Campeonato Paulista de 1996.

Na Roma, o Campeonato Italiano e a Supercopa da Itália com a Roma, em 2001.

Pelo Milan, a Supercopa Européia: 2003 e 2007, o Campeonato Italiano: 2003-04, a Supercopa da Itália: 2004, a Copa do Mundo de Clubes da FIFA: 2007 e o Trofeo Luigi Berlusconi: 2005, 2006, 2007 e 2008.

A décima segunda edição do Imortais do Esporte reviveu ao ouvinte Internauta os grandes momentos da carreira extraordinária e vitoriosa de Marcos Evangelista de Morais, o grande Cafu. Uma das figuras mais sérias e profissionais do esporte nacional e mundial. Respeitado por todos os profissionais do meio futebolístico, Cafu ajuda muitos garotos na inclusão social, com a Fundação Cafu, criada por ele mesmo. Um papel fundamental na inserção de jovens na comunidade do Jardim Irene (bairro onde Cafu nasceu) e também em bairros vizinhos. Um verdadeiro golaço!

Programa Imortais do Esporte, edição de 18/07/16:

Roteiro e Apresentação: Alexandre Cardillo.

Sonoplastia e Produção: Mozart Conceição.


13/06/2016 - Homenagem a Hortência.

A homenagem da nona edição do Imortais do Esporte foi para a “Rainha” Hortência. Relembramos os grandes momentos de uma das atletas mais dedicadas e espetaculares do nosso esporte. O ouvinte internauta com toda certeza se emocionou com os grandes feitos da ex-jogadora, ícone do Basquetebol nacional. 

Nascida na cidade de Potirendaba (interior de São Paulo), no dia 23 de setembro de 1959, Hortência Marcari encantou os olhares de quem admira Basquetebol e esportes, no geral. Uma das maiores jogadoras de Basquete de todos os tempos. Hortência é a maior pontuadora da história da seleção brasileira, com 3.160 pontos, marcados em 127 partidas (média de 24,9 pontos por partida). Disputou cinco mundiais, um a menos que sua companheira de seleção, “Magic” Paula. Aliás, é impossível falarmos de Hortência, sem lembrar de Paula e vice-versa. As duas protagonizaram uma das duplas mais marcantes do esporte nacional e mundial.

Jogando pela seleção, Hortência atingiu marcas impressionantes. Foi incentivadora do esporte para muitas outras atletas que, no futuro, vestiram o manto verde e amarelo ao lado da “Rainha”. Abaixo seguem os feitos de Hortência no Brasil:

- Vice-campeã norte-americana (Peru, 1977).

- Campeã sul-americana na Bolívia, em 1978, no Brasil, em 1986 e no Chile, em 1989.

- Quarto lugar nos Jogos Pan-Americanos de San Juan, em Porto Rico, no ano de 1979.

- Décimo quinto lugar no Pré-Olímpico de Varna, na Bulgária, em 1980.

- Medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Caracas, na Venezuela, em 1983.

- Quinto lugar no mundial do Brasil, em 1983.

- Décimo quinto lugar no Pré-Olímpico de Havana, em Cuba, em 1984.

- Décimo primeiro lugar no Mundial da União Soviética, em 1986.

- Medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, nos Estados Unidos, em 1987.

- Décimo lugar no Pré-Olímpico da Malásia e Singapura, em 1988.

- Vice-campeã da Copa América (Brasil – 1989 e 1993).

- Décimo lugar no Mundial da Malásia, em 1990.

- Medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Havana, em Cuba, no ano de 1991. Esta conquista foi especial. Na entrega do ouro, Fidel Castro fez às honras, emocionando Hortência e às demais jogadoras. Um momento que jamais sairá da memória do esporte nacional. 

- Medalha de bronze no Pré-Olímpico de Vigo, na Espanha, em 1992

-  Sétimo lugar nos Jogos Olímpicos de Barcelona, na Espanha, em 1992.

- Campeã Mundial da Austrália, em 1994.

- Medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta, nos Estados Unidos, em 1996.

Com passagens reverenciadas na seleção brasileira, Hortência simplesmente era um verdadeiro exemplo para todas as demais. Inclusive às mais experientes se inspiravam nela. 

O grande poder de concentração presente no semblante e na famosa suspirada ao fazer um arremesso de lance livre, marcou Hortência. O comentarista Mozart Conceição relembrou essa peculiaridade inesquecível, no decorrer do programa.

A “Rainha” brilhou pelos clubes nos quais defendeu. Abaixo seguem às principais conquistas:

- Campeã paulista em oito oportunidades, nos anos de 1982, 1983, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991 e 1993.

- Conquistou sete títulos na Taça Brasil, nos anos de 1884, 1987, 1989, 1991, 1992, 1994 e 1995.

- Triunfou com quatro títulos no Sul-Americano de Clubes, nos anos de 1983, 1984, 1993 e 1996.

- Tricampeã Mundial Interclubes, em 1991, 1993 e 1995.

Clubes que jogou:

- São Caetano Esporte Clube (SP).

- Associação Prudentina de Esportes Atléticos, de Presidente Prudente (SP).

- Clube Atlético Minercal, de Sorocaba (SP).

- Clube Atlético Constecca-Sedox, de Sorocaba (SP).

- Leite Moça-Atlético Sorocaba, de Sorocaba (SP).

- Associação Atlética Ponte Preta, de Campinas (SP).

- ADC Seara, de São Paulo.

- Higienópolis Catanduva (SP).

- Fluminense Football Club (RJ).

Homenagens:

Uma das maiores homenagens que Hortência recebeu foi o convite para fazer parte do Hall da fama do Basquetebol feminino, nos Estados Unidos, em 2002. Além dessa expressiva e merecida homenagem, a “Rainha” também ganhou reverência com outra extraordinária homenagem, no Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, em 2005. No ano de 2009, foi empossada diretora da Seleção Brasileira de Basquetebol Feminino, pelo então presidente da Confederação Brasileira de Basketball, Carlos Nunes.

O Imortais do Esporte homenageou um símbolo de garra, profissionalismo e conduta. Uma atleta, na acepção da palavra. E claro, uma pessoa extraordinária.

Imortais do Esporte, edição de 13 de junho de 2016:

- Roteiro e Apresentação: Alexandre Cardillo.

- Sonoplastia, Edição e Comentários: Mozart Conceição.





09/05/2016 Homenagem a Ayrton Senna da Silva

O programa Imortais do Esporte do dia 09/05/16 foi emocionante. Um dos heróis do nosso esporte teve sua história contada e revivida, com riqueza de detalhes. A trajetória esplendorosa e vitoriosa de Ayrton Senna da Silva foi remetida aos ouvintes, como se estivéssemos voltando no túnel do tempo.

Adentramos o mês de maio e com ele às lembranças de Senna vivas em nossas memórias. Há exatos 22 anos, o piloto nos deixava. A tristeza da perda do maior ídolo do nosso automobilismo até hoje enche nossos olhos de lágrimas. Mas aqui no Imortais do Esporte, Ayrton Senna da Silva é e sempre será um Imortal, na acepção da palavra. Um mito, uma lenda, um exemplo de profissional, uma pessoa memorável!

A carreira de Senna na Fórmula 1 teve seu início no ano de 1984, correndo pela equipe Toleman-Hart. Mas os caminhos das vitórias começaram a despontar no ano seguinte. Transferindo-se para a equipe Lotus, o brasileiro travou grandes duelos. Aliás, Nelson Piquet, outra lenda das pistas, viu seu compatriota dividir os holofotes das vitórias. E a primeira delas aconteceu no GP de Portugal. O ano de 1985 foi um divisor de águas para o esporte em nosso país. Muito habilidoso em asfalto molhado, Senna tornou-se um dos pilotos reverenciados quando o assunto era dirigir na chuva. Nesta sua primeira vitória, às condições climáticas não favoreciam e Senna apostou no arrojo e na coragem para elevar o nome do Brasil no lugar mais alto do pódio. Festa na chuva, festa no Brasil inteiro. Com tamanha destreza, Senna ainda ganharia mais cinco corridas naquela temporada, despertando o interesse das equipes de ponta do circo da Fórmula 1. E, em 1988, Senna é contratado pela McLaren-Honda. Lá, viveria anos de glórias. Seu desempenho foi simplesmente arrebatador, deixando para trás nomes de peso, como Alain Prost e Nigel Mansell. Com isso, Senna foi soberano e conquistou seu primeiro título mundial, para delírio de nossa nação. As manhãs de domingo eram embaladas pelo tema da vitória (música que é tocada até hoje para as grandes conquistas do esporte). 

O bicampeonato de Senna veio em 1990, após grande rivalidade com o francês e companheiro de equipe, Alain Prost. Grandes duelos eram travados nas pistas. Um verdadeiro clássico do automobilismo. 

Em 1991, o tricampeonato mundial, em um ano marcado pelo GP de Interlagos, no qual Senna manteve a liderança, conduzindo seu carro, com apenas uma marcha. Vitória épica que levou o piloto à exaustão. O autódromo, em São Paulo, viveu um dia iluminado. E novamente na chuva, Senna deu show e conduziu com sofrimento e maestria sua McLaren. 

No ano de 1993, um vice-campeonato. Vale ressaltar que Senna deu show no GP da Europa deste mesmo ano, novamente na chuva. No final da temporada, a sondagem da equipe Williams, confirmada no ano seguinte, com a transferência do piloto à referida escuderia.

O ano de 1994 infelizmente interrompeu à carreira do nosso herói do esporte. Fez apenas três corridas, sendo derrotado no Brasil, inclusive. O novato Michael Schumacher já começava a se tornar a nova realidade do automobilismo alemão e mundial, vencendo Senna no GP de Interlagos. E no dia primeiro de maio, a fatalidade do acidente na curva Tamburello, em Ímola, no GP de San Marino. A barra de direção estava quebrada e Senna chocou-se violentamente no concreto. A morte foi confirmada. O Brasil chorou. O mundo se calou. Aos 34 anos, o maior exemplo de atleta e pessoa nos deixava. 

O papel fundamental de Ayrton Senna da Silva foi o legado que sua conduta deixou e o exemplo máximo de profissionalismo. Abriu espaço para muitos jovens se apaixonarem ainda mais pelo automobilismo. Seu instituto é referência. A emoção de dedicar o programa a Ayrton Senna é única. Simplesmente inenarrável!

Abaixo seguem as conquistas de Ayrton Senna, antes de ingressar na Fórmula 1:

- 1973 – Primeira corrida de Kart, ocorrida no dia primeiro de julho, no autódromo de Interlagos, em São Paulo.

- 1978 – Campeão Sul-Americano de Kart

- 1978 – Campeão Brasileiro de Kart

- 1978 – Mundial de Kart em Le Mans, na França, ficando em sexto lugar

- 1979 – Campeão Brasileiro de Kart

- 1979 – Mundial de Kart em Estoril (Portugal), ficando em segundo lugar

- 1980 – Campeão Brasileiro de Kart

- 1980 – Mundial de Kart em Niveles, na Bélgica, ficando em segundo lugar

- 1981 – Campeão Brasileiro de Kart

- No ano de 1981, disputou a Fórmula Ford 1600, pela Equipe Van Diemen, conquistando dois campeonatos (PO Ferries e Townsend Thoresen . 

- No ano 1982, Fórmula Ford 2000, pela Equipe Rushen Green Racing, conquistando dois campeonatos (Campeonato Inglês Pace British FF 2000 e Campeonato Europeu 2000).

- No ano de 1983, na Fórmula 3, pela Equipe West Surrey Racing (exceto em Macau, quando Senna pilotou a Marlboro/Tedy Yip), conquistou o Campeonato Inglês. 

Programa Imortais do Esporte – edição do dia 09/05/16:

Apresentação e Roteiro: Alexandre Cardillo.

Sonoplastia e Edição: Mozart Conceição

Comentários: Daniel Almeida

 

 


06/06/2016 - Homenagem a Telê Santana

A edição do oitavo Imortais do Esporte emocionou o ouvinte internauta. Relembramos os momentos de um dos técnicos mais emblemáticos do nosso futebol. Com grande notoriedade e respeito entre ex-jogadores e jornalistas, Telê Santana foi o homenageado. Um grande profissional e uma excelente pessoa. Um verdadeiro “pai” para muitos atletas da época. Sem sombra de dúvidas, uma das figuras mais corretas nos meandros do futebol.

Nascido na cidade de Itabirito (MG), no dia 26 de julho de 1931, Telê Santana foi um dos mais importantes jogadores e treinadores do nosso futebol. Em uma pesquisa realizada pela Revista Placar, nos anos 90, foi eleito por jornalistas, jogadores e ex-atletas, como o maior treinador da história da Seleção Brasileira, mesmo sem conquistar às Copas de 1982, na Espanha e 1986, no México. Isso também rendeu a Telê à fama de “pé-frio”. Porém, tal fama foi rechaçada anos mais tarde com grandes conquistas no Tricolor paulista. Uma votação que é justa até hoje, por tudo que Telê Santana fez para o futebol e pela postura ofensiva na qual ele primava, seja em clubes, seja na seleção.

Começou sua carreira de jogador no Itabirense Esporte Clube, cuja sede situava-se próxima à sua casa. Depois, transferiu-se para o América de São João del-Rei, seguindo para o Rio de Janeiro, onde faria história no Fluminense. O nome de Telê Santana está cravado na memória do clube. Ele é um dos maiores ídolos do Tricolor das Laranjeiras. Seu primeiro título aconteceu em 1949, com a equipe juvenil. Repetiu o feito no ano seguinte. Foi promovido aos profissionais do Fluminense em 1951. Vale destacar que Telê Santana foi um dos primeiros pontas no futebol brasileiro (ponta-direita), a voltar para marcar no meio de campo. Com o manto Tricolor, Telê fez 557 partidas, marcando 165 gols. É o terceiro maior artilheiro da história do clube e o terceiro jogador que mais vezes atuou com às cores do time carioca. Conquistou os títulos dos Campeonatos Carioca de 1951 e 1959, o Torneio Rio-São Paulo, em 1957 e 1960 e a Copa Rio de 1952 (formato do atual Mundial de Clubes), fazendo o gol da vitória contra o Corinthians. O Fluminense venceu por 1 a 0. 

Por ter um corpo franzino, Telê Santana ganhou o apelido de “Fio de Esperança”, pelo jornalista Mário Filho (o Maracanã leva o seu nome). Depois de anos no Fluminense, Telê Santana se transferiu para o Guarani, de Campinas. O então presidente do Bugre, Jaime Silva era carioca e torcedor fanático do Fluminense. Isso foi o canal facilitador para à transferência.

No final de sua carreira como jogador, Telê Santana defendeu o Madureira (RJ) e ficou marcado por um gol que fez contra o Fluminense, na derrota por 5 a 1. Ele fez o único gol do Madureira e chorou de tristeza, tamanha paixão pelo Tricolor carioca.

Após o final da carreira como atleta, Telê ingressou na carreira de treinador, no ano de 1968, nos juvenis (hoje juniores) do Fluminense. Sagrou-se campeão carioca. Em 1969, foi promovido como técnico do time profissional, tornando-se campeão neste ano e formando à base do time na conquista do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, em 1970. No entanto, Telê saiu do Fluminense no final de 1970 e foi comandar o Atlético Mineiro. Aliás, até hoje Telê Santana não foi ultrapassado por nenhum outro técnico que comandou o Galo mineiro. Foram 434 jogos oficiais à frente do Atlético e Telê Santana também é reverenciado por lá. No Atlético, conquistou o único Título nacional até os dias atuais. Em 1971, sagrou-se Campeão Brasileiro, logo na primeira edição levando este nome. Ficou até o final de 1972. Em 1973, sua primeira passagem pelo São Paulo. Porém, foi afastado do clube, após entrar em conflito com Paraná e Toninho Guerriero, ídolos da época. É importante mencionar que Telê Santana tinha muita personalidade e gostava das coisas às claras. Mas sabia reconhecer o esforço de um companheiro profissional. Era considerado um verdadeiro “paizão” dos atletas. Contudo, não aceitava de jeito nenhum, qualquer ato de insubordinação. Retornou ao Atlético Mineiro em 1975. No primeiro semestre de 1976 assumiu o Botafogo (RJ), mas acabou saindo precocemente, por não atingir os resultados esperados. Ainda em 1976, foi para Porto Alegre, dirigir o Grêmio. No Tricolor dos Pampas, conquistou o Campeonato Gaúcho daquele ano, quebrando uma série de oito anos consecutivos de domínio do Internacional. Com este feito, Telê Santana ganhou um carinho especial do torcedor gremista. Em 1979, foi contratado pelo Palmeiras, substituindo o lendário treinador argentino, Filpo Nuñez. O trabalho de Telê à frente do Verdão foi muito bom, com destaque para uma goleada histórica contra o Flamengo de Zico, em pleno Maracanã, por 5 a 1, no Brasileirão daquele ano. Mesmo sem conquistar títulos no alviverde, foi muito bem quisto pelos dirigentes da época e pela torcida. Ficou lá até fevereiro de 1980, quando foi convidado para comandar a Seleção Brasileira.

Seleção Brasileira:

Com um trabalho vistoso nos clubes que passara, Telê Santana foi recompensado. O então presidente da CBF, Giulite Coutinho, anunciou Telê como o novo técnico do Brasil oficialmente no dia 12 de fevereiro de 1980. A partir daí, fez um trabalho extraordinário e montou uma seleção histórica, a seleção de 1982. Implantou uma forma de jogo que encantou a todos, seja torcedor, seja profissional do futebol. Até hoje é lembrada como uma das maiores seleções de todos os tempos. O Brasil não levou aquele Copa (eliminado para a Itália), mas o trabalho de Telê Santana foi serviu de inspiração tática para muitos técnicos no futuro. Em 1983 foi contratado pelo Al-Ahli, da Arábia Saudita. Marinho Perez e Moraci Sant´anna integraram à comissão técnica, ao lado do estupendo Telê Santana. Em novembro de 1884, Telê confirmou que foi novamente procurado pela CBF para voltar à seleção. No entanto, o clube saudita não liberou o treinador. Mas o assédio da cúpula mandatária do nosso futebol foi tanta, que Telê Santana não teve como dizer não. Telê rescindiu contrato com o clube da Arábia Saudita e retornou ao comando da Seleção Brasileira, em 1985, já nas Eliminatórias para a Copa do México, no ano seguinte. Ele substituiu Evaristo de Macedo. Para a Copa de 86, Telê Santana primou por uma seleção experiente, com alguns jogadores remanescentes da Copa de 82. Alguns inclusive, em final de carreira. Mesclou experiência com juventude e o Brasil fez uma boa Copa. Infelizmente, mais uma vez Telê Santana não conseguiu o maior de todos os títulos, sendo eliminado nas quartas de final, nos pênaltis, para a França.

Após duas Copas na bagagem, Telê Santana abdica de vez da seleção canarinho. Volta a comandar clubes. E novamente, o Atlético Mineiro, em 1987. Deixou o Galo em outubro de 1988, para comandar o Flamengo. Ficou no clube da Gávea até 1989, quando saiu após discussão com o atacante Renato Gaúcho, desafeto de Telê por conta do corte do jogador para a Copa do México. Como já falamos aqui anteriormente, Telê era muito disciplinador e viu em Renato Gaúcho um jogador com condutas reprováveis.  No mesmo ano, voltou ao Palmeiras, em substituição ao técnico Jair Pereira. Ficou no Verdão até setembro de 1990, em um período sem títulos no clube paulista, que já durava 14 anos. Após a saída do Palmeiras, foi convidado por uma emissora de televisão (SBT), a comentar a Copa da Itália.

Ainda em 1990, foi contratado pelo São Paulo Futebol Clube. Esta seria sua segunda passagem pelo time do Morumbi. No Tricolor, montou um dos times mais fantásticos do futebol brasileiro e marcou uma geração que seria vitoriosa nas Copas de 1994 e 2002. Nomes como Cafu, Raí, Muller e Zetti brilharam nesses Mundiais e tiveram Telê Santana como o principal responsável pela filosofia de jogo implantada para ascensão em suas carreiras. Neste ano de 1990, Telê foi contratado em outubro e ficaria apenas até o final do ano. Foi vice-campeão Brasileiro, perdendo à final para o Corinthians. Mas o trabalho de Telê já era algo visto como inovador pela diretoria são-paulina. E, em 1991, a comprovação e o divisor de águas na carreira do treinador. Conquistou o Campeonato Paulista, contra o Corinthians e o Campeonato Brasileiro, vencendo o excelente time do Bragantino, comandado Por Carlos Alberto Parreira. O ano de 1992 foi ainda melhor. Venceu O Campeonato Paulista, contra o Palmeiras, a Libertadores da América, contra o New Old Boys, da Argentina. Com o inédito título continental, ficou eternizado pela torcida, sacramentado pela conquista o Mundial de Clubes, em final contra o poderoso Barcelona. A fama de “pé-frio” já tinha ficado para trás. Uma curiosidade marcante neste ano. No meio do ano, o São Paulo já havia derrotado o Barcelona, por 4 a 1, no charmoso Torneio de Teresa Herrera (gols de Muller, Mauricio, Raí duas vezes). Esse acachapante resultado foi aparentemente desprezado pelo lendário técnico Johan Cruijff. O holandês provocava, dizendo que este Torneio não valia de nada e que a verdadeira decisão seria no final do ano, no Japão. E o São Paulo novamente derrotou os espanhóis, por 2 a 1, com dois gols de Raí. Ao final da partida, Cruijff reverenciou o Tricolor e Telê Santana, dizendo: “Se é para ser atropelado, que seja por uma Ferrari”. Neste ano, Telê Santana foi considerado o melhor técnico da América do Sul. Em 1993, Telê conquistou com o São Paulo quatro títulos intercontinentais oficiais, sendo este o melhor ano de sua carreira, como técnico. Conquistou à quadrupla Coroa Internacional, sendo até hoje, o único técnico do mundo a atingir tal feito. As conquistas foram: Copa Libertadores da América, contra o Universidad Católica, do Chile, Recopa Sul-Americana, contra o Cruzeiro, Supercopa da Libertadores, contra o Flamengo e o título Intercontinental, contra o Milan, em uma partida marcada pelo gol sem quere de Muller. Um grande jogo e placar por 3 a 2, garantindo o bicampeonato mundial de clubes ao Tricolor paulista. A torcida são-paulina passou a chamar Telê Santana de “Mestre”, reverenciado até hoje desta forma. Um verdadeiro “Imortal”. No período em que esteve no São Paulo, Telê Santana preferiu morar no próprio centro de treinamento do clube. Ficou no São Paulo até 1996, quando infelizmente sofreu uma isquemia cerebral, sendo obrigado a abandonar o que mais amava: o futebol. Ainda tentou voltar, fechando contrato com o Palmeiras em 1997. Mas de fato, não tinha condições de trabalho. 

Falecimento:

Com a saúde muito debilitada, Telê passou por várias internações. E no dia 21 de abril de 2006 veio a falecer em Belo Horizonte, depois de ficar mais de um mês internado, em virtude de uma infecção intestinal. O Brasil perdia um dos profissionais mais exemplares e dedicados do esporte nacional. O “Mestre” deixou uma lição de vida na profissão e principalmente, na conduta como ser humano.

Instituto Telê Santana:

Em 2012, seu filho, Renê Santana, criou o Instituto Telê Santana, que treina jogadores de futebol desde à infância, com objetivo principal voltado à educação e desenvolvimento social. Com toda certeza, o legado de Telê Santana continua vivo nos ensinamentos a esses jovens.

Imortais do Esporte – Homenagem a Telê Santana

Roteiro e Apresentação: Alexandre Cardillo.

Sonoplastia, Produção e Comentários: Mozart Conceição. 


23/05/2016 - Homenagem a Denilson Show

Nascido em Diadema (São Paulo), no dia 24 de agosto de 1977 (38 anos), Denílson começou seus primeiros passos no futebol, no infantil do Esporte Clube Ouro Verde, de Diadema, mais especificamente no Jardim Campanário, local onde passou sua infância. Isso no ano de 1988. O talento do garoto já saltava aos olhos de todos, principalmente de seu primeiro treinador, José Batista Santos, que relatou a seguinte frase:

“Ele era pequeno, não tinha camisa do tamanho dele, então a gente tinha que dobrar bastante a camisa para ele colocar por dentro do calção. Se deixasse por fora, parecia um vestido. Mas mesmo "mirradinho" ele enfrentava os grandões e era difícil tirar a bola dele. Era muito rápido e habilidoso”.

Sua carreira profissional começou no São Paulo Futebol Clube, no ano de 1994, com apenas 17 anos de idade. Na ocasião, Denílson despontou para o futebol como um autêntico ponta, aos moldes antigos, driblador, deixando os marcadores de “cabelo em pé”. Como o São Paulo acabara de conquistar o bicampeonato da Libertadores e do torneio intercontinental nos anos de 92 e 93 na era Telê Santana (anos mais tarde conhecido como Mundial de Clubes, outorgado pela FIFA), e tinha um elenco de muito respeito e qualidade, criou-se à necessidade de ter dois times, já que em 1994, o tricolor buscava o tricampeonato continental. Daí então, surge Muricy Ramalho na carreira de técnico e com ele, o chamado “expressinho”, que tinham alguns nomes que, anos mais tarde, se tornariam expoentes do nosso futebol, como Rogério Ceni e nosso homenageado desta edição do Imortais do Esporte. No tricolor, Denílson jogou demais, ganhou destaque e passou a chamar atenção na seleção brasileira. No time do Morumbi, permaneceu até 1998, quando conquistou o Paulistão sobre o Corinthians, fazendo trio com o atacante França e Raí, que voltara do Paris-Saint-Germain para encerrar à carreira no São Paulo. Naquele jogo da volta de Raí (segundo jogo da final), Denílson foi fundamental na conquista do título, na vitória por 3 a 1. Naquela decisão, marcaram para o São Paulo, Raí e França (duas vezes). Para o Timão, o atacante Didi fez o único gol. Mas Denílson foi o grande protagonista no terceiro gol são-paulino, após dar um drible no marcador, e cruzou, com Gamarra observando o lance, na marcação. A bola chegou até França, que decretou o fechamento do placar e o triunfo são-paulino.

Ainda naquele ano de 1998, foi negociado para o Real Betis, da Espanha, por 32 milhões de dólares. Na época, considerada a maior transação do futebol brasileiro com um clube do exterior. Até hoje esta negociação ainda abrange um dos maiores patamares em nível financeiro, sendo a quarta maior na lista das transferências mais caras do nosso futebol. Daí se vê a importância do futebol de Denílson, com sua facilidade impressionante de jogar. Na homenagem a Denílson, Alexandre Cardillo, Mozart Conceição e Daniel Almeida explanaram com detalhes à brilhante carreira do irreverente jogador, que abrilhantou à transmissão, em contato telefônico com a equipe do Imortais do Esporte. Direto de Goiânia, Denílson conversou com os comentaristas e abordou, por aproximadamente 10 minutos, algumas de suas passagens marcantes no futebol. Falou a respeito do pentacampeonato da seleção brasileira e o lance inesquecível contra a Turquia, além de abordar assuntos como Flamengo (que ainda tem pendências financeiras com o ex-jogador), São Paulo e do drible desconcertante em Puyol, grande nome do futebol espanhol. Foi simplesmente sensacional!

- Real Betis: 

No Real Betis, Denílson acabou tendo uma passagem complicada, como todo o time, culminando no rebaixamento ao fim da temporada 99-00. Apesar disso, fez grandes partidas pela equipe espanhola, com seus belos dribles e jogadas de efeito. Tentando valorizar o atleta, o Betis emprestou Denílson para o Flamengo, para a disputa da Copa João Havelange em 2000, atuando em 18 partidas e marcando quatro gols. No final do ano, voltou para clube espanhol e permaneceu até 2005. Os títulos pelo Betis foram: Troféu Ramón de Carranza, em 1999 e 2001 e a Copa del Rey, em 2005.

Seleção Brasileira: 

A estreia de Denílson com a amarelinha aconteceu no dia 13 de novembro de 1996, em um amistoso contra Camarões. O jogo aconteceu no estádio Pinheirão, Curitiba e o Brasil venceu por 2 a 0, com gols de Giovanni e Djalminha. No ano seguinte, em 1997, Denílson começaria a brilhar com a camisa verde e amarela. Na Copa América daquele ano, anotou dois gols contra a Bolívia, na goleada por 7 a 0. Foram os primeiros gols de Denílson com a camisa da seleção brasileira. O Brasil foi campeão do torneio. Vale destacar que, além da conquista da Copa América, Denílson ainda conquistaria os prêmios de melhor jogador da Copa das Confederações, seu nome foi incluído na seleção da Copa das Confederações, melhor atacante das Américas, incluído na seleção das Américas. Disputou duas Copas do Mundo, sendo vice-campeão em 1998 (França) e pentacampeão em 2002 (Coréia e Japão). Na semifinal contra a Turquia, protagonizou um dos lances mais sensacionais daquela Copa. Com a bola dominada, foi para a ponta-direita, cercado por vários turcos, que não conseguiam “roubar a bola” do habilidoso jogador, parando somente na base da falta. Um lance que jamais sairá da memória do jogador e também do torcedor e imprensa. Na final da Copa, contra a Alemanha, entrou já no fim da partida no lugar de Ronaldo fenômeno e ainda teve tempo de desfilar seu futebol alegre.

Palmeiras:

Depois de atuar no Bordeaux, da França, Al Nassr, da Arábia Saudita e Estadunidense de Dallas, Denílson voltou para o Brasil e o Palmeiras foi seu destino, no ano de 2008. No Verdão, conquistou o Campeonato Paulista, na acachapante vitória por 5 a 0, na decisão contra a Ponte Preta (último título estadual do Verdão). Novamente, voltava a levantar um troféu e novamente trabalhando com Vanderlei Luxemburgo. Com passagens marcantes por São Paulo e Palmeiras, Denílson torce para os dois times. Saiu do Palmeiras após o Brasileirão daquele ano.

Final da carreira:

No início de 2009, Denílson recebeu uma proposta do Itumbiara Esporte Clube, de Goiás e acertou com o Tricolor da Fronteira. Na Copa do Brasil daquele ano, entrou no segundo tempo contra o Corinthians, na estreia do amigo e companheiro Ronaldo fenômeno no Timão. O Corinthians venceu por 2 a 0. Túlio Maravilha também jogo no time goiano, ao lado de Denílson. Após o término do campeonato goiano, Denílson recebeu uma proposta para atuar no futebol do Vietnã. E aceitou. Foi jogar no Xi Mang Hai Phong, onde jogou apenas o primeiro tempo de um jogo e marcou um gol. Em janeiro de 2010, atuou pelo Kavala, da Grécia, sendo este o seu último clube na carreira. Fez 10 partidas pelo clube grego e decidiu se aposentar, em virtude de problemas no joelho.

Títulos conquistados:

- Copa Conmebol, no ano de 1994, jogando pelo São Paulo

- Copa Master de Conmebol, no ano de 1996, jogando pelo São Paulo

- Campeonato Paulista, no ano de 1998, jogando pelo São Paulo

- Troféu Ramón de Carranza, nos anos de 1999 e 2001, jogando pelo Betis

- Copa del Rey, no ano de 2005, jogando pelo Betis

- Na seleção brasileira, conquistou a Copa América e a Copa das Confederações, no ano de 1997 e a Copa do Mundo, em 2002.


Carreira de Comentarista:

No mesmo ano, em 2010, começou a trabalhar como comentarista na TV Bandeirantes, durante a Copa da África do Sul, no programa Band Mania, apresentado por Milton Neves. Lá, esbanjava sua característica marcante, que é a irreverência e dividia à bancada com os ex-jogadores Emerson e Vampeta. Suas boas atuações renderam à titularidade no programa Jogo Aberto, onde está até hoje, fazendo a alegria dos demais participantes, da apresentadora e do público, que adora as brincadeiras do ex-craque, além de ser um ótimo comentarista. Um novo desafio na carreira, que está sendo um verdadeiro sucesso.

O Imortais do Esporte agradece a Denílson pela participação no programa. Uma trajetória de glórias no futebol, relembrada com riqueza de detalhes. 

O Imortais do Esporte resgata à história de quem fez história no cenário esportivo deste país. E Denílson merece destaque no alto escalão dos grandes nomes do esporte brasileiro.

Programa Imortais do Esporte, homenagem a Denílson:

Roteiro e Apresentação: Alexandre Cardillo.

Comentários, produção e sonoplastia: Mozart Conceição

Comentários: Daniel Almeida


12/09/2016 Homenagem a Careca

O Imortais do Esporte relembrou os momentos marcantes da carreira de um dos atacantes mais inteligentes do nosso futebol. Com muita facilidade de balançar às redes adversárias, levamos até você, ouvinte internauta, a grande carreira de Careca, ídolo do Guarani, São Paulo e Napoli, além de grandes atuações com a camisa da Seleção Brasileira. Simplesmente imperdível galera!!! 

Nascido em Araraquara (conhecida também como a “Morada do Sol”, a linda Araraquara), no interior paulista, no dia 5 de outubro de 1960, Antônio de Oliveira Filho, o Careca, começou a jogar na sua cidade natal e rapidamente foi despertando a atenção dos olheiros da época. Com muita facilidade em fazer gols, Careca passou a ser cogitado como um promissor atacante, anos mais tarde, confirmando essa expectativa. Os clubes grandes de São Paulo passaram a se interessar pelo jovem atacante. Mas seu primeiro clube foi o Guarani, de Campinas, chegando no ano de 1978. Rapidamente correspondeu ao investimento dos dirigentes do Bugre, que viam em Careca um potencial fora do normal. Jogando ao lado de outros grandes jogadores, como Renato “Pé Murcho”, Careca conseguiu um feito histórico para a equipe campineira, sendo considerado até hoje, o maior triunfo do clube alviverde. O título do Campeonato Brasileiro daquele ano, ao derrotar o Palmeiras, por 1 a 0, com gol de Careca, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa. A torcida do Guarani tem em Careca, o maior ídolo de sua história. Com sua velocidade e sua habilidade de finalização, rapidamente firmou-se como um dos melhores jovens artilheiros do país. Careca ainda conquistaria o Campeonato Brasileiro da Série B pelo Guarani, em 1981. O São Paulo oficializou à proposta para contratar o jovem atacante. Porém, sua chegada ao clube do Morumbi só aconteceu em 1983. Vale lembrar ao ouvinte, que Serginho Chulapa era o dono absoluto da posição. Com a saída de Serginho para o Santos, Careca, enfim, foi contratado pelo clube do Morumbi.

São Paulo:

No São Paulo, Careca fez parte de um do time “mágico”, sob o comando de Otacílio Pires de Camargo, o Cilinho. Lá, Careca viveu momentos de glória, ao lado de Muller, Pita, Silas, Nelsinho, Sidney, Zé Teodoro, Gilmar Rinaldi, Fonseca, entre outros grandes jogadores. Com uma forma diferente de comandar o time, Cilinho primava pelo toque de bola rápido e futebol arte. Os “menudos do Morumbi”, como eram chamados os jogadores do Tricolor, encantavam com um futebol envolvente e disciplinado taticamente. Para que o ouvinte do Imortais do Esporte tenha noção, em um dos treinos, Cilinho fez o time atuar em campo, sem bola, treinando à movimentação e imaginando um toque até chegar ao gol adversário. Na época, muitos não entenderam. Mas em campo, o São Paulo fazia gols com tanta facilidade e esse treino veio mostrar o aperfeiçoamento dos passes DE PRIMA. Careca era sempre o último a tocar na bola, já finalizando e fazendo golaços com a camisa são-paulina. O primeiro título conquistado por Careca no São Paulo foi o Campeonato Paulista de 1985, em uma grande final contra a Portuguesa. O torcedor mais saudosista vai lembrar com carinho deste timaço, que ainda contava com Falcão, que encerrara sua carreira no Tricolor e afirmou que Careca seria o futuro atacante da Seleção Brasileira. E ele estava certo. No ano de 1986, a consagração máxima de Careca no São Paulo. Foi o grande responsável pelo título do Campeonato Brasileiro, contra seu ex-clube, o Guarani. O jogo aconteceu em fevereiro de 1987. Uma final digna dos grandes confrontos da história do nosso futebol. O jogo acabou em 1 a 1. Na prorrogação, o São Paulo saiu na frente, mas rapidamente o Guarani virou o placar. João Paulo era o destaque do time do interior. Faltando 10 segundos para acabar a prorrogação, um lançamento no meio-campo encontrou Careca. Após desvio de João Paulo (zagueiro titular na Copa de 86), a bola sobrou para Careca, que encheu o pé, de prima e empatou o jogo. O São Paulo venceu nos pênaltis, conquistando o bicampeonato brasileiro e Careca, seu bicampeonato nacional na carreira. Sensacional! Ainda conquistaria o Campeonato Paulista de 1987, em dois jogos contra o Corinthians (2 a 1 e 0 a 0).

No São Paulo, Careca marcou 115 gols, em 191 jogos. Impressionante! Ele é o 14º maior artilheiro da história do clube.

Copa de 86, no México:

Com grandes atuações no São Paulo, Telê Santana não pensou duas vezes e convocou Careca para a Copa de 1986, no México. O atacante chegava com moral e era o nome que a torcida depositava toda esperança. Ao longo do Mundial, jogou muito e marcou cinco gols, colocando-o em segundo no ranking da Chuteira de Ouro, atrás de Gary Lineker, da Inglaterra, com seis gols. Careca já era uma realidade no futebol mundial, despertando o interesse de grandes clubes da Europa. Fez uma grande partida contra a França, nas quartas de final. Abriu o placar e viu Michel Platini empatar. O Brasil acabou sendo eliminado nos pênaltis, mas Careca foi um dos destaques daquela Copa, vencida pela Argentina, de Maradona. Aliás, Maradona e Careca fariam a maior dupla do futebol mundial, nos anos 90.

Napoli:

Em 1987, Careca foi contratado pelo então campeão italiano, o Napoli, que tinha Maradona como principal estrela. O time italiano já o cobiçava desde 1979, quando seu então treinador, o brasileiro Luís Vinícius de Menezes, disse estar entusiasmado pelo atacante, que ainda defendia o Guarani.Na primeira temporada no Napoli, não teve sucesso, apesar de seus treze gols: o time foi batido na primeira fase da Copa dos Campeões pelo Real Madrid e perdeu o título italiano nos últimos jogos da temporada. Contudo, o ano seguinte foi muito melhor. O time ganhou a Copa da UEFA, com Careca fazendo um gol na final, e terminou em segundo na Série A do italiano. Em 1990, finalmente Careca ganhou o scudetto com o Napoli, no que acabou por ser efetivamente a última temporada de Maradona com o clube (ele foi suspenso por quinze meses por ter sido pego em um exame antidoping). Careca ficaria ainda mais três anos com o Napoli, estabelecendo parceria com Gianfranco Zola, mas o Napoli não conseguiria ganhar mais nenhum troféu.

Até hoje, Careca e Maradona tem uma amizade de irmão. Uma amizade que transcende o futebol.

Copa de 90, na Itália:

 Careca ainda disputaria a Copa do Mundo da Itália, em 1990. No jogo de estreia, contra a Suécia, Careca marca os dois gols do Brasil, na vitória por 2 a 1. Porém, aquela seleção de Lazaroni não encantou e foi eliminado nas oitavas de final para a Argentina, com grande jogada de Maradona, deixando Caniggia livre para sacramentar à queda do Brasil no Mundial.

Carreira no Japão:

Em 1993 Careca deixou a Itália para jogar pelo Kashiwa Reysol, novo time japonês da J. League. Ficou quatro anos com o time e ajudou-o a subir à primeira divisão do campeonato em 1994.

Santos e final da carreira:

Transferiu para o Santos, seu clube do coração, onde defendeu o clube em apenas nove jogos (com dois gols), no Campeonato Paulista de 1997. Em 1999, o jogador transferiu-se para o São José de Porto Alegre, onde disputou algumas partidas no Campeonato Gaúcho, encerrando assim, uma carreira de sucesso no futebol brasileiro e mundial.

Carreira de Dirigente:

Em 1998 funda, junto com o também ex-jogador Edmar Bernardes dos Santos, o Campinas Futebol Clube, que disputa o Campeonato Paulista de Futebol - Série A3.

Rápida carreira como Comentarista:

Em agosto de 2010, firmou contrato com a emissora brasileira de televisão RedeTV, para comentar partidas de futebol, principalmente os jogos da Série B. Ao lado de Silvio Luiz, forma a dupla titular da emissora. Uma experiência rápida, mas gratificante para Careca.

Títulos Conquistados:

Pelo Guarani:

Campeonato Brasileiro: 1978 e Campeonato Brasileiro Série B: 1981

Pelo São Paulo:

Campeonato Paulista: 1985, 1987 e Campeonato Brasileiro: 1986.

Pelo Napoli:

Copa da UEFA: 1988-89, Campeonato Italiano - Série A: 1989-90, Supercopa Italiana: 1990.

Prêmios Individuais:

Bola de Prata: 1982, 1985

Bola de Ouro: 1986

Equipe da América: 1986

Chuteira de Prata da Copa do Mundo: 1986

Artilharia:

Campeonato Paulista: 1985 - 26 gols (São Paulo)

Campeonato Brasileiro: 1986 - 25 gols (São Paulo)

Supercopa da Itália: 1990 - 2 gols (Napoli)

Material de Apoio: Wikipédia.

Roteiro e Apresentação: Alexandre Cardillo.

Sonoplastia, Edição e Comentários: Mozart Conceição.


09/09/2016 Homenagem a Djalminha

O Imortais do Esporte, edição de número 18, relembrou ao ouvinte internauta, a carreira vitoriosa de Djalma Feitosa Dias ou, simplesmente, Djalminha. 

Com áudios e narrativa dos gols e dos lances de Djalminha, o Imortais do Esporte resgatou ao torcedor, principalmente ao palmeirense, inúmeras jogadas que abrilhantaram o ataque dos 102 gols de 1996, quando Djalminha foi Campeão Paulista com o Verdão. Mentor de jogadas geniais, dribles desconcertantes e cobranças de falta e pênalti perfeitas, Djalminha marcou época em um ataque arrasador, sob a batuta de Vanderlei Luxemburgo. Vale destacar que Djalminha foi o inventor do estilo “cavadinha”, nas cobranças de pênalti aqui no Brasil. Seu talento único permitia uma audácia nas cobranças, que deixavam os goleiros atônitos.

Começo da Carreira:

Formado nas categorias de base do Flamengo, Djalminha estreou contra o América-RJ, em jogo válido pelo Campeonato Carioca de 1989. Atuava como um meia clássico e isso lhe rendeu uma impressionante visibilidade. Foi lançado no time principal e rapidamente se entrosou com grandes nomes que fizeram do Mengão, uma potência no início dos anos 1990. Ao seu lado, jogavam Marcelinho Carioca, Piá, Nélio, Fabinho, Júnior Baiano e Paulo Nunes. O jovem e habilidoso meia caiu como uma “luva” no esquema tático rubro-negro e ajudou o time na grande conquista da Copa do Brasil de Futebol, em 1990. Em 1992, ainda conquistaria o Campeonato Brasileiro, na decisão contra o Botafogo. No entanto, com uma gama absurda de grandes craques, Djalminha foi dispensado da Gávea. 

Guarani:

Após sair do Flamengo de maneira inesperada, Djalminha só voltaria a jogar no ano de 1993, contratado pelo Guarani, de Campinas. Por lá, permaneceu por duas temporadas. Mesmo sem conquistar títulos no Bugre, Djalminha foi responsável por mudar a maneira de jogar de um time que estava sem vontade em campo. Com as chegadas de Luizão e Amoroso, Djalminha ajudou na reconstrução tática de uma equipe que acabou jogando bonito e sendo lembrada até hoje.

Palmeiras:

Em 1995, Djalminha foi contratado pela Multinacional Parmalat, para atuar com as cores do Palmeiras. Seu futebol, enfim, decolou. No Verdão, era o “cérebro” de um time que tinha um ataque fulminante, com Müller, Luizão e Rivaldo. O Palmeiras tinha um elenco extraordinário e Djalminha “orquestrava” um time que jogava fácil, no comando do técnico Vanderlei Luxemburgo. Um ataque que marcou 102 gols, no Campeonato Paulista de 1996. Sensacional! No Palmeiras, Djalminha aperfeiçoou suas cobranças de falta, lançamentos e criou aqui no Brasil, o estilo “cavadinha”. Esse estilo foi criado mundialmente em 1976, pelo tcheco Antonín Panenka, na final do Campeonato Europeu daquele ano.

Seleção Brasileira:

A convocação de Djalminha para a Copa América de 1997 foi marcante. Vivendo um momento único no Palmeiras, foi relacionado no grupo de jogadores e ajudou o Brasil a conquistar o título. Mais uma página importante na carreira deste paulista, nascido em Santos, no dia 9 de dezembro de 1970.

La Coruña:

Na Espanha, foi desfilar seu futebol na Galícia, atuando pelo La Coruña. Tornou-se ídolo após à conquista do Campeonato Espanhol, na temporada 1999/00. Entretanto, na temporada 2002, o temperamento de Djalminha tornou a atrapalhar sua carreira, visto que, durante um treino, ao desentender-se com seu treinador Javier Irureta, agrediu-o com uma cabeçada. Naturalmente, foi afastado da equipe e negociado com um clube da liga austríaca, o Austria Wien. Essa atitude o afastou do grupo de jogadores convocados por Felipão, para a Copa do Mundo do Japão e Coréia. Uma mancha na carreira de Djalminha.

O talento de Djalminha ainda foi visto na Áustria e no México, atuando pelo América. Encerrou sua carreira aos 34 anos.

Showbol:

Após parar de jogar, profissionalmente, Djalminha passou a dedicar-se ao showbol, uma modalidade diferente de futebol de salão. Djalminha foi o precursor nesta modalidade, aqui no Brasil. Fazia grandes jogadas e inovou através do bom humor e técnica apurada. No Mundialito de Showbol de 2006, realizado na cidade de Jerez de la Frontera, na Espanha, Djalminha foi o artilheiro da competição, vencida pelo Brasil. De quebra, ainda foi eleito o melhor jogador daquele campeonato.

Em 2007, no primeiro Torneio Rio-São Paulo de Showbol, Djalminha jogou pelo Flamengo, ao lado de velhos companheiros dos tempos de juniores no rubro-negro.

Em julho de 2009, ele conquistou com o Flamengo o Campeonato Brasileiro de Showbol diante do Santos, com o placar de 11 a 8. No dia 30 de abril de 2010 voltou a conquistar o Campeonato Brasileiro de Showbol pelo Flamengo, derrotando o Corinthians por 9 a 7, e dando o bicampeonato ao clube carioca.

Em 2012 disputará o campeonato paulista de Showbol pelo Guarani, reeditando o trio Djalminha, Amoroso e Luizão.

No inicio de 2014, Djalminha exerceu a função de comentarista no programa Jogo Aberto, para o Rio de Janeiro, Distrito Federal e Amazonas, feito pela Band Rio ao lado de Larissa Erthal e Pedrinho.

Títulos Conquistados:

Pelo Flamengo:

- Taça Guanabara: 1989

- Copa do Brasil: 1990

- Campeonato Carioca: 1991

- Taça Rio: 1991

- Copa Rio: 1991

- Campeonato da Capital: 1991, 1993

- Campeonato Brasileiro: 1992

Pelo Palmeiras:

- Campeonato Paulista: 1996, no ataque dos 102 gols

- Taça Xangai: 1996

- Taça Jihan: 1996

- Taça Pequim: 1996

- Taça da Amizade: 1997

- Troféu Naranja: 1997

Pelo La Coruña:

- Troféu Ramón de Carranza: 1998

- Troféu Juan Acunã: 1998,1999,2000

- Troféu Emma Cuervo: 1999

- Troféu Teresa Herrera: 1998, 2000, 2001, 2002

- Campeonato Espanhol: 1999/00

- Supercopa da Espanha: 2000,2002

- Copa do Rei: 2002

Pelo Austria Wien:

- Campeonato Austríaco: 2003

- Copa da Áustria: 2003

- Supercopa da Áustria: 2003

- Torneio de Viena: 2003

Pelo América do México:

- Supercopa do México:2004-005

Showbol, conquista com o Flamengo:

- Campeonato Brasileiro de Showbol: 2009,2010,2012

- Campeonato Carioca de Showbol: 2010, 2011, 2012

- Torneio Rio-São Paulo de Showbol: 2010,2012

Prêmios Conquistados:

Bola de Ouro da Revista Placar: 1996

Bola de Prata da Revista Placar: 1993

O Imortais do Esporte homenageou um dos maiores talentos do nosso futebol. Djalminha foi e sempre será lembrado pela técnica apurada, categoria e personalidade forte. Um astro dos gramados!

Material de Apoio: Wikipédia.

Roteiro e Apresentação: Alexandre Cardillo.

Sonoplastia, Edição e Comentários: Mozart Conceição.




02/09/2016 - Homenagem a Raí

O Imortais do Esporte, edição de número 17, relembrou os momentos marcantes da carreira de Raí. Um dos grandes ídolos da história do São Paulo Futebol Clube e que também fez parte do elenco que conquistou o Tetracampeonato Mundial em 1994, nos Estados Unidos. 

Nascido na cidade de Ribeirão Preto (interior paulista), no dia 15 de maio de 1965 (51 anos), irmão do grande Doutor Sócrates, começou seus primeiros passos no futebol já nas categorias de base do Botafogo-SP. E olha só uma curiosidade, com relação ao nome de Raí. Seu pai, o Sr. Raimundo, deu a seus três filhos mais velhos os nomes de Sócrates, Sófocles e Sóstenes, por ser admirador do grandes filósofos gregos. E Raí não iria se chamar Raí. Iria se chamar Xenofonte. Mas sua mulher, Dona Guiomar, conseguiu fazer Sr. Raimundo desistir da ideia.

Em 1985, Raí foi lançado no time principal, mas só se firmou com a chegada do técnico Pedro Rocha, no segundo turno do Campeonato Paulista. "O Pedro deu muita força", contou o jogador, em 1986. "Ele foi um grande meia-esquerda e passou-me vários ensinamentos. No Campeonato Brasileiro deste mesmo ano, foi emprestado para a Ponte Preta, retornando ao Botafogo no términdo no Nacional,conquistado pelo São Paulo. Isso, no começo de 1987. Mas já com grande destaque, Raí teve sua primeira convocação à Seleção Brasileira, para a disputa da Copa América de 87. Um meia clássico, que também tinha a força física como característica. 

Para quem não sabe, Raí chegou a ser sondado pelo Corinthians, mas as negociações não avançaram. O destino do meia foi o rival do Timão, o São Paulo. 

São Paulo

Raí foi contratado pelo Tricolor em 1987. Chegou com muito prestígio, mas demorou para se firmar, em virtude de uma lesão na coxa direita. Sua estreia foi apenas na última rodada do primeiro turno, em 18/10/87, na derrota por 1 a 0 para o Grêmio. O seu primeiro gol pelo clube viria no terceiro jogo, na vitória por 2 a 0 sobre o Goiás. Em 1989 foi campeão como jogador profissional pela primeira vez, ao conquistar o Campeonato Paulista de 1989. Raí, porém, não conseguia ter sequencias positivas. Vivia um momento com escasses de gols. Mas, com a chegada de Telê Santana, em 1990, o cenário seria completamente favorável ao camisa 10. Com um grande elenco montado pelo “Mestre Telê”, Raí foi o “maestro” são-paulino. Foi vice-campeão brasileiro em 1990, perdendo a decisão para o Corinthians. Para que o ouvinte possa ter ideia, antes da chegada de Telê, Raí tinha marcado 26 gols em três anos. Com Telê no comando, Raí marcou 28 gols só no ano de 1991, fazendo uma final épica contra o Corinthians. Na primeira partida da decisão, 3 x 0 para o São Paulo, com os três gols sendo anotados por Raí. Destaque para o primeiro gol, um golaço, em um chutaço de fora da área. A bola entrou no ângulo direito do goleiro Ronaldo Giovanelli. O Morumbi explodia de emoção com o mais novo ídolo do clube, até então. Foi o capitão do time no Campeonato Brasileiro de 1991 e ajudou o São Paulo a conquistar seu terceiro título, em cima do Bragantino de Carlos Alberto Parreira. Nessa campanha, Raí foi o artilheiro do time, com sete gols, fato que se repetiria no Brasileirão seguinte, no título do bicampeonato consecutivo da Libertadores, em 1993, e nos Campeonatos Paulistas de 1992 e 1993.

Na decisão da Libertadores de 1992, Raí fez o gol de pênalti que garantiu às cobranças de penalidades máximas, contra o Newell's Old Boys, da Argentina. Na primeira partida, em solo argentino, 1 a 0 para o News. Na segunda, 1 a 0 para o São Paulo e conquista do primeiro título continental, brilhando também a estrela do goleiro Zetti, defendendo a última cobrança. Delírio total no Morumbi, para um público de 120 mil pessoas. Na decisão do Mundial de Clubes de 1992, Raí foi o personagem principal, fazendo os dois gols na decisão contra o Barcelona. Destaque para o gol da virada, após uma cobrança de falta perfeita, no ângulo do lendário goleiro do Barça e da Seleção Espanhola, Subzarreta. O Japão era só aplausos para o São Paulo e para Raí, que levantou a Taça, na condição de capitão do time. Raí foi eleito o melhor jogador do torneio. Na volta ao Brasil, o São Paulo ainda venceu a final do Paulistão, batendo o Palmeiras por 2 a 1. Nesse campeonato, Raí chegou a marcar cinco gols em um mesmo jogo, na vitória por 6 a 0 sobre o Noroeste, de Bauru, em 15 de outubro, no Morumbi.

Em 1993, Raí repete a dose na Libertadores e conquista o bicampeonato, contra a Universidade Católica, do Chile. No primeiro jogo da decisão, um show Tricolor, com um elástico placar de 5 a 1. Detalhe: no começo deste ano, Raí já pertencia ao Paris Saint-Germain, da França, em uma negociação de 4,6 milhões de dólares, na época. Mas ficou no Brasil até o meio do ano e conquistou ainda a Libertadores de 1993, marcando um gol de peito no primeiro jogo da final e novamente levantando o troféu. No Paulista, o time ficou em terceiro lugar, e a despedida do meia foi em uma vitória por 6 a 1 sobre o Santos, em 3 de junho. Uma atuação de gala de um dos maiores nomes da História do São Paulo. Até hoje, reverenciado e idolatrado!

Paris Saint-Germain

É um dos principais ídolos do clube. Na sua primeira temporada, quando o PSG ganhou o Campeonato Francês de 1993-94,[20] foi substituído na maioria de seus jogos e chegou até a frequentar o banco de reservas. No entanto, seria um dos principais jogadores do time na conquista dos títulos da Recopa Europeia de 1996 (finalista em 1997), do Campeonato Francês de 1995-96, da Copa da França de 1994-95 e de 1997-98, da Coupe de la Ligue de 1994-95 e 1997-98. No time francês, Raí fez 215 jogos, marcando 72 gols.

Seleção Brasileira:

Na seleção brasileira, entretanto, não teve tanto destaque como no São Paulo. Jogou 51 partidas pelo Brasil, marcando 16 gols, incluindo um de pênalti no jogo contra a Rússia pela primeira fase da Copa do Mundo de 1994, campeonato em que jogou com a camisa 10 (jogo de estreia do Brasil na Copa). Nessa Copa, foi titular nos três primeiros jogos do time, quando também era seu capitão, posto que passou para Dunga quando saiu do time titular. Além disso, entrou no segundo tempo contra Holanda, nas quartas-de-final, e Suécia, nas semifinais.

Retorno ao São Paulo e final da carreira:

Raí ainda voltou ao São Paulo em 1998, e sua reestreia foi contra o Corinthians, já na final do Campeonato Paulista daquele ano: ele fez um gol de cabeça e foi campeão no mesmo dia em que desembarcou no país. Mas em um jogo contra o Cruzeiro, em 9 de agosto, pelo Campeonato Brasileiro, Raí rompeu os ligamentos no tornozelo após uma entrada de Wilson Gottardo e teve de ficar mais de um ano parado. O último gol de Raí como profissional foi em 27 de junho de 2000, diante do Palmeiras, no Palestra Itália.[27] Sua última partida antes de se retirar dos gramados foi pouco menos de um mês depois, no dia 22 de julho, em uma derrota por 3 a 1 para o Sport em João Pessoa, pela Copa dos Campeões.[28] Ele é considerado um dos jogadores mais importantes da história do clube. Fez 395 jogos e marcou 128 gols com o manto Tricolor.

Carreira pós-aposentadoria:

Raí chegou a ocupar um cargo na diretoria do tricolor, mas não ficou muito tempo. Em 2005 o ex-jogador são-paulino foi um dos convidados de honra do São Paulo para acompanhar o time na disputa do Mundial de Clubes. Ele chegou a tempo de acompanhar o jogo do tricolor na semifinal do mundial. O atraso deveu-se a um compromisso do ex-jogador com o governo francês, para discutir projetos da Fundação Gol de Letra. Para a surpresa de Raí, ele ainda reviveu a sua época de jogador ao participar do penúltimo treino (que também seria o último rachão do ano) do São Paulo antes da final do Mundial.

Atualmente, dirige uma entidade filantrópica de ajuda às crianças chamada Fundação Gol de Letra, ao lado de seu ex-colega de São Paulo e Paris Saint-Germain, Leonardo. Em 2006, junto com outros atletas, criou a organização Atletas pela Cidadania, que se dedica a defender causas sociais.

Títulos conquistados:

Pelo São Paulo:

Campeonato Brasileiro: 1991

Campeonato Paulista: 1989, 1991, 1992, 1998 e 2000

Copa Libertadores da América: 1992 e 1993

Mundial Interclubes: 1992

Pelo PSG:

Campeonato Francês: 1994

Copa da França: 1995 e 1998

Copa da Liga Francesa: 1995

Supercopa da França: 1995 / 1998

Recopa Europeia: 1996

Pela Seleção Brasileira:

Copa do Mundo: 1994

Prêmios Individuais:

Artilheiro do Campeonato Paulista de Futebol: 1991

Meio-campista da "equipe ideal" do Brasil (O Estado de S. Paulo): 1992[32]

Melhor jogador do Mundial Interclubes : 1992

Melhor jogador brasileiro (O Estado de S. Paulo): 1992[32]

Melhor jogador da América do Sul (El País): 1992

Equipe da Europa (European Sports Media) : 1995-96

5º Maior jogador do mundo: 1992 (RSSF)

3º Maior artilheiro do mundo : 1993 (IFFHS)

10º Maior jogador do mundo: 1993 (FIFA)

 O Imortais do Esporte resgatou os momentos de um dos atletas mais dedicados ao futebol. Exemplo dentro e fora dos gramados, Raí até hoje tem seu nome gritado nas arquibancadas, pela torcida são-paulina.

Material de Apoio: Wikipédia.

Roteiro e Apresentação: Alexandre Cardillo.

Edição, Sonoplastia e Comentários: Mozart Conceição.


26/08/2016 - Homenagem a Gerson Victalino

A 16º edição do Imortais do Esporte teve o imenso prazer de receber o ex-jogador de Basquete Gerson, medalhista de Ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987, nos Estados Unidos. Simplesmente imperdível! Nosso convidado fez parte de uma das maiores gerações que nosso país já conheceu no Basquete. Atuou ao lado de Oscar Schmdit, que aliás, também teve uma homenagem emocionante aqui no Imortais. Simplesmente sensacional galera! 

Vitória contra os Estados Unidos, Pan de Indianápolis 1987:

A Partida Final do Torneio de Basquetebol Masculino nos Jogos Pan-Americanos de Indianapólis-1987 foi um jogo histórico para o basquetebol mundial, pois foi a primeira vez que a seleção norte-americana masculina de basquete perdeu um jogo em casa[1], a primeira vez que foi derrotada em finais[2] a primeira vez que tomou mais de cem pontos diante de seus torcedores[3]. Além disso, o Brasil quebrou com uma invencibilidade de 34 partidas oficiais do time norte-americano de basquete[4]. O placar terminou com uma vitória por diferença de 5 pontos (120 a 115).

Esta é considerada a maior conquista do esporte nacional desde a Copa do Mundo de 70[5]. O próprio site do USA Basketball, na seção em que conta a história deste jogo, classifica a atuação do time brasileiro como “uma exibição ofensiva que muitos jamais se esquecerão”[6].

O ouro levado dos norte-americanos no Pan de Indianapolis-1987, no ginásio Market Square Arena (16.408 torcedores) foi um dos fatores que também levaram os EUA a mais tarde convocar atletas profissionais para a sua seleção de basquete[7], que chegaria ao ápice com o Dream Team de 1992.

A conquista desta medalha histórica completou no último dia 23/08, 29 anos. Oscar foi o cestinha da partida com 46 pontos, tendo acertado sete arremessos de três pontos em 15 tentativas. O próprio site do USA Basketball, na seção em que conta a história deste jogo, classifica a atuação do brasileiro como “uma exibição ofensiva que muitos jamais se esquecerão”. Gerson se destacou na marcação e foi efetivo nos rebotes.

Elenco do Brasil no Pan (técnico Ari Vidal):

Paulinho Villas Boas

Maury Ponikwar de Souza

Gerson Victalino

João José Vianna "Pipoka"

Rolando Ferreira

Ricardo Guimarães "Cadum"

Jorge Guerra "Guerrinha"

Marcel Ponickwar de Souza

Silvio Malvezi

André Ernesto Stoffel

Oscar Daniel Bezerra Schmidt

Israel Campelo Andrade

Elenco dos Estados Unidos:

Keith Smart

Pooh Richardson

Jeff Lebo

Ricky Berry

Fennis Dembo

Jerome Lane

Willie Anderson

Rex Chapman

Pervis Ellison

Danny Manning

Dean Garrett

David Robinson

No Pan de Indianápolis, o Brasil fechou em 4º lugar no quadro de medalhas, com 14 medalhas de ouro, 14 de prata e 33 de bronza, totalizando 61 medalhas. O Brasil ficou atrás apenas dos Estados Unidos (370 medalhas no total), Cuba (175 medalhas) e Canadá (161 medalhas). E Gerson esteve presente na conquista deste ouro importante para a história do nosso basquete, sendo orgulho de uma geração lembrada até hoje. Ao lembrar da conquista, muita emoção e recordação de um episódio que jamais será esquecido pela memória esportiva mundial.

Além da conquista inédita, Gerson relembrou sua carreira na Espanha e França, além dos clubes pelos quais jogou. Uma pessoa humilde e um exemplo para os atletas que hoje querem perpetuar uma carreira neste esporte de muita paixão em nosso país. Literalmente, no alto de seus 2mts e 06 de altura, um verdadeiro gigante do nosso esporte e notabilizado na carreira por ser um pivô de dura marcação. Os adversários lembram dele até hoje, como o norte-americano David Robinson, astro do Dream Team, nos anos 90 e o lituano Sabonis, o maior nome do Basquete de seu país, reconhecido até hoje. Segundo Sabonis, Gerson foi o jogador mais competente na marcação que ele já viu. Um elogio e tanto para o nosso homenageado. E merece, é claro!


15/08/2016 - Homenagem a Rivellino

O Imortais do Esporte do dia 15/08/16 relembrou a carreira de um dos grandes gênios do nosso futebol e ídolo do Corinthians e Fluminense, além de marcar uma geração estupenda que conquistou o Tri, na Copa do México. Exímio cobrador de faltas e com chutes potentes, levamos a vocês, ouvintes internautas, os grandes momentos de Roberto Rivellino. Simplesmente imperdível galera!

Nascido em São Paulo, no dia 01 de janeiro de 1946 (70 anos), oriundo de uma família descendente de italianos, Roberto Rivellino começou sua carreira como amador no Clube Atlético Indiano na capital paulista e também atuou no Futsal do E.C. Banespa. Rapidamente foi chamando a atenção pela facilidade de bater na bola e fazer jogadas de efeito, como o famoso drible do “elástico”, que anos mais tarde, seria a marca registrada de Rivellino. Como todo garoto, tinha um sonho de vestir a camisa de um grande clube. Fez testes no Palmeiras, mas foi reprovado. Um choque para o meia. Mas não se abalou e novamente insistiu no seu sonho, tentando novamente um outro grande clube, na capital paulista. E o Corinthians aprovou seu futebol.

Corinthians:

Começou sua carreira nas categorias de base do Corinthians, jogando no time profissional de 1965 a 1974. E detalhe, sempre quando jogava contra o Palmeiras, Rivellino fazia questão de jogar bem, para mostrar o erro que eles cometeram ao dispensá-lo. Dispensado por Mário Travaglini na Palmeiras, Roberto Rivellino, (logo na sua chegada ao Corinthians) já chamou a atenção de José Castelli, o Rato, um dos grandes ídolos e artilheiros do clube alvinegro, que na época era responsável pelas categorias inferiores do clube. Aos poucos, o “Reizinho do Parque”, como era chamado, começou a desfilar seu futebol. E com o manto alvinegro, Rivellino marcou mais gols em sua brilhante carreira, anotando 141 gols. No entanto, Roberto Rivellino jogou em um período em que o Timão vivia um incômodo jejum de títulos. Com isso, Rivellino não conseguiu grandes feitos com a camisa corintiana, mesmo sendo até hoje, um dos maires ídolos da história do clube. Conquistou o Torneio Rio-São Paulo de 1966. Porém, o título foi dividido com Botafogo, Vasco e Santos. Além disso, o craque duelava com Pelé confrontos históricos. Neste período, o Santos ficou 11 anos sem perder para o Corinthians. Mas os duelos entre as duas equipes eram sempre emblemáticos. De um lado, o Rei do Futebol. De outro, o “Reizinho do Parque”. Em 1968, Rivellino ajudou o Timão a quebrar este tabu, na vitória por 2 a 0. No Corinthians, Rivellino exibia suas cobranças de faltas precisas. Tinha um chute tão forte, que suas cobranças levavam o apelido de “Patada atômica”. Além das cobranças de falta, era preciso nos lançamentos, passes curtos e de média distância, drilbles e visão de jogo. Era praticamente um jogador completo. Anos mais tarde, o craque e gênio argentino, Diego Maradona, afirmou que havia se inspirado em Rivellino. Para Rivellino, uma surpresa, até então. Com muita habilidade, pois começara sua carreira no Futsal, Rivellino passou a protagonizar jogadas de muito efeito e plasticidade no Corinthians. Com um talento extremo, o “Garoto do Parque” (mais um apelido, desta vez dado pelo jornalista Antônio Guzmán, na década de 60), os adversários sofriam com o famoso drible “elástico”, invenção do camisa 10. Um drible curto, no movimento de vai e vem com a mesma perna que, na maioria das vezes, passavam entre o meio das pernas de quem o marcava. A jogada era tão genial e rápida, que o marcador nem via por onde a bola passava. Tinha na perna esquerda seu maior dom e com ela executava este drible desconcertante. Anos mais tarde, com a camisa do Fluminense, eternizou esta jogada, em um clássico contra o Vasco da Gama. Ainda no Corinthians, marcou época com seus gols fáceis e de longa distância, em chutes que chegavam à furar às redes. Um verdadeiro petardo nas faltas e chutes frontais. Rivellino encerra sua participação com a camisa alvinegra no ano de 1974, após a derrota na final do Paulistão, para o Palmeiras, por 1 a 0, no Morumbi (gol do atacante Ronaldo). Com a camisa do Corinthians, Rivellino marcou 114 gols, em 474 jogos, conquistando ao todo, 238 vitórias. Um número astronômico!

Seleção Brasileira:

Vivendo seu auge no Corinthians, Rivellino teve rapidamente seu nome relacionado por João Saldanha, para a Copa do México, em 1970. Ainda nas Eliminatórias, em 1969, Saldanha deixa a seleção e Zagallo assume o posto de técnico. Considerado um jogador extraclasse, Roberto Rivellino fez parte de uma seleção extraordinária, que até hoje é referência. A seleção do Tri. Já no jogo de estreia, mostrou à potência na falta contra a Tchecoslováquia. Foi o primeiro gol dele na Copa e da nossa seleção. Os mexicanos o apelidaram de “Patada Atômica”. Na grande final contra a Itália, fez um cruzamento épico e genial, girando o corpo e colocando a bola na cabeça de Pelé, que abriu o placar, na goleada por 4 a 1. Rivellino foi ovacionado após o final da partida, com envasão de campo da torcida mexicana, sendo, ao lado de Pelé, um dos mais requisitados pelos fanáticos mexicanos. Extase total.

Depois da Copa de 1970, Rivellino ainda seria campeão pela Seleção Brasileira do Torneio "Mini-Copa", disputado no Brasil em 1972, da Taça do Atlântico e do Torneio Bicentenário dos EUA em 1976. Rivellino ainda disputaria as Copas de 1974, fazendo um golaço de falta no estilo “Patada Atômica”, contra a Alemanha Oridental e na Copa de 1978, ficando no banco de reservas, por motivos físicos. Com a camisa da Seleção, Rivellino marcou 26 gols, em 94 jogos oficiais. Se levarmos em conta também os jogos amistosos, foram 43 gols, em 122 partidas. Foi titular da Seleção por quase 10 anos. Uma marca de peso, o que demonstrava o respeito dos técnicos e da própria CBF no futebol do craque.

Fluminense:

Em 1975, Rivellino é contratado pelo Fluminense. No Tricolor das Laranjeiras, o jogador marca época e é ídolo até hoje. Rivellino estreou no Fluminense no dia 8 de fevereiro de 1975, num amistoso, em pleno sábado de Carnaval, justamente contra o seu ex-time. O resultado foi 4 a 1 para os cariocas, com três gols seus.

O Fluminense era chamado de "Máquina Tricolor", sendo considerado uma das melhores equipes do Brasil, vindo a conquistar o bicampeonato estadual (75/76) e sendo por duas vezes semifinalista do Campeonato Brasileiro: em 1975, perdeu para o Internacional, e em 1976 para o Corinthians, no jogo em que houve a famosa Invasão Corintiana, no Maracanã. O Corinthians desclassificou o Flu nos pênaltis.

Além de Rivellino, havia outros grandes craques, como Félix, Paulo César Lima, Doval, Pintinho, Carlos Alberto Torres, Dirceu e Edinho, entre outros, numa equipe que vivia se exibindo pelo mundo em grandes torneios internacionais.

Teve várias atuações de destaque pela equipe carioca, sendo que em um jogo contra o Vasco da Gama, marcou o gol mais famoso de sua carreira, aplicando o "drible elástico" no volante Alcir, da equipe cruzmaltina, e passando por mais dois jogadores cruzmaltinos antes de fazer o gol da vitória tricolor.

No Fluminense, Rivellino atuou de 1975 a 1978, marcando 53 gols, em 158 jogos. Ele está entre os 11 maiores goleadores da história do clube das Laranjeiras. Muitos o consideram o maior jogador tanto do Corinthians quanto do Fluminense.

New York Cosmos:

Em 1978, Rivellino disputou um amistoso pela equipe do New York Cosmos[9][10] contra a equipe espanhola do Atlético de Madrid. Os espanhóis venceram por 3 a 1, sendo que o gol do Cosmos foi anotado por Rivellino.

Al Hilal:

Ainda em 1978, deixou o Tricolor Carioca e foi negociado com o futebol árabe. No Al Hilal, da Arábia Saudita, foi campeão da Copa do Rei e campeão nacional. Desavenças com o príncipe Kaled fizeram com que Rivellino encerrasse sua carreira mais cedo, em 1981, aos 35 anos, sendo que pretendia jogar até os 42 anos.

Amistosos com as camisas da Portuguesa e São Paulo:

Em caráter de jogo festivo, Rivellino ainda jogou com a camisa da Portuguesa, em 1972, em comemoração à inauguração do Estádio do Canindé. O jogo foi contra a equipe do FK Željezni?ar Sarajevo, da Bósnia e Herzegovina (que, na época, pertencia a antiga Iugoslávia). Rivellino atuou cerca de 40 minutos a fez um dos gols na vitória da Portuguesa por 2 a 0. O gol, curiosamente, foi feito com o pé direito, ao invés de sua famosa canhota. Dez anos mais tarde, já com sua carreira encerrada, em 1982, Roberto Rivellino disputou uma partida amistosa com a camisa do São Paulo, contra a Seleção da Arábia Saúdita. O jogo aconteceu no Morumbi. Não fez gols, mas foi muito aplaudido por todos no estádio do Tricolor.

Títulos conquistados:

No Corinthians:  

Torneio Rio-São Paulo: 1966

Torneio Laudo Natel: 1973

Torneio do Povo: 1971

Taça Piratininga:1968

Torneio Costa do Sol:1969, disputado na Espanha.

No Fluminense:

Campeonato Carioca: 1975 e 1976

Taça Guanabara: 1975

No Al-Hilal:

Campeonato Saudita: 1978-79

Copa do Príncipe Faisal Bin Fahad: 1979-80

Pela Seleção Brasileira:

Copa do Mundo FIFA: 1970

Copa Roca (atual Superclássico das Américas): 1971 e 1976

Torneio "Mini-Copa", disputado no Brasil em 1972 

Taça do Atlântico e do Torneio Bicentenário dos EUA em 1976.

Copa Pelé: 1989 (Seleção de Masters).

Prêmios Individuais:

FIFA 100: 2004

All-Star Team da Copa do Mundo da FIFA: 1970

Bola de Prata da Revista Placar: 1971

Craque do time das estrelas da Copa do Mundo: 1970

3º Melhor Futebolista Sulamericano do ano: 1973

3º Futebolista Sulamericano do ano: 1976

2º Melhor Futebolista Sulamericano do ano: 1977

Hall da fama do futebol internacional - International Football Hall of Fame (IFHOF): 1997

13º Maior jogador Brasileiro do Século XX pela IFFHS: 1999

32º Maior jogador sul-americano do século : 1999

100 Maiores Craques do Século - World Soccer (Leitores): 1999

Premio Golden Foot Award (Lenda do Futebol): 2006

49 Maiores jogadores de todos os tempos - World Soccer (Jurados): 2010

Rivellino também foi escolhido para integrar a Seleção de Futebol da América do Sul do Século XX. A enquete foi realizada com cronistas esportivos de todo o mundo.

Pesquisa de Apoio: Wikipédia.

Apresentação e Roteiro: Alexandre Cardillo.

Comentários, Sonoplastia e Edição: Mozart Conceição.


01/08/2016 - Homenagem a Maradona

O Imortais do Esporte faz sua primeira homenagem a um atleta estrangeiro. Os momentos épicos de um gênio da bola, marcado por irreverência, muita personalidade e também polêmicas dentro e fora de campo. 

Nascido em Lanús-ARG, no dia 30 de outubro de 1960 (55 anos), Diego Armando Maradona Franco já mostrava muita habilidade com a bola nos pés, ainda muito criança. Criado no subúrbio de Buenos Aires (em uma favela), o menino adorava fazer embaixadinhas e uma imagem não sai da memória dos arquivos esportivos: Maradona fazendo embaixadinha descalço, com a camisa da seleção brasileira (aliás, para quem não sabe, Maradona se inspirou em Rivellino). O garoto, então com apenas nove anos de idade, já chamava a atenção pela sua maneira fácil de tratar a bola e era admirado pelos demais garotos. Com uma situação paupérrima, mas com um sonho de se transformar em um dos maiores jogadores do mundo, o argentino buscava, incessantemente, um clube para mostrar todo seu precioso dom. Mesmo ainda um garoto, Maradona não pensava em mais nada. Só jogar futebol. O treinador do Argentino Juniors, Francis Cornejo, ouviu elogios intermináveis sobre Maradona, pois um outro garoto, amigo de Maradona, falara muito bem dele para Cornejo. De imediato, o treinador quis comprovar se, de fato, Maradona tinha todo este talento mesmo. Repito, ele tinha apenas nove anos. Os pais foram então convencidos a colocar Maradona no Argentino Juniors, clube pequeno da capital, mas famoso pelo bom trabalho que desenvolvia com as categorias de base. Com quinze anos, disputava partidas preliminares, já atraindo multidões. Quando finalmente foi lançado entre os profissionais, não saiu mais.[14] Demonstrava um repertório completo certeiro com a sua mágica perna esquerda: lançamentos, passes, dribles curtos, chutes certeiros de curta e longa distância, cobranças de falta e escanteios. Aos dezessete anos, recebeu a primeira convocação para a Seleção Argentina. Porém, ele foi cortado da disputa da Copa de 1978, de maneira polêmica e até hoje (daqui a pouco, quando eu falar de seleção argentina, explico ao ouvinte o motivo pelo qual ele não foi convocado).

Ainda em 1978, foi pela primeira vez artilheiro do campeonato argentino. Em 1979, seria artilheiro tanto do campeonato argentino quanto do campeonato metropolitano, torneio que reunia os clubes da Grande Buenos Aires e que era na época considerado mais importante até do que o campeonato nacional.[20] Naquele ano, seria eleito pela primeira vez o melhor jogador sul-americano. A dose repetiu-se em 1980: Maradona foi artilheiro dos dois campeonatos [20] e eleito outra vez o melhor jogador da América do Sul,[14] com o adicional de ter levado o Argentinos Juniors ao vice-campeonato nacional, melhor resultado do clube até então. O Boca Juniors, que não conseguia títulos argentinos desde 1976, resolveu ir atrás dele, no que era a realização de um sonho para o jogador: Maradona sempre fora um torcedor xeneize fanático. Jamais seria esquecido, todavia, na equipe que o revelou: o Argentinos renomearia seu campo para Estádio Diego Armando Maradona

Cubes:

Na Argentina, Maradona já era um fenômeno. Seu talento seria mais tarde, ovacionado no mundo todo. Seu primeiro grande clube foi o Boca Juniors. E foi justamente em um amistoso contra o Argentino Juniors que Maradona fez sua estreia pelo Boca, marcando de pênalti, atuando pelos dois times. Parte da concordância do Argentinos em emprestá-lo estava em uma cláusula do contrato de venda em que proibia que Maradona enfrentasse a antiga equipe em jogos oficiais. Dois dias depois, atraiu 65 mil pessoas à Bombonera para vê-lo marcar duas vezes em vitória por 4–1 na primeira partida oficial, contra o Talleres de Córdoba. 

Mas foi especificamente no ano de 1981 que Maradona emplacou seu futebol no Boca. Fazendo uma dupla de respeito com Miguel Ángel Brindisi, Maradona recondziu o time à conquista do título metropolitano. Juntos, marcaram 33 gols dos 60 no torneio. Maradona também marca em seu primeiro Boca x River, em um 3–0 listado entre as dez inesquecíveis vitórias do Boca em Superclásicos pela enciclopédia do centenário do clube. Ele fez o último gol, deslocando o goleiro Ubaldo Fillol e completando para as redes antes que Alberto Tarantini conseguisse bloquear seu ângulo. Contra o grande rival, marcaria em todos os clássicos disputados em 1981. O segundo deles, empatado em 1–1, foi de forma similar: tirando Fillol da jogada e marcando antes de Tarantini chegar. Os outros dois foram pelo campeonato nacional. Este foi disputado em quatro chaves de sete times onde os dois primeiros de cada uma se enfrentariam em mata-matas até a final, como Boca liderando a sua, apesar de não vencer o River – foram uma derrota por 2–3 e um empate em 2–2, neste com Maradona marcando os dois, empatando a partida no último minuto.

Nas quartas-de-final, os boquenses enfrentaram o Vélez Sarsfield. Na Bombonera, em um tumultuado jogo de ida, em que os dois times terminaram a partida com nove jogadores, Maradona acabaria revidando uma das faltas que sofreu e foi suspenso pela comissão disciplinar da AFA. Seria seu último jogo oficial pelo clube do coração: o Boca acabaria eliminado pelo adversário na partida de volta. Maradona ainda participaria de amistosos em excursões do clube pelas Américas e Ásia antes de ser vendido para o Barcelona por uma transferência recorde de mais de 7 milhões de dólares acertada pouco antes da Copa do Mundo de 1982. Coincidência ou não, sem seu grande astro, o Boca só voltaria a ser campeão argentino onze anos depois.

Barcelona:

O Barça vivia carência de títulos desde o final da década de 1950. Maradona chegava com status de ídolo maior, sem mesmo fazer sua estreia ainda. O time catalão, desde 1960, só conseguira vencer o campeonato espanhol em 1974. Via o rival Real Madrid se distanciar cada vez mais no ranking de vencedores e ainda sentia o Atlético de Madrid aproximando-se, com um título a menos. O clube fez de tudo para que seu astro se sentisse à vontade, contratando vários argentinos para servirem-lhe de assessores e funcionários. A estratégia não teria bons resultados: o craque acabou por fechar-se naquele círculo de convivências e demoraria a se adaptar no estrangeiro. Na primeira temporada, ele enfrentou o primeiro problema: em dezembro de 1982, sofre de hepatite e fica de fora dos campos por três meses.[15] O time termina apenas em quarto; o título de 1982–83 fica com o Athletic Bilbao. Na Copa do Rei, porém, decide a final contra o Real Madrid, marcando nos dois jogos da decisão e é aplaudido de pé pela torcida do arquirrival após a vitória por 2–1 em pleno Santiago Bernabéu – na partida de ida, no Camp Nou, o Barcelona havia deixado o rival empatar após estar vencendo por 2–0.[25]

Mal inicia-se a segunda temporada e, num jogo contra o Athletic, sofre uma entrada bastante desleal do adversário Andoni Goikoetxea e fratura o tornozelo esquerdo. O astro levaria 106 dias para retomar o futebol. Quando volta, conduz os blaugranas ao caminho do título. No entanto, por um ponto, a taça fica justamente com o Athletic. Ambos os times decidem também a Copa do Rei, e um novo dia ruim contra a equipe basca (que vence por 1–0) faz Maradona surtar. Ele protagoniza uma briga generalizada entre os jogadores.[15]

Maradona, que já não tinha um relacionamento bom com a diretoria do Barcelona, é praticamente descartado por ela após receber uma suspensão de três meses em razão da confusão: a cúpula culé aceita a oferta do pequeno Napoli, da Itália. Desgostoso com o que julgou como falta de esforço do clube em defendê-lo nos tribunais, Maradona acatou a transferência,[24] encerrando um ciclo de dois anos de altos e baixos no Camp Nou.[26]

Declararia em sua autobiografia, Yo Soy Diego, que o presidente Josep Lluís Núñez teria inveja de sua popularidade e era o principal responsável direto por sua saída.[26] No livro, Maradona também apontou a coleção de fatores que o impediram de triunfar no Barcelona: desde a hepatite e lesões até gostar mais de Madrid. Ele também revelou que foi na Catalunha que começou seu relacionamento com as drogas. Aceitou a proposta do Napoli pois também estava arruinado financeiramente;[27] chegou a doar a casa que tinha em Barcelona para pagar suas dívidas.

Napoli:

Na cidade portuária, Maradona é inesquecível. Ao lado do brasileiro Careca, fez uma das duplas mais marcantes do futebol mundial. A equipe napolitana vivia um ostracismo de títulos, embora fosse uma equipe de muita tradição e torcida apaixonada. Seus troféus resumiam-se a títulos nas divisões inferiores e a duas conquistas na Copa da Itália. Maradona foi logo amado e venerado como um rei,chegando de helicóptero a um Estádio San Paolo tomado por torcedores que ainda custavam a acreditar. Ele, curiosamente, poderia ter chegado antes ao time: o clube o havia sondado em 1979, quando ainda estava no Argentinos Juniors, mas ele recusara a proposta na época. "Para mim, Napoli era apenas uma coisa italiana, como pizza", comentou. A Juventus também estava interessada no futebol do argentino. Mas desta vez, Maradona não titubiou e escolheu o Napoli.

Na primeira temporada, o clube ficou apenas em oitavo, mas somente dez pontos atrás do campeão Verona. Na segunda, a de 1985–86, conseguiu um terceiro lugar. Sua terceira temporada começou com ele já consagrado em todo o planeta, com a conquista da Copa do Mundo de 1986. Em setembro, porém, surge a primeira grande polêmica extracampo: sua ex-empregada doméstica, Cristina Sinagra, denuncia que Maradona é o pai do filho que ela teve. A paternidade é confirmada posteriormente na justiça. O filho, Diego Sinagra (também conhecido como Diego Armando Maradona Jr.), jamais seria assumido e os dois só teriam seu primeiro encontro em 2003.[15]

Ainda assim, é na temporada 1986–87 que Maradona dá ao Napoli seu primeiro título na Serie A, sobre a poderosa Juventus. A festa termina completa no clube e na vida pessoal: paralelamente, o Napoli é também campeão da Copa da Itália, e nasce sua filha Dalma (batizada com o mesmo nome da mãe de Diego).[28] Na temporada seguinte, Maradona, com quinze gols, alcança a artilharia do campeonato. O vice-artilheiro é a sua dupla ofensiva, o brasileiro Careca – que fora para a equipe justamente para poder jogar ao lado de Maradona [29] –, com treze. O bi, porém escapa por três pontos: o título fica com o Milan de Marco van Basten e Ruud Gullit, que consegue a liderança em vitória direta, em plena Nápoles, quando os dois clubes enfrentaram-se na antepenúltima rodada.[30] O clube rossonero tornar-se-ia o maior rival do Napoli pelos títulos italianos: a Juventus decaía com a aposentadoria de Michel Platini em 1987 e a Internazionale vivia certa carência. Na Copa dos Campeões da UEFA, o Napoli cai cedo: é eliminado pelo Real Madrid, primeiro adversário que enfrenta.

Na temporada 1988–89, o campeonato italiano vai surpreendentemente para a Inter de Milão, com a perseguição única do Napoli (único time na reta final com chances de tirar o título da Inter[31]) terminando em vão. O consolo fica por conta da Copa da UEFA: Maradona lidera o Napoli na campanha rumo ao primeiro título continental do clube. Nos mata-matas finais, o clube passa pela rival Juventus e pelo Bayern Munique até chegar na decisão, contra o Stuttgart. Os alemães são vencidos no embalo da dupla de Maradona com Careca: ambos marcam na vitória de virada no jogo de ida, em Nápoles, e seguram o empate na Alemanha Ocidental. Paralelamente, naquele ano ele casa-se em um estádio fechado com a namorada de infância, Claudia Vilafañe, e nasce Gianinna, sua segunda filha.[28]

1989–90 chega e o argentino novamente conduz o Napoli ao scudetto, com dois pontos de vantagem sobre o Milan. Maradona vivia o auge da carreira. A veneração em Nápoles em torno dele era tamanha que ele sentiu-se à vontade para convocar a população local para torcer pela Argentina, e não pela Itália, na Copa do Mundo de 1990, a ser realizada em solo italiano em semanas. Gerou enorme polêmica no resto do país, notadamente no norte, região dos times mais tradicionais, ressentidos com o sucesso meteórico do Napoli, que, por sua vez, era um clube de uma região historicamente desfavorecida no país. O presidente da federação italiana chegou a ir a público pedir que os cidadãos napolitanos torcessem pela Azzurra, e pesquisas de opinião foram feitas por jornais e revistas para calcular a que ponto Maradona conseguira influenciar Nápoles. A cidade voltava ao cenário do futebol, graças à dupla de atacantes mais eficiente do final dos anos 80, início dos anos 90.

Seleção Argentina (quatro Copas na carreira):

Maradona fez seu primeiro jogo pela Argentina em 1977, em amistoso contra a Hungria.[41] Integrou o grupo dos pré-convocados para a Copa do Mundo de 1978, mas, apesar do clamor popular para vê-lo no torneio, a ser disputado no país, foi deixado de fora pelo técnico César Luis Menotti, em decisão polêmica em favor de Norberto Alonso, também apreciado por público e mídia. No momento da convocação, este era o artilheiro do campeonato com o futuro campeão River Plate e fizera belo gol no último amistoso, contra o Uruguai, tendo entrado durante a partida. O que mais favorecia Beto Alonso, todavia, era o fato de ele ser o preferido dos dirigentes da AFA,[43] o que incluía o general Carlos Alberto Lacoste.

Em 1979, Maradona foi fundamental na conquista do Campeonato Mundial de Futebol Sub-20 de 1979. Marcou seis vezes e foi eleito o melhor jogador da competição.[14] 1979 foi também o ano em que ele marcou o primeiro gol pela seleção principal, em sua nona partida por ela. Foi em vitória por 3–1 sobre a Escócia, em Glasgow. Ele também marcou o único gol da Argentina na derrota por 1–2 para Seleção do Resto do Mundo,[41] em amistoso que ironicamente celebrava o primeiro aniversário do título argentino na Copa do Mundo de 1978.

Na Copa de 1982, a Argentina montou uma seleção ainda mais respeitada que a de quatro anos antes, campeã mundial. Com nomes como Ubaldo Fillol, Daniel Passarella, Mario Kempes, Osvaldo Ardiles, Américo Gallego e Daniel Bertoni, a Argentina encorporava o espírito de um possível bicampeonato em solo espanhol e Maradona fazia parte deste sonho. A estreia de Maradona em Copas, porém, seria desagradável. Ele foi repetidamente chutado e derrubado pelos belgas, chegando a receber entradas violentas pelas costas e ser puxado de cima da bola. Porém, o árbitro tchecoslovaco Vojtech Christov não tomou nenhuma medida contra os adversários, que venceram por 1–0.[16] A Argentina recuperou-se e se classificou após vencer Hungria, em que ele marcou seus dois primeiros gols em Copas, em goleada de 4–1,[41] e El Salvador. A segunda fase seria decidida em quatro grupos com três países, com cada grupo conferindo uma vaga nas semifinais. A Argentina enfrentaria Itália e Brasil.

O primeiro jogo foi entre argentinos e italianos e novamente Maradona seria caçado em campo, com uma truculenta marcação individual de Claudio Gentile. Após levar socos, chutes e joelhadas do início ao fim, foi Maradona, e não Gentile, a receber o cartão amarelo do juiz romeno Nicolae Rainea, que entendia que o argentino reclamava energicamente sem cabimento.[16] A Itália venceu por 2–1 e praticamente obrigou a Argentina a vencer os brasileiros para haver chances reais de classificação.

Contra os rivais, Maradona finalmente veria um cartão vermelho em uma falta desleal que lhe envolvia. Porém, o autor da infração era ele, após desferir com a sola do pé um chute, pensando ser em Falcão,[43] nos testículos de Batista. Cinco minutos antes do fim do jogo,[16] perdido por 1–3, Maradona saía de campo e da Copa. Permaneceu na Espanha, para jogar pelo Barcelona. Reconheceu mais tarde que a seleção vivia um ambiente festeiro e excessivamente confiante antes do torneio

Copa de 86, no México. Maradona vive seu ápice e um momento mágico na carreira. Gesto do capitão ao,levantar a Taça é uma imagem emblemática no esporte mundial!

Disputando seu segundo mundial, Maradona vivia um momento de incerteza, em virtude da Copa anterior. Em 1986, Maradona é novamente convocado para a Copa do México, porém com algumas críticas. Alguns setores da mídia questionavam a escolha do técnico Carlos Bilardo em chamá-lo e ainda por dar-lhe a tarja de capitão.[44] Maradona novamente apanhou na estreia, contra a Coreia do Sul, vencida por 3–1. No jogo seguinte, marcou o gol argentino no empate em 1–1 contra a campeã Itália. A classificação veio após vitória por 2–0 sobre a Bulgária. As oitavas-de-final seriam contra os rivais do Uruguai de Enzo Francescoli. Maradona teve um gol anulado e, instigado, realizou a melhor partida de sua vida, de acordo com o próprio. A Albiceleste eliminou a Celeste por 1–0, em dia em que ele afirma ter realizado bem todas as jogadas.[17] O próximo adversário da Argentina seria a Inglaterra.

Era a primeira vez que ambos se enfrentavam após a Guerra das Malvinas e um clima bastante tenso rondava a partida, fazendo com que o próprio exército mexicano patrulhasse as arquibancadas e as redondezas do Estádio Azteca, chegando a haver tanques nas ruas. O primeiro tempo terminou sem gols. No início do segundo, após driblar marcadores, Maradona passou a bola para um companheiro, que a perdeu. Steve Hodge, zagueiro adversário, chutou alto e a bola foi em direção ao goleiro Peter Shilton. Maradona continuou a correr e, com o punho cerrado, jogou a bola por cima de Shilton, vinte centímetros mais alto, fazendo com que a bola entrasse no gol inglês, naquele gol que ficou conhecido como La Mano de Dios. A despeito dos protestos dos britânicos com o árbitro, o tunisiano Ali bin Nasser, o gol foi validado. Em espaço de alguns minutos, o argentino marcaria outro gol igualmente célebre, e que ficou conhecido como O Gol do Século. A Argentina trocava passes em seu campo de defesa quando Maradona pediu a bola. Ele estava de costas para o campo de defesa inglês quando recebeu, tendo em volta três adversários: Hodge, Peter Reid e Peter Beardsley. Quando Beardsley aproximou-se para disputar a bola, Maradona girou em sentido contrário, saindo do meio-de-campo e avançando na meta inglesa. Reid o perseguiu sem sucesso e Terry Butcher foi facilmente deixado para trás, assim como Terry Fenwick.[16]

Butcher continuou correndo atrás, tentando ainda um carrinho quando Maradona tocou para as redes no momento em que Shilton tentou bloqueá-lo. A Argentina se fechou, chegando a sofrer gol de Gary Lineker a dez minutos do fim e quase levar empate do mesmo Lineker depois, mas conseguiu manter a vitória e se classificou. Após a partida, Maradona declarou que "se houve mão na bola, foi a mão de Deus", para o delírio da torcida argentina, sentindo-se vingada.[16] O outro gol, por sua vez, seria o eleito em 2002 o mais bonito da história das Copas. Porém, este não foi o gol que Don Diego considerou o mais bonito de sua carreira, e sim um que ele fez num jogo amistoso realizado em 19 de fevereiro de 1980, na Colômbia, quando o então jovem Maradona defendia o Argentinos Juniors.[47]

Na seminfinal, reencontraria a Bélgica, que tanto lhe chutara em 1982. Para aumentar a animosidade, o goleiro adversário Jean-Marie Pfaff declarou antes da partida que "Maradona não é nada de especial".[48] Apesar de novas pancadas, El Pibe perseverou e anotaria dois lindos gols no segundo tempo. No primeiro, passou por dois zagueiros e venceu Pfaff com um chute de trivela. Vinte minutos depois, na entrada da área belga, virou para um lado, avançou para o outro, fingiu que passaria a bola, gingou, deixou quatro adversários para trás e bateu novamente Pfaff. A Argentina voltava a uma final.

O jogo seria contra a Alemanha Ocidental. Maradona, desta vez, não marcou. O técnico alemão, Franz Beckenbauer, ordenara que Lothar Matthäus marcasse de perto o argentino. Ainda assim, o primeiro gol surgiu em razão dele: Matthäus cometeu uma falta em Maradona que Jorge Burruchaga cobraria para José Luis Brown abrir o marcador. Todavia, Maradona continuou dominado por Matthäus até cinco minutos do fim do jogo. Após estarem perdendo por 0–2, os germânicos haviam acabado de empatar heroicamente. Foi quando Maradona recebeu a bola e, entre dois adversários, deu belo passe para Burruchaga fazer 3–2.[16] Ao final, como capitão, ergueu a Copa que, na opinião geral, ganhara praticamente sozinho. Um êxtase na Argentina e Maradona virou um “Deus” no país. Pode até ser exagerado esse termo, mas se o ouvinte for a Buenos Aires, irá ter a certeza disso. 

Copa de 90:

A Argentina chegou forte na Copa da Itália, em 1990. Porém, foi surpeendida na estreia e perdeu por 1 a 0 para Camarões. Nesta Copa, Maradona ainda jogaria o fino da bola, mesmo um pouco abaixo, em comparação com a Copa de 86. Mas mesmo assim, ainda era considerado um dos maiores jogadores do mundo, principalmente pelo que vinha apresentando no Napoli. Foi responsável por eliminar o Brasil nas oitavas de final, driblando Dunga e Alemão em uma jogada extraordinária, deixando Caniggia livre para driblar Taffarel e marcar o único gol do jogo. A Argentina ainda faria um jogo memorável contra os donos da casa, eliminando a Itália de Totó Schilatti, nos pênaltis. Novamente a Alemanha Ocidental na grande decisão. Mas a Argentina perde por 1 a 0 na final e Maradona chora muito, mesmo sendo considerado um dos melhores daquela Copa. Ele recebe a medalha de João Havelange (então presidente da FIFA), mas recusa-se a apertar sua mão. Maradona sempre dividiu seu valorozo talento com polêmicas dentro e fora de campo. Envolveu-se com às drogas e deixou à fama tomar conta, deixando o futebol literalmente para escanteio.

Copa de 94:

 Envolvido em escândalos de uso de drogas, Maradona já estava praticamente colocando um ponto final em sua carreira de jogador. Mesmo assim, foi convocado para a Copa dos Estados Unidos. Foi protagonista em apenas um jogo. O de estreia, contra a Grécia. Fez Marcou de fora da área contra a Grécia e, em famosa comemoração, rugiu com os olhos esbugalhados para uma câmera. Contra a Nigéria, demonstrou fôlego incansável [16] e inspirou os argentinos a vencerem de virada. O milagre por trás da perda de treze quilos – de 89 para 76 [43] – em um tempo assustadoramente curto antes do torneio foi revelado em novo antidoping, que detectou efedrina. A droga, além de ser usada para emagrecer,[14] era também um poderoso estimulante. Para a Seleção Argentina não ser desclassificada, Maradona teve de jurar inocência [16] e a Associação do país teve de retirar seu nome do elenco. Maradona foi retirado de campo por uma enfermeira, causando revolta na Argentina e descontentamento total na AFA. Para a entidade maior do futebol argentino, teoria da conspiração pela FIFA. A Argentina vai mal nesta Copa, vencida pelo Brasil e cai fora ainda na primeira fase.

Carreira de Técnico:

Maradona assumiu o comando da Seleção Argentina em outubro de 2008, após a saída de Alfio Basile.[70] Julio Grondona, o presidente da Associação do Futebol Argentino, já havia lhe prometido verbalmente o cargo após a Copa do Mundo de 2006,[17] mas na época optara por Basile. Após o técnico sucumbir com os maus resultados e críticas da imprensa, Grondona pensava em efetivar Sergio Batista, técnico da seleção argentina olímpica que conseguira a medalha de ouro nos Jogos de 2008.[33]

Porém, nas próprias Olimpíadas de Beijing Maradona pavimentou seu caminho. Com permissão livre para acompanhar a delegação, Maradona procurou travar relação forte com os jogadores, muitos deles figuras também da seleção principal, como seu genro Sergio Agüero, Fernando Gago e Lionel Messi.[71] Grondona, doze dias após a demissão de Basile, enfim acatou o desejo de Diego, por razões políticas: o homem mais indicado para o cargo, Carlos Bianchi, era um desafeto pessoal do presidente. Maradona é oficializado como o técnico que comandaria à seleção argentina na Copa de 2010, disputada na África do Sul. Foi bem com a seleção naquele mundial. Sua forma de conduzir os jogadores era como se fosse um “pai” para todos. Era muito vibrante e ovacionado no país. Perdeu nas quatas de final para a Alemanha, mas mesmo assim regressou reverenciado, mesmo com algumas críticas da imprensa Hermana, principalmente pelos entrevelos com Tévez. Mais tarde, Messi também seria seu desafeto.



Quem é melhor? Pelé, ou Maradona?

Após a atuação estupenda na Copa de 86 e uma unanimidade no Napole pelas suas jogadas mágicas, uma pergunta entra em cena até hoje. Quem é melhor? Pelé ou Maradona? Para nós, resposta inquestionável. Pelé foi soberano em gols (mais de 1.000 na carreira) e conquistou três Copas do Mundo. Para os argentinos, comparação é respondida quase que sem pensar. Eles cravam Maradona como o maior da história, não só no país de origem, mas como no futebol mundial. Sem sombra de dúvidas, foram os dois maiores jogadores do planeta bola. A genialidade e o poder de decidir em campo renderam essa comparação. O futebol agradece.

Títulos:

Boca Juniors

Campeonato Argentino: Metropolitano 1981[14]

Barcelona

Copa do Rei: 1983[14]

Supercopa da Espanha: 1983

Copa da Liga Espanhola: 1983

Napoli

Campeonato Italiano: 1987, 1990[14]

Copa da Itália: 1987[14]

Copa da UEFA: 1989[14]

Supercopa da Itália: 1990[14]

Seleção Argentina

Campeonato Mundial de Futebol Sub-20: 1979[14]

Troféu do 75º aniversário da Copa da FIFA: 1979

Copa do Mundo FIFA: 1986[14]

Vice-campeão da Copa do Mundo FIFA: 1990

Troféu Artemio Franchi: 1993


Prêmios conquistados:

FIFA 100: 2004

Bola de Ouro da Copa do Mundo da FIFA: 1986

All-Star Team da Copa do Mundo da FIFA: 1986, 1990

Melhor Jogador do Mundo eleito pela World Soccer: 1986

Onze d'Or: 1986, 1987

Guerin d'Oro: 1985

Melhor Jogador Sulamericano do ano eleito pelo jornal El Mundo: 1979, 1980

Melhor Jogador do Mundial Sub-20: 1979[14]

Melhor Jogador Argentino do Ano pela Associação de Jornalistas da Argentina: 1979, 1980, 1981, 1986[91]

Bola de Bronze da Copa do Mundo FIFA: 1990[92]

Melhor Jogador do Século XX da FIFA (votos de internautas): 2000[15]

3º Maior Jogador do Século XX pelo Grande Júri FIFA: 2000

2º Maior jogador Sulamericano do século XX pela IFFHS: 1999

5º Maior jogador do Mundo do Século XX pela IFFHS: 1999

2º Maior jogador do século XX pela revista - France football: 1999

Time dos Sonhos da FIFA: 2002[93]

Prêmio Olimpia de Oro (Melhor atleta argentino do ano): 1986[94]

La Gazzetta dello Sport - Melhor Jogador de Todos os Tempos: 2012

- 2016 - Um dos 11 eleitos pela AFA para a Seleção Argentina de Todos os Tempos

Artilharias:

Campeonato Argentino: Metropolitano 1978, Metropolitano 1979, Nacional 1979, Metropolitano 1980, Nacional 1980[88]

Campeonato Italiano: 1988[89]

Copa da Itália: 1988


Material de Apoio: Wikipédia.

Roterio e Apresentação: Alexandre Cardillo.

Comentários e Sonoplastia: Mozart Conceição. 


25/07/2016 Homenagem a Romário

O Imortais do Esporte, edição de número 13, relembrou os momentos marcantes da carreira do atacante mais eficiente dentro da área, que nosso futebol conheceu. Uma verdadeira “máquina” de fazer gols. Além de ter sido um dos jogadores mais talentosos do nosso futebol. Romário, galera! Olha, vocês não podem perder o Imortais de hoje! Eu tenho certeza que vai ser pra lá de especial. Emocionante!!! Hoje, o Imortais vai levar a você, ouvinte do De Prima, grandes gols do baixinho. No decorrer do programa, vamos relembrar através dos áudios, os golaços que Romário marcou e os momentos inesquecíveis deste estupendo atacante. Sensacional galera!!!

Nascido no Rio de Janeiro, no dia 29 de janeiro de 1966, Romário de Souza Faria, ou simplesmente Romário, morou na comunidade do Jacarezinho até os três anos de idade. Mudou-se para a Vila da Penha. Já crescido, Romário começou a dar os primeiros passos no futebol. Jogou no time do Estrelinha, cujo fundador era o seu pai. Na verdade, seu pai fundou esse time no intuito de incentivar Romário à prática do futebol. Aos poucos, o baixinho foi gostando de jogar e passou a se destacar perante aos garotos maiores. O talento era tanto, que rapidamente despertou o interesse de um olheiro que, em 1979, o levou para fazer testes no infantil do Olaria. Logo de cara, foi campeão infantil e artilheiro do time. Com muita qualidade técnica e já evidenciado como um goleador nato, despertou muito interesse do Vasco da Gama. Foi levado ao time cruz-maltino. Porém, foi obrigado a fazer uma espécie de “estágio” que durou um ano, já que ainda não tinha condições legais de ingressar no time, em virtude da idade (era novo demais). O período de um ano passou e Romário, já na categoria juvenil e juniores do Vasco, consegue por três anos seguidos ser artilheiro e campeão carioca nos anos de 1982,1983 e 1984, mostrando assim que estava surgindo um dos grandes artilheiros do nosso futebol.

Carreira de sucesso no Vasco:

 Falar de Romário é associar ao Vasco da Gama. Lá, iniciou sua carreira de grande sucesso no futebol, em 1985. Sua estreia oficial aconteceu no dia 6 de fevereiro, com uma vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba, no Brasileirão daquele ano. Ele entrou na segunda etapa, no lugar de Mário Tilico. Seu primeiro gol com a camisa vascaína aconteceu no dia 18 de agosto, contra o time capixaba do Nova Venécia, em amistoso realizado. O Vasco goleou por 6 a 0 e Romário marcou dois gols. Chamou atenção dos jornalistas e torcedores pela facilidade em balançar às redes. Foi vice-artilheiro do Campeonato Carioca de 1985. Considerado uma extraordinária revelação, assinou seu primeiro contrato profissional em 1986, aos 20 anos, fazendo dupla com o grande ídolo da torcida, Roberto Dinamite. Uma fase áurea em um dos clubes mais importantes e tradicionais do nosso futebol. O Vasco mesclava juventude, com experiência e ficou marcado com Romário e Dinamite no ataque. Que dupla! Anos mais tarde, Dinamite falou a seguinte frase: "Você sabe o que é jogar ao lado do Romário de 20 anos de idade? Era só jogar a bola para ele. Das três que chegavam no pé, duas ele colocava dentro do gol". O primeiro título como profissional do baixinho com o Vasco, foi a Taça Guanabara, em 1986, contra o Flamengo. Foi artilheiro do Campeonato Carioca, com um gol à frente de Dinamite. Mas o Vasco acabou ficando com o vice-campeonato estadual, conquistado pelo rubro-negro da Gávea.  Mas o desempenho de Romário foi tão avassalador, que seu nome chegou a ser cogitado para a Copa do México, no mesmo ano. Acabou não fazendo parte do elenco na Copa. 

Em 1987 e 1988, Romário marca época no Vasco. Sagra-se bicampeão carioca, na revanche contra o Flamengo. Na decisão de 1988, marca um gol histórico contra o arquirrival, aplicando um lençol no goleiro Zé Carlos e quase entrando no gol junto com a bola. Naquele ano, já declara sua ambição de fazer mil gols, tal como Pelé: "Tenho 22 anos e garanto que ainda vou impressionar muita gente. Podem me cobrar. Vou chegar ao milésimo gol". Em 1988, conquista de novo o campeonato Carioca e integra a Seleção Brasileira que vai às Olimpíadas de Seul. Romário termina os Jogos Olímpicos como artilheiro com seis gols, um deles na final. O Brasil acabou sofrendo à virada para a então União Soviética, hoje Rússia.

No Vasco, conquistou reconhecimento notável no Brasil e no mundo, em virtude desses inúmeros feitos e triunfos alcançados, muito jovem ainda. Anos mais tarde, ainda se tornaria Campeão Brasileiro pelo clube, em 2000 e também da Copa Mercosul, em um jogo épico contra o Palmeiras. O Vasco perdia por 3 a 0 e conseguiu à virada por 4 a 3, em pleno Palestra Itália. Romário fez o gol que decretou à virada no placar e o título vascaíno. Durante sua carreira, Romário teve três passagens pelo Vasco e até hoje é ovacionado e considerado o maior ídolo do clube, ao lado de Roberto Dinamite.

PSV Eindhoven (Holanda):

Romário transferiu-se para o PSV ainda no ano de 1988, por US$ 5 milhões, sendo na época a mais cara contratação brasileira por um clube estrangeiro. O técnico da equipe neerlandesa, Guus Hiddink, veio pessoalmente ao Brasil para participar das negociações. Estreou pelo clube em 30 de outubro de 1988 na partida PSV 3–0 Twente. Na sua primeira temporada no clube foi artilheiro, campeão do Campeonato Neerlandês e da Copa dos Países Baixos. Na temporada de 1989-90, Romário é novamente artilheiro e volta a ganhar a Copa nacional e torna-se ainda o primeiro brasileiro chamado para uma Copa do Mundo atuando por uma equipe dos Países Baixos. Todavia, uma lesão no tornozelo ocorrida a três meses do torneio pelo próprio PSV praticamente o priva de jogar o mundial. O Baixinho recupera-se bem da lesão e, na temporada de 1990-91, é novamente artilheiro e campeão da Eredivisie (Liga holandesa na época), com um sabor especial para a torcida: o PSV, até então a terceira força do futebol neerlandês iguala, em número de títulos no campeonato, o Feyenoord, ultrapassado na temporada 1991-92, com um bicampeonato seguido da equipe de Eindhoven. A temporada de 1992-93, em que o Feyenoord ganha e se iguala momentaneamente ao PSV, é a primeira de Romário na Holanda em que ele não fatura títulos; ainda assim, sua artilharia na Copa dos Campeões da UEFA, mesmo com o PSV caindo em último na fase de grupos, impressiona um holandês em especial: Johan Cruijff, que na época treinava com sucesso o Barcelona. O clube espanhol é convencido a comprar Romário, fazendo-o por US$ 4,5 milhões. Romário despediu-se do PSV com um total de 174 gols marcados. Impressionante!

Barcelona

 Romário tem um início arrasador no clube catalão, em 1993. Na pré-temporada, marca 14 gols em 8 partidas. Seu primeiro título veio em cima do São Paulo, no Torneio Tereza Herrera, em que Romário faz o gol do título de cabeça na final. Conseguiu também, para a surpresa geral, a amizade do temperamental Hristo Stoichkov, que não escondera da imprensa seu descontentamento inicial com a chegada de um quarto estrangeiro. Na época, as regras só permitiam três em campo, e o Barcelona já reunia, além do búlgaro, o neerlandês Ronald Koeman (ex-colega de PSV) e o dinamarquês  Laudrup, todos já consagrados no clube. De fato, Cruijff teve de revezar os quatro em um rodízio que pouco os agradava. Mas Romário novamente se destacou, pela facilidade em fazer os gols. Não tinha como ficar de fora. A temporada de 1993-94 desenrola-se com o Barcelona em busca de um tetracampeonato seguido. O ápice dá-se em um El Clásico, em que Romário marca três vezes e dá uma assistência em um 5 a 0 contra o Real Madrid, o primeiro gol marcaria história sendo eleito em uma pesquisa feita em 2008 pelo jornal El Mundo Deportivo, como o gol mais bonito da história do Barcelona, onde Romário dá um drible chamado pelos espanhóis de Cola de Vaca em cima do zagueirão do Real madrid e da seleção espanhola, Alkorta. O outro time da capital espanhola também não se livra do Baixinho: nos dois duelos contra o Atlético de Madrid, Romário marca também três vezes, em cada um - 3 a 4 no primeiro turno e 5 a 3 no segundo. Mas a partida contra o Real é o marco: a partir dela, o Barcelona soma 28 pontos em 30 possíveis nas partidas restantes e consegue, na última rodada, faturar um título que parecia perdido para o La Coruña de Bebeto e Mauro Silva. A temporada de 1994-95, apesar da saída de Laudrup para o arquirrival Real Madrid, começa inspiradora: Romário volta a Barcelona como campeão e grande destaque da Copa do Mundo de 1994, torneio onde Stoichkov também destacara-se como artilheiro e condutor de uma campanha histórica da Bulgária a um quarto lugar. O Barcelona havia contratado ainda outra estrela da Copa, Gheorghe Hagi, respondendo ao Real (onde o romeno havia jogado). E é justamente na Liga dos Campeões que Romário teria uma última noite de gala no Camp Nou, em que a dupla com Stoichkov marca três vezes em um 4 a 0 sobre o Manchester United. "Não pudemos com a velocidade de Stoichkov e Romário. A rapidez com que atacavam era algo totalmente novo", declararia o técnico britânico, Alex Ferguson. No entanto, Romário já estava um pouco desgastado no clube catalão e resolve retornar ao Brasil, em 1995. Jogou pelo Flamengo, compondo trio ofensivo com Sávio e Edmundo, mas não se solidificou no Mengão. Saiu do Flamengo, rumo ao Valencia, da Espanha. Por lá, foi muito bem e ganhou o carinho dos torcedores.

Seleção Brasiliera

Sua estreia com a camisa canarinho aconteceu em 1987. Se destacou nas Olimpíadas de Seul, em 1988 e na conquista da Copa América, em 1989. Romário fez o gol do título, contra o Uruguai (1x0), caindo de vez nas graças da torcida, que já o idolatrava. O Brasil quebrava um tabu de 40 anos sem título, no torneio continental. Disputou sua primeira Copa, em 1990. Mas devido a uma grave lesão no tornozelo, só entra no segundo tempo do jogo contra a Escócia. Uma frustração na carreira do baixinho, que vivia um momento único na carreira.

Copa dos Estados Unidos, em 1994. Romário é o protagonista do Tetra!

Após a Copa de 90, segue na Seleção. No entanto, após questionar o técnico Carlos Alberto Parreira sobre não ter sido chamado para um amistoso contra a Alemanha em 16 dezembro de 1992 (sem ele, o Brasil vence por 3 a 1), acaba sendo deixado de lado, a despeito da boa fase que mantém no PSV e, posteriormente, no Barcelona. Apesar do clamor popular, devido à decepcionante campanha rumo à Copa do Mundo de 1994, que chega a incluir a primeira derrota brasileira nas Eliminatórias (0 a 2 para a Bolívia, em La Paz), Romário só volta a ser chamado na última partida, por conta da contusão de Müller. Em 1993, assim como na Copa América de 1989, o jogo decisivo é contra o Uruguai, no Maracanã. Se perdesse, o Brasil ficaria de fora, pela primeira vez, de uma Copa do Mundo. Romário não deu chances. Em uma das atuações mais exuberantes já vistas no estádio, ele marcou os dois gols da vitória e garantiu seu lugar no mundial dos Estados Unidos, prometendo o tetracampeonato. O Brasil entra desacreditado na Copa, em virtude do estilo pragmático de jogo, imposto pelo técnico Carlos Alberto Parreira. Mas Romário foi o grande responsável por esta virada no conceito de jogo da seleção. Ele simplesmente ratificou sua condição de unanimidade entre os torcedores. Fez gols em quase todos os jogos. Na estréia contra a Rússia, marcou o primeiro gol (2 a 0). Contra Camarões, marcou o segundo gol, na vitória por 3 a 0. No último jogo da fase de grupos, fez o gol de empate contra a Suécia (1 a 1). Nas oitavas de final, não marcou, mas deu o passe para Bebeto fazer o único gol do jogo, em pleno dia da Independência norte-americana. Nas quartas, fez o primeiro gol contra a Holanda e foi fundamental no terceiro gol, marcado pelo lateral-esquerdo, Branco. Em uma cobrança de falta potente, Romário desvia-se genialmente da bola e engada o goleiro holandês. Vitória por 3 a 2. Na semifinal, novamente marca contra a Suécia, fazendo o gol solitário da partida, que garantiu o Brasil na final, após 24 anos. Novamente a Itália no nosso caminho. E o Brasil foi campeão nos pênaltis. Romário converteu sua cobrança. Esse jogo ficou marcado pelo duelo entre Romário e Roberto Baggio, ídolo maior em seu país. O italiano chegou em condições precárias à final, já que se contundira no jogo contra a Bulgária, na semifinal. Foi para o sacrifício e perdeu o pênalti, que garantiu o Tetra ao Brasil de Romário e companhia. Festa em solo americano e no retorno ao Brasil, Romário ficou na cabine do avião que trouxe nossa seleção, tremulando à bandeira nacional, ao lado do piloto. Um êxtase para o jogador, que na época tinha 28 anos.

Ao término da Copa, Romário praticamente encerra sua participação na seleção, em Copas do Mundo. Ainda seria chamado para a Copa de 98, na França, mas é cortado por Zagallo, após sofrer um estiramento na panturrilha. As fortes dores o tiraram do mundial. O volante Emerson é chamado às pressas, para ocupar o seu lugar.

Com Felipão, Romário chega a disputar uma partida nas Eliminatórias para a Copa de 2002. O jogo foi contra o Uruguai, em Montevidéu. O Brasil perdeu por 1 a 0 e Romário resolveu colocar um ponto final na sua trajetória com a seleção canarinho, mesmo a contragosto de Felipão, que gostaria de contar com ele no elenco.

Romário e seus 1.000 gols!

Conforme ele mesmo prometeu no início de sua carreira, a meta agora seria alcançar à marca dos 1.0000 gols. Romário é o terceiro maior artilheiro do futebol mundial atrás de Arthur Friedenreich e Pelé. Ele também é o terceiro maior artilheiro com a camisa da Seleção Brasileira, atrás de Pelé e Ronaldo. Porém, sua média de gols pela Seleção supera os dois. Oficialmente, o milésimo gol da carreira de Romário aconteceu no dia 20 de maio de 2007. O gol foi marcado em um jogo do Vasco, sob comando do técnico Celso Roth, contra o Sport, em São Januário. O jogo foi válido pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2007. O gol foi de pênalti: após o cruzamento de Thiago Maciel, o zagueiro Durval cortou a bola com a mão e o árbitro Giuliano Bozzano assinalou a penalidade máxima. Magrão sofreu o gol. Romário foi homenageado pelo Vasco após o milésimo gol, com a inauguração de sua estátua em São Januário atrás das balizas onde o milésimo foi marcado, além da imortalização de sua camisa 11 no clube. O site Globoesporte também teria achado 3 gols que Romário não havia contabilizado, o que o faria ter 1005 gols. Vale lembrar que muitos desses gols foram marcados em jogos não oficiais (102 gols). Mas independente disso, o número de gols que Romário fez foi algo fora do comum. 

Títulos:

Vasco da Gama:

Campeonato Carioca Sub-17: 1982

Campeonato Carioca Sub-20: 1983, 1984

Torneio Cidade de Juiz de Fora: 1986, 1987

Taça Guanabara: 1986, 1987 e 2000

Campeonato Carioca: 1987 e 1988

Troféu Ramón de Carranza: 1987, 1988

Copa TAP: 1987

Taça Brigadeiro Jerômino Bastos: 1988

Taça Rio: 1988, 2001

Campeonato Brasileiro: 2000

Copa Mercosul: 2000


PSV Eindhoven

Eredivisie: 1988-89, 1990-91 e 1991-92

Copa KNVB: 1988–89 e 1989–90

Johan Cruijff Schaal: 1992

Barcelona

La Liga: 1993–94

Supercopa da Espanha: 1994

Troféu FORTA - Antena 3 TV: 1993

Troféu Teresa Herrera: 1993

Flamengo

Torneio Maria Quitéria: 1995

Taça Guanabara: 1995, 1996 e 1999

Copa Ouro: 1996

Campeonato Carioca: 1996 e 1999

Taça Rio: 1996

Torneio Cidade de Brasília: 1997

Taça Cidade de Juiz de Fora: 1997

Copa Mercosul: 1999

Valência

Troféu Agrupació de Penyes Valencianistes: 1997

Copa Fuji: 1997

Torneio Naranja: 1996

Troféu de la Generalitat Valenciana: 1996

Al-Sadd

Qatar Stars League: 2003-04

Qatar Crown Prince Cup: 2003

Copa do Emir: 2003

America-RJ

Campeonato Carioca - Série B: 2009

Seleção Brasileira

Campeonato Sul-Americano Sub-20: 1985

Taça Stanley Rous: 1987

Torneio Bicentenário da Austrália: 1988

Olimpíadas de Seul: Medalha de Prata em 1988

Copa do Mundo FIFA: 1994

Copa das Confederações: 1997

Copa América: 1989,1997

Prêmios Individuais

Melhor Atacante da Eredivisie: 1989, 1990 e 1991

Onze de Bronze: 1993

Onze d'Or: 1994

Melhor Atacante da Liga dos Campeões da UEFA: 1990, 1991 e 1993

2º Melhor Jogador do Mundo FIFA: 1993

Melhor Jogador do Mundo FIFA: 1994

4º Melhor Jogador do Mundo FIFA: 1995

10º Melhor Jogador do Mundo FIFA: 1996

Bola de Ouro da Copa do Mundo FIFA: 1994

Seleção da Copa do Mundo - FIFA: 1994

Melhor jogador da Copa do Mundo - FIFA: 1994

Melhor atacante da Copa do Mundo - FIFA: 1994

Melhor Jogador da Europa: 1991 (PSV) 1994 (BARCELONA) (Teve o melhor desempenho, mas o prêmio era concedido apenas a jogadores europeus. Só a partir de 1995 a honraria seria concedida a jogadores não-europeus)

Melhor atacante da Europa: 1990, 1991, 1993 (PSV) e 1994 (BARCELONA).

L'Équipe Campeão dos campeões – Esportista do ano: 1994

Troféu EFE: 1993-94

Troféu Pichichi (Artilharia da Liga Espanhola): 1993-94

Melhor Jogador Estrangeiro da Espanha (Revista El País): 1994

Melhor Jogador do Campeonato Espanhol: 1994

Melhor Atacante do Campeonato Espanhol: 1994

Bola de prata da Copa das Confederações: 1997

Bola de Bronze Mundial de Clubes da FIFA: 2000

Bola de Ouro Revista Placar: 2000

Bola de Prata Revista Placar: 2000, 2001 e 2005

30º Maior Jogador Sulamericano do Século XX - IFFHS: 1999

11º Maior Jogador Brasileiro do Século XX - IFFHS: 1999

17º Maior Jogador do Século XX - Revista France Football: 1999

5º Maior Jogador do Século XX FIFA - Votação Internet: 2000

18º Maior Jogador do Século XX FIFA - Votação Grande Júri: 2000

Melhor Jogador do Campeonato Brasileiro: 2000

Melhor Jogador das Américas (Revista El País): 2000

Chuteira de Prata da Copa do Mundo FIFA :1994

Chuteira de Ouro Revista Placar: 1999, 2000 e 2002

Chuteira de Ouro da Copa das Confederações: 1997

Chuteira de Ouro CBF: 2001 e 2005

Chuteira de Ouro (Melhor Jogador do ano na Holanda):1989

Troféu Rei do Gol: 2005

Jogador do ano: Melhor jogador do Vasco da Gama nas temporadas 1987, 1988, 2000 e 2001

Artilharias

Campeonato Carioca Sub-15: 1979 (7 gols)

Campeonato Carioca Sub-17: 1982 (13 gols)

Campeonato Carioca Sub-20: 1983 (17 gols)

Campeonato Carioca Sub-20: 1984 (22 gols)

Campeonato Sul-Americano Sub-20: 1985 (5 gols)

Campeonato Carioca: 1986 (20 gols)

Campeonato Carioca: 1987 (16 gols)

Jogos Olímpicos: 1988 (7 gols)

Torneio Bicentenário da Austrália: 1988 (3 gols)

Liga dos Campeões da UEFA: 1989–90 (6 gols)

Eredivisie: 1988-89 (19 gols)

Eredivisie: 1989–90 (23 gols)

Eredivisie: 1990–91 (25 gols)

Liga dos Campeões da UEFA: 1992–93 (7 gols)

La Liga: 1993–94 (30 gols)

Campeonato Carioca: 1996 (26 gols)

Campeonato Carioca: 1997 (18 gols)

Torneio Rio-São Paulo: 1997 (7 gols)

Copa das Confederações: 1997 (7 gols)

Campeonato Carioca: 1998 (10 gols)

Copa do Brasil: 1998 (7 gols)

Campeonato Carioca: 1999 (19 gols)

Copa do Brasil: 1999 (8 gols)

Copa Mercosul: 1999 (8 gols)

Campeonato Carioca: 2000 (19 gols)

Campeonato Mundial de Clubes da FIFA: 2000 (3 gols)

Campeonato Brasileiro: 2000 (20 gols)

Copa Mercosul: 2000 (11 gols)

Torneio Rio-São Paulo: 2000 (12 gols)

Campeonato Brasileiro: 2001 (21 gols)

Campeonato Brasileiro: 2005 (22 gols)

USL Soccer: 2006 (20 gols)

Recordes Individuais:

Maior Artilheiro em jogos oficiais de todos os tempos do futebol (Revista El Gráfico) - (768 gols)

Jogador que foi mais vezes artilheiro em competições oficiais - (27 Artilharias)

Maior Artilheiro de todos os tempos da Copa do Brasil - (36 gols)

Jogador que foi mais vezes artilheiro do Campeonato Carioca: 7 edições - (1986, 1987, 1996, 1997, 1998, 1999 e 2000)

Jogador mais vezes artilheiro do Brasileirão Série A: 2000, 2001 e 2005

Segundo maior artilheiro de todos os tempos da história do Brasileirão Série A: 155 gols

Artilheiro mais velho do Campeonato Brasileiro em 2005 com 39 anos

Clubes em que jogou:

Vasco da Gama

PSV Eindhoven

Barcelona

Flamengo

Valencia

Fluminense

Al-Sadd, do Qatar

Miami

Adelaide United, da Austrália

America, atendendo a um pedido de seu pai, que era torcedor fanático do clube.

Vida Política:

Em 2009, anunciou sua entrada na política, filiando-se ao PSB.[76] Concorreu ao cargo de deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro nas eleições de 2010, sendo eleito o sexto candidato mais votado. Atualmente, exerce o cargo de senador.

Destacamos a carreira de um dos jogadores mais fantásticos do futebol mundial. Irreverente, personalidade marcante e com uma habilidade única, Romário agora faz parte dos arquivos do Imortais do Esporte, que tem como objetivo levar a você, internauta, um conteúdo instrutivo sobre as grandes personalidades esportivas.

Materiais de Apoio: Roteiro do apresentador e auxílio à Wikipédia, para determinados fatos.

Apresentação e Roteiro: Alexandre Cardillo.

Comentários: Mozart Conceição.


11/07/2016 Homenagem a Bebeto

A edição do Imortais do Esporte do dia 11 de julho relembrou os grandes momentos de um dos jogadores mais talentosos do nosso futebol. As conquistas de Bebeto foram revividas ao ouvinte Internauta.

Nascido em Salvador, no dia 16 de fevereiro de 1964 (52 anos), no bairro da Ribeira, José Roberto Gama de Oliveira, Bebeto, se destacou nas peladas de rua. Diferentemente dos garotos que jogavam o tradicional futebol de salão, Bebeto gostava de jogar com os amigos nas calçadas de Salvador. 

Carreira:

Em meio a essas diversas peladas de rua, Bebeto foi observado por um olheiro e levado ao Bahia, para fazer testes. Foi aprovado, mas ficou apenas 1 mês e acabou se transferindo para o Vitória, maior rival do tricolor baiano. Aliás, Bebeto torce para o Vitória, desde a infância. Estreou em 1982, jogou muito bem por lá e logo despertou interesse dos grandes clubes do Brasil. E o destino foi o Flamengo. Um jovem promissor para uma torcida que sofria com as transferências de Zico e Junior para o futebol italiano. O atacante franzino chegou como candidato a príncipe à nação rubro-negra. No Mengão, foi lançado em 1984. A fase do time não era das melhores, mesmo com um elenco de qualidade. O time perdeu a decisão estadual para o Fluminense e também jogos importantes no nacional, como a goleada por 4x1, sofrida contra o Corinthians. A situação era incômoda. No ano seguinte, novas decepções com o manto flamenguista e a torcida pressionava demais. Mais uma vez derrota para o Flu no carioca. Neste ano, Zico voltou ao clube da Gávea e fez bela parceria ofensiva com Bebeto. Mas se lesionou feio, em jogo contra o Bangu.

Em 1986, seu primeiro título: o Campeonato Carioca, contra o Vasco. Porém, sofreu com algumas lesões, que atrapalharam sua sequência. 

Em 1987, finalmente ganharia de vez o coração da torcida. O Flamengo perdeu o Carioca para o Vasco, mas no torneio Copa União (um dos módulos do Campeonato Brasileiro daquele ano, mas considerado pelos participantes como o próprio campeonato), o jovem marcou um gol por jogo,[3] inclusive o solitário tento do título na final, contra o Internacional. O título do torneio, todavia, não seria considerado oficial pela CBF. Ainda assim, Bebeto integrou uma das últimas grandes equipes do Flamengo,[3] que reunia os veteranos Zico, Andrade, Leandro e Edinho e os jovens Leonardo, Jorginho, Zinho, Renato Gaúcho, Aílton e Zé Carlos.

Em 1989, uma transferência polêmica para o rival Vasco da Gama. Mas lá, se deu muito bem. No time cruz maltino, quebrou um jejum de 15 anos sem conquistar o Brasileirão e foi campeão, vencendo o São Paulo, no Morumbi, com gol de Sorato. Bebeto participou ativamente da conquista daquela SeleVasco, repleta de garotos: Luiz Carlos Winck, Marco Antônio Boiadeiro, William, Sorato e Mazinho, além de Acácio e Quiñónez. Em 1990, Bebeto jogou ao lado de Roberto Dinamite, um dos maiores nomes do clube. Fez uma dupla de sucesso com Dinamite, já em término de carreira.

Em 1992, o Vasco faturou o Carioca e vinha bem no Brasileiro, liderando a fase inicial, com Bebeto, em grande fase, fazendo dupla com o jovem Edmundo. O Vasco não conquistou o Brasileirão, mas Bebeto se destacou na competição. Um jogador extraordinário, que tinha no voleio sua principal jogada característica. Ele executava esta jogada com muita classe e perfeição. Foi artilheiro do Campeonato e foi considerado o melhor atacante do torneio. Bebeto deixou o Vasco como ídolo e partiu para o futebol espanhol.

Deportivo La Coruña:  

 Chegou com outro brasileiro ao clube galego, Mauro Silva, que havia se destacado no Bragantino. Bebeto logo demonstra seu faro de gol: termina a sua primeira temporada em La Liga, a de 1992/93, artilheiro com 29 gols. O Depor termina em terceiro, atrás apenas da dupla Barcelona (campeão) e Real Madrid, e quatro pontos atrás do vencedor. Os prognósticos para a temporada seguinte foram mais promissores, com o clube disputando a Copa da UEFA pela primeira vez. No torneio europeu, o Deportivo caiu nas oitavas-de-final, contra o Eintracht Frankfurt, e concentrou as forças na Liga Espanhola, onde vinha liderando com folga e rumando para um inédito título. A conquista seria perdida de forma dramática: o clube começou a perder pontos, enquanto o Barcelona reagia, somando 28 pontos nos últimos 30 que estiveram em disputa.[6] Os clubes terminariam a última rodada empatados em pontos, mas o título foi para a Catalunha pelo melhor saldo de gols. Na temporada 1994/95, o Deportivo continuou disputando o título, voltando a um vice-campeonato, desta vez menos dramático e para o Real Madrid. Na Copa da UEFA, a equipe voltou a cair nas oitavas para um clube alemão, agora o Borussia Dortmund. A recompensa veio na Copa do Rei, em final contra o mesmo Valencia que treze meses antes representara amargura aos corunhenses, que venceram por 2 x 1. Foi o primeiro grande título do clube. Bebeto deixou o clube com 32 anos. Até hoje, é ídolo e reverenciado por lá.

Seleção Brasileira:

Pela Seleção Brasileira sub-20, ganhou o Campeonato Mundial de Futebol Sub-20 de 1983. Dois anos depois, estreou pela Seleção principal, mas, muito jovem e com bastante concorrência no ataque, acabou deixado de fora da Copa do Mundo de 1986. Dois anos depois da Copa do México, foi para as Olimpíadas de 1988, iniciando sua dupla de sucesso com Romário. O Brasil chegou à final, mas perdeu para a União Soviética e ficou com a prata. Na Copa América de 1989, realizada no Brasil, firmou-se na Seleção, ao ser o artilheiro da competição, que voltou a ser vencida pelos brasileiros após um jejum de mais de cinquenta anos. Fez um gol de voleio épico conta a Argentina. Naquele mesmo ano, em que seria ainda campeão brasileiro pelo Vasco da Gama, foi eleito o melhor jogador das Américas devido também ao bom desempenho nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990.[2] Apesar disso, acabou deixado na reserva por Sebastião Lazaroni no mundial. O treinador definia que os atacantes seriam titulares em função de suas respectivas duplas: Careca só jogaria ao lado de Müller, e Bebeto com Romário. No entanto, Romário chegou machucado à Itália, e o próprio Bebeto lesionou-se antes da partida contra a Costa Rica, onde seria escalado,[2] minando sua participação na decepcionante campanha brasileira, encerrada nas oitavas-de-final em um clássico contra a Argentina.

Copa de 94:

Convocado para a Seleção Brasileira, na disputa da Copa dos Estados Unidos, em 1994, enfim Bebeto sacramentaria dupla com Romário. Com jogos extraordinários, destaque para as oitavas de final, fazendo o gol da vitória sobre os Estados Unidos, no dia da Independência americana e nas quartas de final, contra a Holanda. Bebeto marcou um gol, em homenagem ao nascimento de seu filho e foi fundamental na conquista do Tetra, ao lado do baixinho. Uma dupla que ficou imortalizada na história do nosso futebol. 

Copa de 98:

Novamente convocado, desta vez por Zagalo, Bebeto ficou no banco de reservas. O titular era Ronaldo Fenômeno e Bebeto, no alto de seus 34 anos, ainda seria importante à seleção naquela Copa. Transmitiu muita experiência aos mais jovens e foi fundamental a Zagalo na parte tática. Entrava nos jogos e sempre era uma referência para os demais, sem contar nos adversários, que se preocupavam com ele em campo. Marcou três gols, contra Marrocos, Noruega (1º fase) e Dinamarca, nas quartas de final. Faria sua última partida com à camisa canarinho, justamente na final contra a França.

Fim da carreira, curta experiência como técnico e política:

Após “pendurar as chuteiras”, Bebeto fundou, juntamente com Jorginho, o Instituto Bola Para Frente em 29 de junho de 2000 com o intuito de promover o resgate de meninos e meninas de 6 a 16 anos, em situação de risco social. O instituto está localizado em Guadalupe, comunidade de baixa renda da zona norte do Rio de Janeiro.[

Em 2010, Bebeto estreou na carreira de treinador de futebol, no América-RJ,[19] mas seria demitido no mesmo ano após a derrota para o Olaria, pelo Campeonato Carioca.[20] Durante a Copa do Mundo de 2010, foi comentarista esportivo para a Al Jazira, maior rede de televisão do Qatar. Foi eleito para o cargo de deputado estadual pelo estado do Rio de Janeiro para a vigência de 2011-2014. 

Prêmios Individuais:

Craque do ano - Revista Placar (Eleito pelo Júri ): 1989[25]

1989: Jogador Sul-Americano do Ano

1989: 3º Maior jogador do Mundo eleito pela revista inglesa World Soccer[26]

Craque do Campeonato brasileiro (Oficial): 1989[27]

Revelação do Campeonato brasileiro (Oficial): 1984

1989: Jogador do ano do Vasco

1992: Bola de Prata

100 Craques do Século da World Soccer (Eleito pelos leitores): 1999[28]

19º Maior jogador Brasileiro do século XX IFFHS: 1999

Craque do ano - FIFA (Melhores jogadores do mundo): 1993, 1994 e 1995

Artilharias:

1988: Campeonato Carioca - 17 gols

1989: Campeonato Carioca - 18 gols

1989: Copa América - 6 gols

1992: Campeonato Brasileiro - 18 gols

1993: Campeonato Espanhol - 29 gols

1996: Torneio Olímpico de Futebol- 6 gols

1999: Torneio Rio-São Paulo - 5 gols

 Títulos em Clubes:

Flamengo - Campeonato Brasileiro de Futebol (1983), Campeonato Carioca: 1986, Taça Guanabara: 1984, 1988 e 1989, Taça Rio de Janeiro: 1983, 1985, 1986, Troféu Centenario de Fundação do Linfield Football Club: 1986, Taça Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro: 1986, Taça Euzebio de Andrade: 1987, Torneio El Gabón: 1987, Troféu João Havelange: 1987, Taça Governador Jader Ribeiro: 1988, Troféu Colombino: 1988, na Espanha.

Vasco - Campeonato Brasileiro: 1989, Taça Guanabara: 1990, Torneio de Verão RJ: 1990, Taça Adolpho Bloch: 1990, Torneio da Amizade: 1991.

Deportivo La Coruña - Troféu Emma Cuervo: 1994, Copa do Rei da Espanha: 1995, Supercopa da Espanha: 1995, Troféu Teresa Herrera: 1995

Vitória -  Campeonato Baiano: 1997, Copa do Nordeste: 1997, Troféu Cidade de Valladolid: 1997, na Espanha.

Botafogo - Torneio Rio-São Paulo: 1998

Kashima Antlers - Campeonato Japonês: 2000, Copa do Imperador: 2000, Copa da Liga Japonesa: 2000.

Principais Títulos pela Seleção:

 Campeonato Mundial Sub-20: 1983, no México, Torneio Pré-Olímpico: 1987, na Bolívia, Copa América: 1989, no Brasil, Copa do Mundo: 1994, nos Estados Unidos e Copa das Confederações: 1997, na Arábia Saudita.

Imortais do Esporte, edição de 11/07/16:

Apresentação e Roteiro: Alexandre Cardillo.

Sonoplastia, edição e comentários: Mozart Conceição


16/05/16 Homenagem a Oscar schmidt

OSCAR SCHMIDT

Falar de basquetebol brasileiro é lembrar de Oscar Schmidt. E foi justamente ele o homenageado da edição do programa Imortais do Esporte, do dia 16/05/16. Voltamos ao passado e relembramos aos ouvintes os momentos históricos do “mão santa”, principalmente com à camisa canarinho, com a atuação brilhante no Pan de 1987 e sua trajetória em Olimpíadas e mundiais. O ápice de Oscar foi resgatado com riqueza de detalhes, através de áudios que remeteram os internautas às conquistas inesquecíveis deste astro imortal do nosso esporte.

Nascido em Natal, no dia 16 de fevereiro de 1958 (58 anos), Oscar Schmidt é considerado o maior expoente do basquete em todos os tempos, apesar de nunca ter atuado na NBA. Em 1984, ele chegou a ser selecionado pelo New Jersey Nets na sexta rodada do 1984 NBA Draft, mas recusou a oportunidade de ingressar e firmar carreira no maior centro do basquete mundial. Isso porque Oscar Schmidt sempre priorizou o basquete brasileiro. Mas, sem sombra de dúvidas, se aceitasse o convite de atuar na NBA, seria também um fenômeno nos Estados Unidos.

Com 2,5m de altura, Oscar Schmidt é o recordista mundial de pontuação do basquete, com 49.737 pontos. Simplesmente sensacional! Seu número de sorte sempre foi o 14. Logo, Oscar passou a utilizar tal numeração em suas camisas, pelos clubes em que jogou e é claro, na seleção brasileira.

Com o manto verde e amarelo, Oscar Schmidt participou de três Campeonatos Mundiais e é o segundo jogador que mais vezes vestiu à camisa da seleção brasileira, com 33 participações, ficando atrás apenas de Ubiratan, com 34 participações.

O ápice da extraordinária carreira de Oscar Schmidt aconteceu no dia 23 de agosto de 1987, atuando com o manto canarinho. No Pan-Americano de Indianápolis, nos Estados Unidos, Oscar comandou uma geração que literalmente vale ouro até hoje. Trocadilhos a parte, a medalha de ouro é lembrada e celebrada com deveras emoção quando relembramos este feito, que é um dos mais expressivos no âmbito esportivo deste país. Em um jogo que jamais sairá da lembrança de quem ama esportes no geral e principalmente basquete, o Brasil venceu os Estados Unidos, por 120 a 115. Foi a primeira vez que a seleção norte-americana perdeu um jogo em seus domínios. Além disso, também foi a primeira vez que perdeu por mais de 100 pontos e a primeira e não sabia o que era ser derrotada em finais. Com este feito, o Brasil quebrou uma invencibilidade de 34 partidas oficiais da seleção do “Tio Sam”, desencadeando uma nova forma de pensar sobre o basquetebol fora do cenário americano. Antes de 1989, os jogadores americanos não eram profissionais. Eles eram universitários. Com a perda do ouro em Indianápolis, o Dream Team foi instaurado, com a nata dos atletas mais impressionantes do basquetebol daquele país. O bronze nas Olimpíadas de Seul, em 1988, mobilizou à organização do esporte em questão no sentido de estruturar seleções imbatíveis. E, em 1992, nas Olimpíadas de Barcelona, o Dream Team não deu chances às demais seleções, perdurando até os dias atuais, como a seleção imbatível. Isso se deve, acima de tudo, à geração de Oscar, Guerrinha, Pipoca, Gérson, Marcel e do técnico Ari Vidal, que foi o profissional que incutiu na cabeça dos jogadores à possibilidade real de vitória frente aos talentosos americanos. Em um dos áudios reproduzidos no Imortais do Esporte, Oscar relata à importância de Vidal no trabalho de incentivo aos atletas. Mesmo com uma margem de desvantagem no placar, o treinador insistia que o caminho da virada seria nos chutes de três pontos. E foi justamente o que aconteceu, brilhantemente executados pelo nosso eterno “mão santa”. Anos mais tarde, um dos maiores astros da NBA e do Dream Team, David Robinson, disse a seguinte frase:

“Aquela derrota de 1987 foi fundamental para que os Estados Unidos criassem o Dream Team para as Olimpíadas de Barcelona, em 1992. Quando perdemos para o Brasil, nós vimos o quanto o basquete internacional havia evoluído. Eu até me sinto lisonjeado por ter perdido aquela final do Pan para o Brasil e jamais esqueci daquele dia. Depois, nós acabamos ficando com a medalha de bronze nos jogos Olímpicos de Seul, em 1988 e ficou realmente claro que precisaríamos criar a seleção mais forte possível! Esse jogo mudou a minha vida. Depois daquele dia, eu passei a acreditar que posso fazer qualquer coisa”.

Naquele épico confronto, Oscar anotou 46 pontos, destacando-se nos arremessos de três, incorporando às orientações de Vidal. Diferentemente de uma partida normal de basquete, que possui quatro quartos, a final de 1987 foi disputada em dois tempos. O aproveitamento de Oscar foi de 46,7%, ao lado de Marcel, que anotou 31 pontos e também foi o destaque da final. Quando o jogo acabou, a imagem de nosso homenageado chorando, deitado no fundo da quadra, ficou e ficará para sempre na memória esportiva do Brasil e do mundo.

O exemplo de profissionalismo de Oscar Schmidt era evidenciado nos treinamentos. Sempre ao final deles, ficava treinando chutes de três pontos, exaustivamente, conseguindo beirar à perfeição. Inclusive, já chegou a arremessar com a mão direita quebrada. Isso rendia a Oscar um índice impressionante de aproveitamento nos jogos. 

Em 1991, foi nomeado um dos 50 maiores jogadores de basquete pela FIBA.

Foi o jogador de basquete com maior participação em Olimpíadas, com cinco no total, além de ser o maior cestinha em âmbito olímpico.

Foi o protagonista do maior número de pontos em um jogo de Olimpíadas, contra a Espanha, anotando 55 pontos, em 1988, em Seul.

Foi protagonista do maior número de pontos em um jogo por mundiais, contra a Austrália, anotando 52 pontos, em 1990.

No ano de 2010, foi incluído no Hall da Fama da FIBA, em reconhecimento aos incríveis trabalhos prestados no basquete.

Em 2013, entrou para o Hall da Fama do basquete dos Estados Unidos, mesmo sem atuar lá, conforme já abordamos anteriormente aqui.

Clubes em que jogou:

Sírio

Palmeiras

Caserta (ITA)

Pavia (ITA)

Forum/Valladolid (ESP)

Corinthians

Bandeirantes-SP

Barueri

Flamengo

Recordes:

Conquistas pela seleção brasileira:

Medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de San Juan (Porto Rico - 1979)

Quarto lugar no Torneio Pré-Olímpico das Américas de San Juan (Porto Rico - 1980)

Quinto lugar nos Jogos Olímpicos de Moscou (União Soviética - 1980)

Oitavo lugar no Mundial da Colômbia (1982)

Campeão do Torneio Pré-Olímpico das Américas de São Paulo (Brasil - 1984)

Nono lugar nos Jogos Olímpicos de Los Angeles (Estados Unidos - 1984)

Quarto lugar no Mundial da Espanha (1986)

Medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis (Estados Unidos - 1987)

Campeão do Torneio Pré-Olímpico das Américas de Montevidéu (Uruguai - 1988)

Quinto lugar nos Jogos Olímpicos de Seul (Coreia - 1988)

Medalha de bronze na Copa América (México - 1989)

Quinto lugar no Mundial da Argentina (1990)

Medalha de bronze no Torneio Pré-Olímpico das Américas de Portland (Estados Unidos - 1992)

Quinto lugar nos Jogos Olímpicos Barcelona (Espanha - 1992)

Medalha de bronze no Torneio Pré-Olímpico das Américas (Argentina - 1996)

Sexto lugar nos Jogos Olímpicos de Atlanta (Estados Unidos - 1996)


Títulos pelos clubes:

Campeão Mundial Interclubes (Sírio - 1979)

Campeão Sul-Americano de Clubes (Sírio - 1979)

Campeão Taça Brasil (Palmeiras - 1977)

Campeão Taça Brasil (Sírio - 1979)

Campeão Brasileiro (Corinthians/Amway - 1996)

Campeão Paulista (Sírio - 1978, 1979)

Campeão Paulista (Palmeiras - 1974)

Campeão Paulista (Mackenzie - 1998)

Campeão da Copa da Itália (Caserta - 1988)

Campeão Italiano Série A-2 (Caserta - 1983)

Campeão Italiano Série A-2 (Pavia - 1991)

Campeão Carioca (Flamengo - 1999, 2002)

Vice-campeão nacional (Flamengo - 2000)

Vice-campeão da Liga Sul-Americana (Corinthians - 1996,1997)


Os grandes Recordes:

Maior pontuador de todos os tempos com 49.737 pontos

Jogador de basquete com mais participações em olimpíadas – 5 (empatado com o porto-riquenho Teófilo Cruz e com o australiano Andrew Gaze)

Mais minutos jogados em Olimpíadas

Mais pontos nas olimpíadas – 1.093

Maior média de pontos por jogo em uma edição das olimpíadas – 42,3 pontos por jogo[6]

Mais vezes cestinha em olimpíadas – 3

Mais cestas de três pontos, dois pontos e lances livres em Olimpíadas

2o jogador que mais vezes vestiu a Camisa da Seleção Brasileira em Campeonatos Mundiais - 33 (atrás apenas de Ubiratan, com 34)

Mais pontos totais em Campeonatos Mundiais - 893

Mais pontos por um jogo em olimpíadas – 55 contra a Espanha em 1988

Mais pontos por um jogo em mundiais – 52 contra a Austrália em 1990

Mais pontos por um jogo em pan americanos – 53 contra o México em 1987

Mais pontos por um jogo na Liga Sul americana de clubes – 46 contra o Ambassadors jogando pelo Flamengo

2o Jogador com Mais pontos por um jogo no campeonato nacional de clubes – 57 jogando pelo Flamengo (superado por Marcelinho Machado, que fez 63 pontos)

Maior cestinha da seleção brasileira – 7.693

Mais pontos por um campeonato da Itália – 1.760 em 40 jogos jogando em Pavia

Mais vezes cestinha na Itália – 8 campeonatos, jogando por Caserta e Pavia

Maior media de pontos no campeonato italiano – 34,6 em 11 anos jogando por Caserta e Pavia

Estrangeiro que mais pontos fez na historia do campeonato italiano – 13.957

Lances livres consecutivos em jogos da Seleção Brasileira – 34 no pan americano de 1979

Lances livres consecutivos em jogos profissionais – 90 no campeonato carioca jogando pelo Flamengo

Lances livres consecutivos em treino – 196 num treino da seleção brasileira

Três pontos consecutivos por um jogo – 8/8 no campeonato espanhol jogando pelo fórum Valladolid

Dois pontos consecutivos por um jogo – 12/12 no campeonato espanhol jogando pelo Forum Valladolid

Lances livres consecutivos por um jogo – 22/22 na Itália jogando por Caserta

Competição de três pontos na Europa – 22 de 25 na Itália

271 partidas consecutivas sem faltar no campeonato italiano com Caserta durante 7 anos

O Programa Imortais do Esporte homenageou um grande atleta, uma excelente pessoa. Oscar Schmidt sempre será um imortal e sua história de vida e no esporte é hoje contada através de palestras. Um verdadeiro professor do esporte. Um verdadeiro professor da sabedoria!

Programa Imortais do Esporte, edição do dia 16/05/16:

Roteiro e Apresentação: Alexandre Cardillo.

Sonoplastia, Edição e Comentários: Mozart Conceição.


31/05/2016 - Homenagem a Zico.

O Imortais do Esporte do dia 31/05/16 resgatou às lembranças do maior ídolo e craque da história do Flamengo e da seleção brasileira. Com riqueza de detalhes, a equipe do Imortais explanou a carreira de Arthur Antunes Coimbra, o grande Zico. Com a brilhante produção de áudio, no comando de Mozart Conceição e apresentação de Alexandre Cardillo, os gols do “Galinho de Quintino” foram relembrados aos ouvintes internautas. Simplesmente sensacional!

Nascido no Rio de Janeiro, no dia 3 de março de 1953 (63 anos), Zico jogava em um pequeno time de futebol de salão formado por amigos e familiares, o Juventude de Quintino Bocaiuva, bairro da zona norte do Rio de Janeiro. Aliás, como já foi destacado anteriormente, Zico ficou conhecido popularmente como “Galinho de Quintino”. O apelido de “Galinho”, em virtude do porte físico, muito magro e franzino. Além do Juventude, ele jogou no River Futebol Clube (clube de Futsal da época). Já no salão, chamou a atenção de muitos olheiros, comumente preparados para “pinçar” grandes talentos emergentes. E Zico fazia parte deste seleto grupo de talentosos jogadores. E o Flamengo foi seu primeiro time. Em 1967, aos 14 anos, foi levado para o clube da Gávea, pelo então radialista Celso Garcia.

No Flamengo, Zico só fez sua estreia no time principal em 1971, no clássico contra o Vasco da Gama. O rubro-negro venceu por 2 a 1, com um belo passe de Zico para Fio Maravilha marcar o gol da vitória. Em 1972, Zico ajuda o Flamengo a conquistar o Campeonato Carioca. Este seria o primeiro de vários troféus do nosso homenageado. Porém, Zico só foi se firmar como titular do Mengão em 1974, depois de passar por uma intensa preparação física. Passou por um trabalho exaustivo de fortalecimento muscular e, a partir de então, começou a se destacar em campo. Aliou ganho de porte físico com técnica refinada, acentuada por seus dribles curtos e cobranças magistrais de faltas. 

O auge de Zico aconteceu no ano de 1980. O habilidoso e extraordinário meia comandou o Flamengo na conquista do Campeonato Brasileiro, em dois grandes jogos na decisão, contra o Atlético Mineiro. No segundo jogo, no Maracanã, vitória por 3 a 2, com um belo passe e um gol do “Galinho”. Com o título nacional, o Flamengo garantiu vaga à Libertadores do ano seguinte. E esta temporada de 1981 foi mágica para Zico. O time de maior torcida no país conquistou o torneio continental, vencendo o Cobreloa, do Chile e no final do ano, sagrando-se campeão Intercontinental de Clubes, em Tóquio, no Japão. Ao vencer o Liverpool (ING), por 3 a 0, com dois gols de Nunes e Adílio), Zico foi participativo nos três gols, todos eles marcados ainda no primeiro tempo. Um título que até hoje é exaltado pela nação rubro-negra.

No ano de 1982, mais um título nacional, desta vez contra o Grêmio. O jogador viva um momento especial em sua carreira. Jogando o fino da bola, Zico foi convocado por Telê Santana para disputar mais uma Copa do Mundo em sua carreira avassaladora. Em 1978, fez parte da seleção que disputou à Copa do Mundo da Argentina, sobre o comando do saudoso técnico Claudio Coutinho. Quatro anos mais tarde, foi protagonista de uma das maiores seleções que o Brasil já teve e que o mundo reverenciou. Um futebol encantador, com uma verdadeira “constelação de craques”. Zico foi eleito o maior camisa 10 da Copa da Espanha. Marcou quatro gols (um contra a Escócia, dois contra a Nova Zelândia e um contra a Argentina). Mas infelizmente, o Brasil não levou aquela Copa. Nossa seleção perdeu para a Itália, por 3 a 2, com três gols de Paolo Rossi. Mas a seleção de 82 está viva até agora na memória de todos que amam futebol. Uma seleção estupenda, que entrou para o hall das melhores já vistas em todos os tempos.

O mercado europeu começou a se oferecer para Zico. Diferentemente dos dias atuais, naquela época, as transferências para os jogadores eram limitadas. Apenas uma por temporada. Logo, grandes craques criavam raízes aqui e o futebol estrangeiro limitava estrangeiros por país. E Zico agraciado, com seu nome sendo sondado por vários países da Europa. A proposta financeira do futebol italiano encantou o craque. O caminho de Zico foi a cidade de Údine. Na Udinese, o brasileiro foi recebido com status de ídolo, antes mesmo de fazer sua estreia. Lá, marcou 19 gols, ficando atrás apenas do francês Michel Platini, na temporada 1983/84. No país da Bota, Zico foi comparado com um motor de Ferrari, colocado dentro de um Fusca. Quem fez tal comparação foi o jornalista Luigi Maffei, do Jornal Il Gazzettino de Veneza. Conquistou com a Udinese o título do quadrangular da cidade de Údine, no ano de 1983. Ficou por duas temporadas na equipe italiana e retornou ao Flamengo, em 1985.

No seu retorno à Gávea, muita festa da torcida para o maior de todos os jogadores. Voltou jogando muito e fazendo seus gols antológicos. Mas nem tudo foi um mar de rosas para o camisa 10. Em um jogo válido pelo Campeonato Carioca, recebeu uma forte entrada do zagueiro Márcio Nunes, do Bangu. Uma falta “criminosa”, um lance deplorável e uma grave lesão no joelho esquerdo. Foi o momento mais crítico da carreira de Zico. Ele sofreu demasiadamente com este lance, limitando inclusive os movimentos na perna esquerda. Mesmo assim, novamente foi chamado para integrar à seleção brasileira que disputaria a Copa de México, em 1986. Esta seria a terceira e última Copa na carreira de Zico. Ele ficou no banco de reservas e fez apenas três partidas, contra a Irlanda do Norte, Polônia e França. Contra os franceses, perdeu um pênalti no tempo normal (segundo tempo) e marcou nas cobranças de penalidades máximas. Mas neste jogo, válido pelas quartas de final, o Brasil perdeu e voltou mais cedo para casa. 

Em 1987, Zico ainda conquistaria mais um título com o manto rubro-negro. A Copa União.

No final de 1989, Sebastião Lazaroni, então técnico da seleção, sondou Zico para fazer parte do grupo de jogadores que disputaria à Copa de 1990, na Itália. Porém, já em vias de encerrar sua participação com à camisa canarinho, Zico não aceitou o convite e de fato, colocou um ponto final na sua passagem pela seleção brasileira. Na seleção, foram 89 jogos, com 64 gols. Um verdadeiro símbolo da alegria, em um futebol sempre galgado pela irreverência. Pode-se dizer que Zico foi mestre nisso.

Na história de todos os goleadores, Zico é o quinto maior artilheiro do futebol mundial. Marcou 826 gols, em 1.180 partidas disputadas. Sensacional!

No final de 1991, Zico partiu para o outro lado do Mundo. Foi responsável direto por difundir o futebol no país do sol nascente. No Japão, jogou pelo Kashima Antlers. Lá, virou “Rei”. Até hoje é um dos maiores ídolos do clube nipônico. Inclusive, a estátua de Zico, em tamanho natural, está presente na entrada do estádio. A homenagem do povo japonês a um verdadeiro imortal do esporte. Na equipe japonesa, conquistou a Copa Muroran, em 1992. Em 1993, levantou as Taças da Meiers Cup e Pepsi Cup. No final de 93, resolve, enfim, encerrar de vez sua carreira como jogador. E que carreira internautas.

Mas o futebol não deixaria Zico e Zico jamais deixaria o futebol. Em 1998, foi convidado por Zagallo a fazer parte da comissão técnica da seleção brasileira, para à Copa da França. E desta vez, Zico prontamente aceitou. Começava aí, os primeiros passos do ex-jogador como técnico. Sua primeira aparição como treinador aconteceu no ano de 2004, com a seleção do Japão. E logo naquele ano, conquistou o título da Copa da Ásia. Classificou a seleção japonesa para a Copa de 2006, disputada na Alemanha. Foi adversário do Brasil no último jogo da fase de grupos, perdendo por 4 a 1. Não obteve bons resultados daí em diante e foi dispensado, partindo para a Turquia. Lá, comandou o Fenerbahçe, trabalhando com vários jogadores brasileiros. Entre eles, Alex, Edu Dracena, David, Fábio Luciano e Roberto Carlos. Foi campeão turco, classificando à equipe para a disputa da Liga dos Campeões da Europa de 2007/08. Mesmo sem conquistar o título na Champions, foi a melhor participação do time turco na competição, avançando pela primeira vez na história à fase de “mata-mata”. Depois da Turquia, Zico partiu para o Uzbequistão, comandando a equipe do Bunyodkor, conquistando a Copa do Uzbequistão, em 2008. No ano seguinte, foi comandar o CSKA Moscou, da Rússia, ganhando a Copa da Rússia e a Supercopa da Rússia. Passou ainda pelo Olympiakos, da Grécia, seleção do Irã, Al-Gharafa, do Catar e atualmente comando o Football Club Goa, da Índia.

O Imortais do Esporte agradece a Zico pelos trabalhos prestados ao futebol e ao esporte nacional. Um exemplo de atleta, profissional e ser humano.

Imortais do Esporte, edição de 31/05/16:

Roteiro e Apresentação: Alexandre Cardillo

Sonoplastia, Produção e Comentários: Mozart Conceição


19/04/16 – Homenagem a Edmundo

O programa Imortais do Esporte da última terça-feira (19), foi sensacional. O homenageado da noite foi o ex-jogador e agora comentarista do Grupo Bandeirantes, Edmundo. Relembramos aqui na Web Rádio De Prima, a trajetória de um dos maiores jogadores do nosso futebol. O ex-atacante participou com nossa equipe Ao Vivo, por telefone, em contato direto do Rio de Janeiro.

Com muita propriedade, nossa equipe de comentaristas abordou o início de carreira no Vasco da Gama e sua fase meteórica, atuando pelo Palmeiras em 1993, quando ajudou o time alviverde a quebrar um incômodo jejum de 17 anos sem títulos no Campeonato Paulista. As conquistas de Edmundo, bem como sua maneira talentosa de jogar, em 1997 novamente pelo Vasco, também ganharam destaque importante. Claro que a personalidade forte dele também foi assunto no segundo Imortais do Esporte, transmitido do Jambu Gastrobar, no bairro de Moema, zona Sul de São Paulo. Um belo ambiente, muito aconchegante e agradável. 

Alguns dos principais gols de Edmundo foram ouvidos novamente, com um áudio que remeteu os internautas à época em que o “animal” brilhava em campo. Este apelido foi dado pelo radialista e também “imortal” Osmar Santos, quando Edmundo jogava pelo Palmeiras, nos anos de 1993 e 1994. Os lances polêmicos, como à discussão com Rivaldo na final da Copa de 1998, na França, também foram relembrados em áudio e comentários detalhados. A facilidade de seus dribles, a irreverência e o poder de descomplicar uma jogada deram o tom do programa. Um lance que traduz com muita clareza a técnica apurada do homenageado foi o golaço que ele fez contra o Manchester United, na semifinal do Mundial de Clubes da FIFA, no ano de 2000. 

Com a presença dos comentaristas Du Oliveira, Alan Porto, Mozart Conceição e Carina Batista, os assuntos envolvendo Edmundo fluíram com muita categoria e naturalidade. Repercutimos à facilidade na qual Edmundo dominava uma bola, encarava os marcadores e concluía com precisão, fosse com a potência do chute no pé esquerdo, ou direito, sem contar na eficiência dos gols de cabeça e seus lances desconcertantes. Em suma, um jogador completo. 

Com irreverência, que é a característica de nossa equipe esportiva, relatamos os acontecimentos marcantes de Edmundo e os prêmios conquistados no decorrer de sua carreira. E com muita honra, contamos com à participação de Edmundo, por telefone, diretamente da cidade maravilhosa. Daí em diante, muitas perguntas e esclarecimentos do nosso Imortal do Esporte. Muito atencioso, respondeu às questões relacionadas à sua carreira e até mesmo sobre outros assuntos, como envolvimento em campanhas publicitárias e no âmbito político, pleiteando um possível cargo de presidência do clube vascaíno, no futuro. Ambas às perguntas foram feitas por Carina Batista (aniversariante do dia) e Du Oliveira, respectivamente. As demais perguntas feitas por Alexandre Cardillo, Alan Porto, César Gamarra (que participou no decorrer do programa) e Mozart Conceição, foram relacionadas à carreira dentro das quatro linhas. Uma conversa bem esclarecedora e agradável como um dos grandes talentos que nosso futebol já foi capaz de produzir. Ressaltamos na entrevista, a importância dele até hoje nos clubes em que foi e é ídolo: Vasco e Palmeiras. Relembramos ainda às passagens pela Seleção Brasileira, futebol italiano e japonês.

O Programa Imortais do Esporte tem por objetivo resgatar à memória de quem fez história no esporte deste país. E Edmundo tem muita história. A equipe do Imortais do Esporte agradece imensamente a Edmundo, nosso Imortal do Esporte.

Equipe Imortais do Esporte, programa dia 19/04/16:

Alexandre Cardillo: Apresentação e Roteiro

Alan Porto: Comentarista

Carina Batista: Comentarista

César Gamarra: Comentarista, participando no decorrer do programa.

Du Oliveira: Comentarista

Mozart Conceição: Comentarista e Produção de Áudio

Vanessa Máximo: Apoio técnico

Agradecimentos: Jambu Gastrobar



11/04/16 – Homenagem a Éder Alexo

Com o objetivo de resgatar à memória esportiva nacional, o Programa Imortais do Esporte é a novidade na grade da programação do De Prima. A estreia aconteceu nesta segunda-feira (11) e para abrilhantar o primeiro programa, relembramos a trajetória de um fantástico jogador, que fez história no futebol brasileiro, sobretudo nos anos 80. 

Apelidado de “Bomba” e também “O Canhão”, em função de seus potentes chutes com o pé esquerdo, Éder Aleixo, foi homenageado no Imortais do Esporte. Os grandes lances do ídolo do Atlético Mineiro e sua extraordinária passagem pela seleção brasileira foram relembrados, na apresentação de Alexandre Cardillo e nos comentários brilhantes e precisos de Mozart Conceição e Du Oliveira. Um estupendo conteúdo, com áudios das narrações dos gols marcados por Éder Aleixo, nas vozes de Alexandre Santos e do saudoso Luciano do Vale, levaram os ouvintes à emoção. Simplesmente sensacional!

Todo conteúdo expressado a seguir, visa documentar ao Internauta, as histórias de quem fez história no cenário esportivo deste país. 

O Programa Imortais do Esporte prima pela qualidade das informações, com cunho elucidativo às pessoas que amam o esporte. Aqui, remetemos aos momentos marcantes do esporte no Brasil. Em suma, atletas consagrados serão imortalizados. 

Vale lembrar que o Imortais do Esporte não se limita apenas ao futebol, nossa paixão nacional. Todo e qualquer esporte será relatado, com seus atletas que fizeram história. Além de atletas, jornalistas esportivos também serão exaltados, pois fizeram e fazem parte da memória esportiva brasileira. 

Você está convidado a ouvir Imortais do Esporte, toda segunda-feira, a partir das 19h, aqui pela Web Rádio De Prima. Contamos com a sua audiência.

História do nosso Imortal do Esporte

Nascido em 25 de maio de 1957, na cidade mineira de Vespasiano, Éder Aleixo de Assis iniciou sua carreira como jogador no ano de 1973, nas categorias de base do América-MG. Quatro anos mais tarde, em 1977, foi contratado pelo Grêmio. No tricolor gaúcho, conquistou o campeonato estadual, nos anos de 1977 e 1979. Despertando interesse do Atlético Mineiro, Éder foi procurado pelos dirigentes do Galo e acabou firmando seu retorno às Minas Gerais. Com o manto atleticano, sua carreira deu um salto significativo. Campeão mineiro nos anos de 1980, 1981, 1982, 1983 e 1985, Éder Aleixo construiu uma relação de idolatria com a torcida, que perdura até hoje. Além dos cinco títulos mineiros, a conquista do Torneio de Paris de Futebol, em 1982 e à premiação coroada com a Bola de Prata do Brasileirão de 1983, elevaram ainda mais à condição de ídolo maior em um dos clubes mais importantes e tradicionais do nosso esquete pentacampeão.

Com muita notoriedade e competência com a bola nos pés, Éder Aleixo sacramentou sua convocação à seleção brasileira. Após uma goleada épica por 6 a 1, em confronto envolvendo Atlético Mineiro e Colômbia, no Mineirão, Éder fez uma partida impecável, despertando interesse de Telê Santana, que prontamente o convocou para a Copa de 1982, na Espanha. Um divisor de águas na carreira do jogador. Na Copa, fez grandes jogos, com destaque para os gols contra Escócia e União Soviética, do lendário goleiro Dasayev (vitórias por 2 a 1 em ambas as partidas). O jogador fez parte de uma das maiores seleções canarinhos que já vimos. Mesmo sem conquistar o título, a seleção de 82 é sempre lembrada, como uma das gerações de jogadores mais espetaculares que nosso futebol foi capaz de produzir. Que “safra”! Atuando com à amarelinha, foram 52 partidas, entre 1979 e 1986. 

O atacante ainda atuou no Palmeiras, em 1986, sendo vice-campeão paulista daquele ano. Inclusive, na semifinal contra o arquirrival Corinthians, fez um gol olímpico que classificou o verdão para à decisão contra a Internacional de Limeira.

Clubes que jogou

Éder Aleixo jogou por vários clubes do futebol brasileiro e também na Turquia e Paraguai. Abaixo seguem os times que tiveram o privilégio de contar com os chutes potentes de Éder Aleixo:

América Mineiro (1973-1976)

Grêmio (1977-1979)

Atlético Mineiro (1980-1985 ,1991 e 1996, nas segunda e terceira passagens pelo clube, respectivamente)

Internacional de Limeira (1985)

Palmeiras (1986)

Santos (1987)

Sport Recife (1988)

Botafogo (1988)

Atlético Paranaense (1988 e 1993, na segunda passagem pelo clube)

Cerro Porteño (1988-1989)

Malatyaspor (1989)

Fenerbahçe (1991)

União São João (1994-1995)

Conquista (1997)

Gama (1997)

Guará (1997)

Montes Claros (1997)

Títulos conquistados

Abaixo seguem às grandes conquistas de Éder Aleixo, em sua bela carreira:

Campeão Gaúcho: 1977 e 1979

Campeão Mineiro: 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1989 e 1995

Torneio de Paris (França): 1982

Torneio de Bilbao (Espanha): 1982

Torneio de Berna (Suíça): 1983

Taça Tancredo Neves: 1983

Torneio de Amsterdã: 1984

Taça 40 anos do Sindicato dos Jornalistas: 1985

Troféu Sérgio Ferrara: 1985

Troféu Ramón de Carranza (Espanha): 1996

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